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Paris
Do topo, em sentido horário: Montmartre; Pirâmide do Louvre; Opéra Garnier e Palácio de Versalhes; panorama urbano de Paris com o rio Sena, a Ponte das Artes e a Torre Eiffel; Arco do Triunfo; placa do metrô de Paris; Catedral de Notre-Dame.
Do topo, em sentido horário: Montmartre; Pirâmide do Louvre; Opéra Garnier e Palácio de Versalhes; panorama urbano de Paris com o rio Sena, a Ponte das Artes e a Torre Eiffel; Arco do Triunfo; placa do metrô de Paris; Catedral de Notre-Dame.
Símbolos
Bandeira de Paris
Bandeira
Brasão de armas de Paris
Brasão de armas
Lema Fluctuat nec mergitur
"É sacudida pelas ondas, mas não afunda"
Gentílico parisiense
Localização
Paris está localizado em: França
Paris
Mapa de Paris
Coordenadas 48° 51' 24" N 2° 21' 03" E
País França
Região Île-de-France
Região metropolitana Paris
Administração
Prefeita Anne Hidalgo (PS)
Características geográficas
Área total 105,40 km²
População total 2 148 271 hab.
 • População metropolitana 12 532 901
Website www.paris.fr

Paris (pronúncia em francês: ​[paʁi] (Sobre este somescutar )) é a capital e a mais populosa cidade da França, com uma população estimada em 2020 de 2 148 271 habitantes em uma área de 105 quilômetros quadrados.[1] Desde o século XVII, Paris é um dos principais centros de finanças, diplomacia, comércio, moda, ciência e artes da Europa. A cidade de Paris é o centro e sede de governo da região administrativa de Ilha de França, que tem uma população estimada em 2020 de 12 278 210 habitantes, ou cerca de 18% da população da França.[1] Em 2017, a região de Paris teve um PIB de €709 bilhões.[2] De acordo com a Pesquisa de Custo de Vida da Economist Intelligence Unit em 2018, Paris era a segunda cidade mais cara do mundo, atrás apenas da Cingapura e à frente de Zurique, Hong Kong, Oslo e Genebra.[3]

Abrangendo numerosos monumentos e por conta de seu considerável papel político e econômico, Paris é também uma importante cidade na história do mundo.[4] Sua posição numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração de uma rica região agrícola a tornou uma das principais cidades francesas ao longo do século X, beneficiada com palácios reais, ricas abadias e uma catedral.[5] Ao longo do século XII, se tornou um dos primeiros focos europeus do ensino e da arte.[6] A importância econômica e política de Paris foi reforçada quando os Reis de França e a corte fixaram-se na cidade.[7][5] Assim, Paris se converteu em uma das mais importantes cidades de todo o mundo ocidental, na capital da maior potência política europeia (século XVII), no centro cultural da Europa (século XVIII) e na capital da arte e do lazer (século XIX).[5]

Paris é a capital econômica e comercial da França, onde os negócios da Bolsa e das finanças se concentram. A densidade da sua rede ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária — um hub da rede aérea francesa e europeia — fazem-na um ponto de convergência para os transportes internacionais. A cidade abriga dois aeroportos internacionais: o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, o segundo aeroporto mais movimentado da Europa, e o Aeroporto de Paris-Orly.[8][9] Inaugurado em 1900, o metrô da cidade, o Metropolitano de Paris, atende 5,23 milhões de passageiros diariamente;[10] é o segundo sistema de metrô mais movimentado da Europa, superado pelo Metro de Moscovo.[11] A Gare du Nord é a 24.ª estação ferroviária mais movimentada do mundo, porém a primeira localizada fora do Japão, com 262 milhões de passageiros em 2015.[12][13]

Em 2018, Paris recebeu 16,8 milhões de turistas, sendo a oitava cidade mais visitada do mundo naquele ano, assim como a segunda cidade da Europa, depois de Londres.[14] O clube de futebol Paris Saint-Germain e o clube de rugby Stade Français estão sediados em Paris. O Stade de France, com 80 000 lugares, construído para a Copa do Mundo FIFA de 1998, está localizado ao norte da cidade, na comuna vizinha de Saint-Denis.[15] Paris organiza anualmente o torneio Grand Slam de tênis. Sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1900 e 1924, devendo sediar o de 2024.[16] Paris também foi a cidade-sede das Copas do Mundo FIFA de 1938 e 1998, a Copa do Mundo de Rugby Union de 2007 e o Campeonato Europeu de Futebol de 1960, 1984 e 2016.[17] A competição de ciclismo de estrada Tour de France finaliza-se em Paris em todo mês de julho.[18]

EtimologiaEditar

Paris deve seu nome aos Parísios, um povo gaulês que habitava a região antes da chegada dos romanos.[19] Após conquistá-los, os romanos rebatizaram seu assentamento como "Lutécia Parisioro" (em latim: Lutetia Parisiorum). Ao longo do século IX, essa denominação, aos poucos, deu lugar ao nome atual.[20] Os Parísios também emprestaram seu nome a algumas outras vilas da região, tais como Villeparisis, Cormeilles-en-Parisis, e Fontenay-en-Parisis.[21]

Paris é frequentemente chamada de "Cidade Luz" (La Ville Lumière),[22] tanto por conta de seu papel de liderança durante a Era do Iluminismo quanto mais literalmente porque Paris foi uma das primeiras grandes cidades europeias a usar a iluminação pública a gás em grande escala em seus bulevares e monumentos. Em 1829, luzes de gás foram instaladas na Place du Carrousel, Rue de Rivoli e Place Vendôme. Em 1857, as grandes avenidas foram acesas.[23] Na década de 1860, as avenidas e ruas de Paris eram iluminadas por 56.000 lâmpadas de gás.[24]

HistóriaEditar

OrigensEditar

Os Parísios, uma sub-tribo dos Sênones celtas, habitavam a área atualmente compreendida como Paris por volta de meados do século III aC.[25][26] Uma das principais rotas comerciais norte-sul da região atravessava o Sena na Île de la Cité; este local de encontro de rotas comerciais tornou-se gradualmente um importante centro comercial.[27] Os Parísios negociaram com muitas cidades fluviais (algumas tão distantes quanto a Península Ibérica) e cunharam suas próprias moedas para esse propósito.[28]

 
Moedas de ouro cunhadas pelos Parísios (século I aC).

Os romanos conquistaram a Bacia de Paris em 52 aC e começaram seu assentamento na margem esquerda de Paris.[29] A cidade romana era originalmente chamada de Lutécia (mais amplamente, Lutetia Parisiorum, "Lutécia dos Parísios"). Tornou-se uma cidade próspera com um fórum, banheiros, templos, teatros e um anfiteatro.[30]

No final do Império Romano do Ocidente, a cidade era conhecida como Parisius, um nome latino que mais tarde se tornaria Paris em francês.[31] O cristianismo foi introduzido em meados do século III dC por São Dionísio, o primeiro bispo de Paris: segundo a lenda, quando Dionísio se recusou a renunciar à sua fé diante dos ocupantes romanos, ele foi decapitado na colina que ficou conhecida como Mons Martyrum, mais tarde Montmartre, de onde andou sem sua cabeça para o norte da cidade; o local onde ele caiu e foi enterrado se tornou um importante santuário religioso, a Basílica de São Dionísio, onde muitos reis franceses estão enterrados.[32]

Clóvis, o primeiro rei da Dinastia merovíngia, fez da cidade sua capital a partir de 508. Quando o domínio franco da Gália começou, houve uma imigração gradual dos francos para Paris e nasceram os dialetos francófonos parisienses. A fortificação de Île-de-la-Citie não conseguiu evitar o saque pelos vikings em 845, mas a importância estratégica de Paris—com suas pontes que impediam a passagem de navios—foi estabelecida por uma defesa bem-sucedida no cerco de Paris (885-86), pelo qual o então conde de Paris, Eudo de França, foi eleito rei da Frância Ocidental.[33] Da dinastia capetiana iniciada com a eleição de 987 de Hugo Capeto, conde de Paris e duque dos francos, como rei de uma Frância unificada, Paris gradualmente se tornou a maior e mais próspera cidade da França.[32]

Idade Média a Luís XIVEditar

No final do século XII, Paris havia se tornado a capital política, econômica, religiosa e cultural da França.[34] O Palais de la Cité, a residência real, ficava no extremo oeste da Île de la Cité.[35] Em 1163, durante o reinado de Luís VII, Maurício de Sully, bispo de Paris, empreendeu a construção da Catedral de Notre Dame na extremidade oriental da cidade.[36]

Depois que o pântano entre o rio Sena e o seu mais lento "braço morto" ao norte foi preenchido por volta do século 10,[37] o centro cultural de Paris começou a se mudar para a margem direita. Em 1137, um novo mercado da cidade (hoje Les Halles de Paris) substituiu os dois menores na Île de la Cité e na Place de la Grève (Hotel de Ville).[38]

No final do século XII, Filipe II de França estendeu a fortaleza do Louvre para defender a cidade contra invasões de rios do oeste, deu à cidade suas primeiras muralhas entre 1190 e 1215, reconstruiu suas pontes para ambos os lados da ilha central e pavimentou suas principais vias.[39] Em 1190, ele transformou a antiga escola catedral de Paris no que se tornaria a Universidade de Paris e atrairia estudantes de toda a Europa.[40][34]

Com 200 000 habitantes em 1328, Paris, à época já capital da França, era a cidade mais populosa da Europa. Londres, em comparação, tinha 80 000 em 1300.[41] Durante a Guerra dos Cem Anos, Paris foi ocupada pelas forças da Borgonha, aliada da Inglaterra, a partir de 1418, antes de ser ocupada pelos ingleses quando Henrique V de Inglaterra entrou na capital francesa em 1420;[42] apesar de um esforço em 1429 por Joana d'Arc para libertar a cidade,[43] esta permaneceu sob ocupação inglesa até 1436.[44]

 
O Hôtel de Sens, um dos muitos prédios remanescentes da Idade Média em Paris.

Nas Guerras religiosas na França do final do século XVI, Paris era uma fortaleza da Liga Católica, responsável por organizar o Massacre da noite de São Bartolomeu em 24 de agosto de 1572, no qual milhares de protestantes franceses foram mortos.[45][46] Os conflitos terminaram quando o pretendente ao trono Henrique IV, depois de se converter ao catolicismo e conseguir entrar na cidade em 1594, reivindicou a coroa francesa. Henrique fez várias melhorias na capital durante seu reinado: concluiu a construção da primeira ponte descoberta e revestida de calçada de Paris, a Pont Neuf, construiu uma extensão do Louvre, conectando-o ao Palácio das Tulherias, e criou a primeira praça residencial de Paris, a Place Royale, agora Place des Vosges. Apesar dos esforços de Henrique para melhorar a circulação da cidade, a estreiteza das ruas de Paris foi um fator que contribuiu para seu assassinato perto do mercado Les Halles em 1610.[47]

Durante o século XVII, o Cardeal de Richelieu, ministro-chefe de Luís XIII, estava determinado a fazer de Paris a cidade mais bonita da Europa. Ele construiu cinco novas pontes, uma nova capela para o Colégio de Sorbonne e um palácio para si, o Cardeal Palais, que legou a Luís XIII. Após a morte de Richelieu em 1642, o palácio foi renomeado para Palais-Royal.[48]

Devido às revoltas parisienses durante a guerra civil de Fronda, Luís XIV mudou sua corte para um novo palácio, Versalhes, em 1682. Embora não fosse mais a capital da França, as artes e as ciências da cidade floresceram com a Comédie-Française, a Academia de Pintura e a Academia Francesa de Ciências. Para demonstrar que a cidade estava a salvo de ataques, o rei demoliu as muralhas da cidade e as substituiu por bulevares arborizados que se tornariam os atuais Grands Boulevards.[49] Outras marcas de seu reinado foram o Collège des Quatre-Nations, o Place Vendôme, o Place des Victoires e o Hôtel des Invalides.[50]

Séculos XVIII e XIXEditar

A população de Paris cresceu de cerca de 400 000 habitantes em 1640 para 650 000 em 1780.[51] Uma nova avenida, a Champs-Élysées, estendeu a cidade a oeste de Étoile,[52] enquanto o bairro Faubourg Saint-Antoine, no leste da cidade e habitado pela classe trabalhadora, ficava cada vez mais lotado de trabalhadores pobres que migravam de outras regiões da França.[53]

 
A tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789, por Jean-Pierre Houël.

Paris foi o centro de uma explosão de atividades filosófica e científica conhecida como Era do Iluminismo. Diderot e d'Alembert publicaram sua Encyclopédie em 1751, e os Irmãos Montgolfier lançaram o primeiro voo tripulado em um balão de ar quente em 1783, dos jardins do Castelo de la Muette. Paris era a capital financeira da Europa continental, o principal centro europeu de publicação de livros, de moda e de fabricação de móveis finos e artigos de luxo.[54]

No verão de 1789, Paris se tornou o palco central da Revolução Francesa. Em 14 de julho, uma multidão apreendeu o arsenal de Invalides, adquirindo milhares de armas, e invadiu a Bastilha, um símbolo da autoridade real. A primeira Comuna de Paris independente, ou conselho da cidade, reuniu-se no Hôtel de Ville e, em 15 de julho, elegeu um prefeito, o astrônomo Jean Sylvain Bailly.[55]

Luís XVI e a família real foram trazidos para Paris e feitos prisioneiros no Palácio das Tulherias. Em 1793, quando a revolução se tornou cada vez mais radical, o rei, a rainha e o prefeito foram guilhotinados (executados) no Reino do Terror, juntamente com mais de 16 000 em toda a França.[56] A propriedade da aristocracia e da igreja foi nacionalizada, e as igrejas da cidade foram fechadas, vendidas ou demolidas.[57] Uma sucessão de facções revolucionárias governou Paris até 9 de novembro de 1799, quando Napoleão Bonaparte tomou o poder como primeiro cônsul.[58]

 
O mercado de flores, a Torre do Relógio, a Pont au Change e a Pont Neuf, por Giuseppe Canella, em 1832.

A população de Paris havia reduzido em 100 000 habitantes durante a Revolução, mas entre 1799 e 1815 aumentou em 160 000 novos residentes, chegando a 660 000.[59] Napoleão substituiu o governo eleito de Paris por um prefeito que se reportava apenas a ele. Também passou a erguer monumentos para a glorificação militar, incluindo o Arco do Triunfo, e melhorou a infra-estrutura negligenciada da cidade com novas fontes, o Canal de l'Ourcq, o Cemitério do Père-Lachaise e a primeira ponte metálica da cidade, a Pont des Arts.[59]

Durante a Restauração, as pontes e praças de Paris foram devolvidas aos seus nomes pré-Revolução, mas a Revolução de Julho de 1830 em Paris trouxe um monarca constitucional, Luís Filipe I, ao poder. A primeira linha ferroviária para Paris foi inaugurada em 1837, iniciando um novo período de migração maciça das províncias para a cidade.[59] Luís Filipe foi derrubado por uma revolta popular nas ruas de Paris em 1848. Seu sucessor, Napoleão III, e o recém-nomeado prefeito do Sena, Georges-Eugène Haussmann, lançaram um gigantesco projeto de obras públicas para construir novas avenidas, uma nova casa de ópera, um mercado central, novos aquedutos, canos de esgoto e parques, incluindo o Bois de Boulogne e o Bois de Vincennes.[60] Em 1860, Napoleão III também anexou as cidades vizinhas e criou oito novos arrondissements, expandindo Paris aos seus limites atuais.[60]

Durante a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), Paris foi sitiada pelo exército prussiano. Após meses de bloqueio, fome e bombardeio pelos prussianos, a cidade foi forçada a se render em 28 de janeiro de 1871. Em 28 de março, um governo revolucionário chamado Comuna de Paris tomou o poder em Paris. A Comuna manteve o poder por dois meses, até que foi severamente reprimida pelo exército francês durante a "Semana Sangrenta", no final de maio de 1871.[61]

 
A Torre Eiffel, em construção em novembro de 1888, surpreendeu os parisienses – e o mundo – com sua modernidade.

No final do século XIX, Paris sediou duas grandes exposições internacionais: a Exposição Universal de 1889, realizada para marcar o centenário da Revolução Francesa e apresentar a nova Torre Eiffel; e a Exposição Universal de 1900, que deu a Paris a Ponte Alexandre III, o Grand Palais, o Petit Palais e a primeira linha do Metropolitano de Paris.[62] Na mesma época, Paris tornou-se o laboratório do naturalismo (Émile Zola) e do simbolismo (Charles Baudelaire e Paul Verlaine), assim como do impressionismo na arte (Courbet, Manet, Monet e Renoir).[63]

Séculos XX e XXIEditar

Em 1901, a população de Paris havia crescido para 2 715 000.[64] No início do século, artistas de todo o mundo, incluindo Pablo Picasso, Modigliani e Henri Matisse, fizeram de Paris sua casa. Foi o berço do fauvismo, cubismo e da arte abstrata,[65][66] e autores como Marcel Proust estavam explorando novas abordagens para a literatura.[67]

Durante a Primeira Guerra Mundial, Paris às vezes se encontrou na linha de frente do conflito; entre 600 a 1 000 táxis de Paris tiveram um pequeno papel, mas altamente importante do ponto de vista simbólico, ao transportarem 6 000 soldados para a linha de frente na Primeira Batalha do Marne. A cidade também foi bombardeada por zepelins e por armas de longo alcance alemãs.[68] Nos anos após a guerra, conhecidos como Les Années Folles, Paris continuou sendo uma meca para escritores, músicos e artistas de todo o mundo, incluindo Ernest Hemingway, Igor Stravinsky, James Joyce, Josephine Baker, Allen Ginsberg[69] e o surrealista Salvador Dalí.[70]

Nos anos seguintes à Conferência de Paz de Paris, a cidade agricou um número crescente de estudantes e ativistas de colônias francesas e outros países asiáticos e africanos, que mais tarde se tornaram líderes de seus países de origem, como Ho Chi Minh, Zhou Enlai e Léopold Sédar Senghor.[71]

 
O general Charles de Gaulle nos Champs-Élysées comemorando a libertação de Paris, em 26 de agosto de 1944.

Em 14 de junho de 1940, o exército alemão marchou para Paris, que foi declarada como uma "cidade aberta".[72] De 16 a 17 de julho de 1942, seguindo ordens alemãs, a polícia e os gendarmes franceses prenderam 12 884 judeus, incluindo 4 115 crianças, e os confinaram durante cinco dias no Rafle du Vélodrome d'Hiver, de onde foram transportados de trem para o campo de concentração de Auschwitz; nenhuma das crianças voltou.[73][74] Em 25 de agosto de 1944, a cidade foi libertada pela 2.ª Divisão Blindada Francesa e pela 4.ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos. O general Charles de Gaulle liderou uma enorme e emotiva multidão pelos Campos Elísios em direção a Notre Dame de Paris e proferiu um inflamado discurso do Hôtel de Ville.[75]

Nas décadas de 1950 e 1960, Paris se tornou uma frente da Guerra de Independência Argelina; em agosto de 1961, a FLN, pró-independência, atacou e matou 11 policiais de Paris, levando à imposição de um toque de recolher aos muçulmanos da Argélia (que na época eram cidadãos franceses). Em 17 de outubro de 1961, uma manifestação não autorizada, mas pacífica, de argelinos contra o toque de recolher levou a violentos confrontos entre a polícia e manifestantes, nos quais pelo menos 40 pessoas foram mortas, incluindo algumas jogadas no Sena. A anti-independência Organisation Armée Secrète, por sua vez, realizou uma série de atentados em Paris ao longo de 1961 e 1962.[76][77]

Em maio de 1968, estudantes ocuparam a Sorbonne e colocaram barricadas no Quartier Latin. Milhares de trabalhadores parisienses de colarinho azul se juntaram aos estudantes, e o movimento se transformou em uma greve geral de duas semanas. Os eventos de maio de 1968 no país resultaram na divisão da Universidade de Paris em 13 campi independentes.[78] Em 1975, a Assembleia Nacional mudou o status de Paris para o de outras cidades francesas e, em 25 de março de 1977, Jacques Chirac se tornou o primeiro prefeito eleito da cidade desde 1793.[79] A população de Paris caiu de 2 850 000 em 1954 para 2 152 000 em 1990, quando famílias da classe média se mudaram para os subúrbios.[80] Uma rede ferroviária suburbana, o RER, foi construída para complementar o metrô, e a via expressa Périphérique que circunda a cidade foi concluída em 1973.[81]

 
Em 2015, cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram da Marcha pela República em Paris.

A maioria dos presidentes do pós-guerra, período conhecido como Quinta República, buscaram deixar suas marcas em Paris; Georges Pompidou iniciou o Centre Georges Pompidou (1977), Valéry Giscard d'Estaing deu início ao Musée d'Orsay (1986); President François Mitterrand, no poder por 14 anos, construiu a Ópera da Bastilha (1985–1989), o novo local da Biblioteca Nacional da França (1996), o Arche de la Défense (1985–1989), e a pirâmide do Louvre, com seu pátio subterrâneo (1983–1989); Jacques Chirac (2006), o Museu do Quai Branly.[82]

No início do século XXI, a população de Paris começou a aumentar lentamente novamente, à medida que mais jovens se mudaram para a cidade; em 2012 atingiu cerca de 2,2 milhões de habitantes.[83] Em 2001, Bertrand Delanoë se tornou o primeiro prefeito socialista. Em 2007, em um esforço para reduzir o tráfego de carros na cidade, Delanoë lançou o Vélib', um sistema de aluguel de bicicletas para o uso de moradores e visitantes.[84] Nos anos 2010, Paris vivenciou ataques terroristas que resultaram em centenas de mortes.[85] Em 2015, cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram da Marcha pela República em Paris como resposta ao Massacre do Charlie Hebdo.[86]

GeografiaEditar

Paris está localizada no norte da França central. No coração da bacia parisiense, Paris está implantada sobre o Rio Sena, onde se situam as duas ilhas as quais constituem o centro histórico da cidade: a île de la Cité ao oeste e a île Saint-Louis ao leste. A foz do Sena no Canal da Mancha fica a 233 mi (370 km) a jusante da cidade.[5] No geral, a cidade é relativamente plana e o ponto mais baixo fica a 35 m (110 pé) acima do nível do mar. Paris tem várias colinas proeminentes, sendo Montmartre a mais alta delas, a 130 m (427 pé).[87]

Excluindo os parques periféricos de Bois de Boulogne e Bois de Vincennes, Paris cobre uma área oval que mede cerca de 87 km2 (34 sq mi), cercada pelo anel viário de 35 km (22 mi), o Boulevard Périphérique.[88] A última grande anexação de territórios periféricos da cidade em 1860 não apenas lhe deu sua forma moderna, mas também criou os 20 arrondissements em espiral no sentido horário (bairros municipais). Da área de 78 km2 (30 sq mi) em 1860, os limites da cidade foram expandidos para 86,9 km2 (33 6 sq mi) na década de 1920. Em 1929, os parques florestais Bois de Boulogne e Bois de Vincennes foram oficialmente anexados à cidade, elevando sua área a cerca de 105 km2 (41 sq mi).[89] A área metropolitana da cidade é de 2 300 km2 (890 sq mi).[5]

ClimaEditar

 
Outono em Paris.

Paris tem um clima oceânico típico da Europa Ocidental (Köppen: Cfb, embora um pouco mais extremo, ainda é um clima típico da categoria) que é afetado pela Corrente Norte-Atlântica. O clima geral ao longo do ano é ameno e moderadamente úmido.[90] Os dias de verão são geralmente quentes e agradáveis, com temperaturas médias entre 15 °C (59 °F<) e 25 °C (77 °F<), e uma boa quantidade de sol.[91] A cada ano, no entanto, há alguns dias em que a temperatura sobe acima de 32 °C (90 °F<). Às vezes, períodos mais longos de calor mais intenso ocorrem, como durante a onda de calor de 2003, quando as temperaturas excederam 30 °C (86 °F<) por semanas, atingiram 40 °C (104 °F<) em alguns dias e raramente esfriava à noite.[92] A primavera e o outono têm, em média, dias amenos e noites frescas.[93] No inverno, o sol é escasso; os dias e as noites são frios, mas geralmente acima de zero com baixas temperaturas em torno de 3 °C (37 °F<).[94] Leves geadas à noite são bastante comuns, mas a temperatura cai abaixo de −5 °C (23 0 °F<) por apenas alguns dias por ano. A neve cai todos os anos, mas raramente fica no chão.[95]

Paris tem uma precipitação média anual de 641 mm (25 2 in) e vivencia leves chuvas distribuídas uniformemente ao longo do ano. No entanto, a cidade é conhecida por intermitentes e abruptas chuvas pesadas.[96][97] Ademais, a temperatura mais alta registrada foi de 42,6 °C (108 7 °F<) em 25 de julho de 2019,[98] e a menor de −23,9 °C (−11  °F<) em 10 de dezembro de 1879.[99]

Dados climatológicos para Paris
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 16,1 21,4 25,7 30,2 34,8 37,6 40,4 39,5 36,2 28,4 21 17,1 40,4
Temperatura máxima média (°C) 7,2 8,3 12,2 15,6 19,6 22,7 25,2 25 21,1 16,3 10,8 7,5 16
Temperatura média (°C) 5 5,6 8,8 11,5 15,3 18,3 20,5 20,4 16,9 13 8,3 5,5 12,4
Temperatura mínima média (°C) 2,7 2,8 5,3 7,3 10,9 13,8 15,8 15,7 12,7 9,6 5,8 3,4 8,9
Temperatura mínima recorde (°C) -14,6 -14,7 -9,1 -3,5 -0,1 3,1 6 6,3 1,8 -3,1 -14 -23,9 -23,9
Precipitação (mm) 51 41,2 47,6 51,8 63,2 49,6 62,3 52,7 47,6 61,5 51,1 57,8 637,4
Dias com precipitação 9,9 9 10,6 9,3 9,8 8,4 8,1 7,7 7,8 9,6 10 10,9 111,1
Horas de sol 62,5 79,2 128,9 166 193,8 202,1 212,2 212,1 167,9 117,8 67,7 51,4 1 661,6
Fonte: Météo-France (médias climatológicas de 1981 a 2010).[100]

AdministraçãoEditar

Governo municipalEditar

Durante quase toda a sua longa história, exceto por alguns breves períodos, Paris foi governada diretamente por representantes do rei, imperador ou presidente da França. A cidade não recebeu autonomia municipal pela Assembleia Nacional até 1974.[101] Abolido em 1871, o cargo de prefeito foi restabelecido em 1977, com a eleição de Jacques Chirac.[102] O prefeito de Paris é eleito indiretamente; os eleitores de cada um dos 20 arrondissements da cidade elegem membros para o Conselho de Paris (Conseil de Paris), que posteriormente elege o prefeito.[103] A atual prefeita é Anne Hidalgo, do Partido Socialista, eleita em 5 de abril de 2014.[104]

O Conselho de Paris é composto por 163 membros, com cada distrito alocando um número de assentos dependendo do tamanho de sua população, sendo um mínimo de 10 membros para cada um dos distritos menos populosos (1º a 9º) a 34 membros para os mais populosos (15º). Os conselheiros são eleitos usando a representação proporcional em lista fechada em um sistema de dois turnos.[103] As listas de partidos que obtiverem maioria absoluta no primeiro turno - ou pelo menos uma pluralidade no segundo turno - ganham automaticamente metade dos assentos de um distrito.[103] A metade restante dos assentos é distribuída proporcionalmente a todas as listas que ganharam pelo menos 5% dos votos, usando o método das médias mais altas. Desta forma, há a garantia de que o partido ou coalizão vencedora sempre conquiste a maioria dos assentos, mesmo que não ganhe a maioria absoluta dos votos.[103]

 
O Hôtel de Ville, ou prefeitura, está no mesmo local desde 1357.

Cada um dos 20 arrondissements de Paris tem sua própria prefeitura e um conselho eleito diretamente (conseil d'arrondissement), que, por sua vez, elege um prefeito do arrondissements.[105] O conselho de cada arrondissements é composto por membros do Conselho de Paris e também membros que servem apenas no conselho do arrondissements. O número de vice-prefeitos em cada arrondissements varia de acordo com sua população. Há um total de 20 prefeitos e 120 vice-prefeitos.[101]

O orçamento da cidade para 2018 foi de € 9,4 bilhões, com um déficit de € 5,7 bilhões. Destes, € 7,8 bilhões foram destinados à administração da cidade (despesas operacionais) e € 1,6 bilhões para investimentos. O número de funcionários públicos municipais aumentou de 40 300 em 1990 para 52 000 em 2019; os gastos com pessoal em 2018 totalizaram € 2,4 bilhões.[106]

Metrópole da Grande ParisEditar

 
Mapa da Metrópole da Grande Paris e suas 131 comunas.

A Metrópole da Grande Paris foi formalmente criada em 1 de janeiro de 2016.[107] É uma estrutura administrativa de cooperação entre a cidade de Paris e seus subúrbios mais próximos. Além da cidade de Paris, abrange comunas dos três departamentos dos subúrbios (Altos do Sena, Seine-Saint-Denis e Vale do Marne), sete comunas nos subúrbios, incluindo Argenteuil em Val-d'Oise e Paray-Vieille-Poste em Essonne, que foram adicionados para incluir os principais aeroportos de Paris. A Metrópole cobre uma área de 814  quilômetro quadrados (314 milha quadradas) e tem uma população de 6,945 milhões de pessoas.[108][109]

A nova estrutura é administrada por um Conselho Metropolitano formado por 210 membros, não eleitos diretamente, mas escolhidos pelos conselhos das comunas. Suas competências básicas incluem planejamento urbano, habitação e proteção do meio ambiente.[107][109] Embora a Metrópole tenha uma população de quase sete milhões de pessoas e represente 25% do PIB da França, possui um orçamento muito pequeno: apenas € 65 milhões.[110]

Governo nacionalEditar

 
O Palácio do Eliseu, residência oficial do presidente da França.

Como capital da França, Paris é a sede do governo nacional do país. Os chefes do Executivo possuem residências oficiais, que também são utilizadas como local de trabalho. O presidente da República Francesa reside no Palácio do Eliseu, localizado no 8.º arrondissement,[111] enquanto que o primeiro-ministro fica no Hôtel Matignon, no 7.º arrondissement.[112][113] Os ministérios do governo estão localizados em várias partes da cidade; muitos estão localizados no 7º arrondissement, perto do Hôtel Matignon.[114]

As duas casas do Parlamento francês estão localizadas na margem esquerda. A câmara alta, o Senado, reúne-se no Palácio do Luxemburgo, no arrondissement, enquanto a câmara baixa mais importante, a Assembleia Nacional, tem sua sede no Palácio Bourbon, no 7º arrondissement.[115] O presidente do Senado, o segundo cargo público mais elevado hierarquicamente (sendo o presidente da República o único superior), reside no "Petit Luxembourg", um palácio anexo menor do Palácio do Luxemburgo.[116]

 
O Palais Royal, sede do Conseil d'État.

Os tribunais de mais alta instância da França estão localizados em Paris. A Corte de Cassação, o tribunal superior nas matérias criminais e civis, está localizado no Palácio da Justiça, na Île de la Cité,[117][118] enquanto o Conseil d'État, que presta assessoria jurídica ao executivo e atua como o mais alto tribunal da ordem administrativa, julgando litígios contra órgãos públicos, está localizado no Palais Royal, no arrondissement.[119] O Conselho Constitucional, um órgão consultivo com autoridade máxima sobre a constitucionalidade de leis e decretos governamentais, também se reúne na ala Montpensier do Palais Royal.[120]

Paris e sua região ainda abrigam a sede de várias organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO),[121] a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),[122] a Câmara de Comércio Internacional,[123] a Agência Espacial Europeia,[124] a Agência Internacional de Energia[125] e o Bureau Internacional de Exposições.[126]

Força policialEditar

 
Policiais de Paris, em 2006.

A segurança de Paris é principalmente de responsabilidade da Prefeitura de Polícia de Paris, uma subdivisão do Ministério do Interior. Tem como atribuições supervisionar as unidades da Polícia Nacional que patrulham a cidade e os três departamentos vizinhos. Também é responsável por fornecer serviços de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros de Paris.[127]

A Prefeitura de Polícia da cidade conta com 34 000 policiais.[128] A polícia nacional possui sua própria unidade especial para controle de distúrbios, multidões e segurança de prédios públicos, denominada Compagnies Républicaines de Sécurité (CRS), uma unidade formada em 1944 logo após a libertação da França.[129] Ademais, a polícia é apoiada pela Gendarmaria Nacional, um ramo das Forças Armadas francesas, embora suas operações policiais agora sejam supervisionadas pelo Ministério do Interior.[130]

De acordo com relatório da embaixada norte-americana na França, os índices de criminalidade em Paris são "semelhantes ao da maioria das grandes cidades" e "os crimes violentos são relativamente raros no centro da cidade." O relatório prosseguiu afirmando que a violência política é "relativamente incomum. Grandes manifestações em Paris são geralmente gerenciadas por uma forte presença policial, mas esses eventos podem se tornar perigosos e devem ser evitados."[131]

Paisagem urbanaEditar

Panorama de Paris, visto da Torre Eiffel, em uma visão completa de 360 graus

Urbanismo e arquiteturaEditar

 
Boulevard Montmartre, de Camille Pissarro, em 1897.

A maioria dos governantes franceses desde a Idade Média fez questão de deixar sua marca em uma cidade que, ao contrário de muitas outras capitais do mundo, nunca foi destruída por uma catástrofe ou guerra. Ao modernizar sua infraestrutura ao longo dos séculos, Paris preservou até sua história mais antiga em seu mapa urbano.[132]

A Paris moderna deve muito de seu plano do centro e harmonia arquitetônica a Napoleão III e seu prefeito do Sena, o Barão Haussmann. Entre 1853 e 1870, eles reconstruíram o centro da cidade, criaram as amplas avenidas e praças do centro da cidade onde as avenidas se cruzavam, impuseram fachadas padrão ao longo das avenidas, exigiram que as fachadas fossem construídas com a distinta "pedra de Paris" (que possuem a cor cinza-creme), e construíram os principais parques ao redor do centro da cidade.[133] A alta população residencial do centro da cidade também a torna muito diferente da maioria das outras grandes cidades ocidentais.[134]

As leis que regem o urbanismo de Paris permanecem sob rigoroso controle desde o início do século XVII, particularmente no que diz respeito ao alinhamento rua-frente, altura e distribuição de edifícios. Em modificações recentes, uma limitação imposta entre 1974 a 2010 às alturas das construções, de 37 metros (120 pé), foi aumentada para 50 m (160 pé) em áreas centrais e 180 metros (590 pé) em alguns dos bairros periféricos da cidade. No entanto, para alguns dos bairros mais centrais, leis ainda mais antigas sobre altura de edifícios permanecem em vigor.[135][136][137] A Tour Montparnasse, com 210 metros (690 pé), era o edifício mais alto de Paris e da França até 1973, mas foi ultrapassada com a reconstrução da Tour First em 2011.[138][139]

HabitaçãoEditar

 
A Rue de Rivoli, em 2013.

As ruas residenciais mais caras de Paris em 2018, em preço médio por metro quadrado, foram a Avenue Montaigne (no 8º arrondissement), ao preço de 22.372 euros por metro quadrado, a Place Dauphine (1º arrondissement; 20.373 euros) e a Rue de Furstemberg (6º arrondissement; 18.839 euros).[140] O número total de residências na cidade em 2011 era de 1 356 074, acima do registrado em 2006, de 1 334 815. Destas, 1 165 541 (85,9%) eram residências "principais", 91.835 (6,8%) residências secundárias e 7,3% estavam vazias (abaixo dos 9,2% em 2006).[141]

Em relação ao ano de construção, 62% das edificações datavam de 1949 ou antes disso, 20% foram construídos entre 1949 e 1974 e apenas 18% após essa data.[142] Dois terços das 1,3 milhão de residências da cidade eram estúdios e apartamentos de dois quartos. Paris tinha uma média de 1,9 pessoas por residência, um número que permanece constante desde a década de 1980, mas é menor que a média de 2,33 pessoas por residência da Ilha de França. Ademais, a maior parte da população pagava aluguel.[142]

Na noite de 8 a 9 de fevereiro de 2019, durante um período de clima frio, uma ONG de Paris realizou sua contagem anual de moradores de rua em toda a cidade. Ao todo, a organização contabilizou 3 641 pessoas mendigos, dos quais 12% eram mulheres. Mais da metade estava desabrigada há mais de um ano. Moravam nas ruas ou parques 2 871 pessoas, 298 nas estações de trem e metrô e 756 em outras formas de abrigo temporário. O número total representou um aumento de 588 pessoas desde 2018.[143]

Paris e seus subúrbiosEditar

Além da adição do Bois de Boulogne, do Bois de Vincennes e do heliporto de Paris no século XX, os limites administrativos de Paris permanecem inalterados desde 1860. Um departamento administrativo maior do Sena governava Paris e seus subúrbios desde a sua criação em 1790, mas a crescente população suburbana dificultou sua manutenção como entidade única. Tal problema foi "resolvido" quando o Distrito da região de Paris foi reorganizado em vários novos departamentos desde 1968: Paris tornou-se um departamento em si, e a administração de seus subúrbios foi dividida entre os três novos departamentos ao seu redor. O distrito da região de Paris foi renomeado para "Ilha de França" em 1977, mas esse nome abreviado de "região de Paris" ainda é comumente usado atualmente para descrever a Ilha de França e como uma vaga referência a toda a aglomeração de Paris.[144] Em janeiro de 2016, os antigos esforços para unir Paris e seus subúrbios foram reforçados com a criação da Metrópole da Grande Paris.[107]

A desconexão de Paris com seus subúrbios e sua falta de transporte suburbano tornaram-se bastante evidentes com o crescimento da aglomeração de Paris. Paul Delouvrier prometeu resolver o desacordo dos subúrbios de Paris quando se tornou chefe da região em 1961:[145] dois de seus projetos mais ambiciosos para a região foram a construção de cinco "villes nouvelles" ("novas cidades") suburbanas[146] e a rede de trens urbanos RER.[147] Muitos outros distritos residenciais suburbanos (grandes conjuntos) foram construídos entre as décadas de 1960 e 1970 para fornecer uma solução de baixo custo a uma população em rápida expansão.[148] A princípio tais distritos eram socialmente variados,[149] mas poucos moradores possuíam suas casas (a economia crescente os tornou acessíveis à classe média somente a partir da década de 1970).[150]

Ademais, a sociologia urbana da aglomeração de Paris é basicamente a mesma do século XIX: suas classes afortunadas estão situadas no oeste e sudoeste, e as classes média-baixa estão no norte e leste. As áreas restantes são em sua maioria ocupadas por habitantes da classe média, rodeados por "ilhas" populacionais de pessoas mais afortunadas que estão ali localizadas devido a motivos históricos, nomeadamente Saint-Maur-des-Fossés ao leste e Enghien-les-Bains ao norte de Paris.[151]

DemografiaEditar

 
Crescimento populacional de Paris.

A estimativa oficial da população da cidade de Paris era de 2 206 488 habitantes em 1 de janeiro de 2019, de acordo com o INSEE, o órgão oficial de estatística do país. O resultado é um declínio de 59 648 em relação a 2015.[152] Em 2017, Paris era a cidade mais densamente habitada da Europa, com 20 909 habitantes por quilômetro quadrado.[153] A queda populacional foi atribuída em parte a uma menor taxa de natalidade, à saída de moradores de classe média e à possível perda de moradias na cidade por conta dos aluguéis destinados ao turismo.[154][155]

Paris é o quarto maior município da União Europeia, depois de Berlim, Madri e Roma. O Eurostat, a agência de estatísticas da UE, põem Paris (com 6,5 milhões de pessoas) em segundo lugar, atrás de Londres (8 milhões) e à frente de Berlim (3,5 milhões), segundo projeções de 2012.[156]

A população atual de Paris é inferior ao seu pico histórico de 2,9 milhões em 1921.[157] As principais razões foram um declínio significativo no tamanho das famílias e uma migração dramática de moradores para os subúrbios entre 1962 e 1975.[158] Os fatores para a migração incluíram desindustrialização, aluguéis caros, a gentrificação de muitos bairros, a transformação do espaço em escritórios e uma maior riqueza entre as famílias trabalhadoras.[159] A perda populacional cessou temporariamente no início do século XXI; a estimativa de julho de 2004 mostrou um aumento populacional pela primeira vez desde 1954, e a população atingiu 2 234 000 em 2009, antes de novamente diminuir um pouco em 2017.[160]

 
Mapa da densidade populacional dos arrondissements (distritos) parisienses em janeiro de 2012. Quanto mais escuro, mais habitantes por km² a área possui.

Paris é o centro de uma área construída que se estende muito além de seus limites: comumente chamada de aglomeração parisiense e estatisticamente como uma unidade urbana, a população da aglomeração parisiense em 2019, de 10 960 000, a tornou a maior área urbana da União Europeia.[161][162] Em 2015, a Área Metropolitana de Paris possuía 12 532 901 habitantes, o que representava um quinto da população da França.[163]

MigraçãoEditar

De acordo com o censo francês de 2012, 586 163 moradores da cidade de Paris (26,2% do total), e 2 782 834 da região de Paris (Ilha de França) (23,4%), nasceram fora da região metropolitana da França.[164] Haviam nascido na França Ultramarina 26 700 residentes da cidade e 210 159 da região, sendo mais de dois terços dos quais nas Antilhas francesas. Este grupo não é considerado imigrante pois possuem nacionalidade francesa.[164]

Nasceram em países estrangeiros, mas obtiveram cidadania francesa ao nascer, 103 648 habitantes da cidade e 412 114 da região.[164] Tal grupo abrange muitos cristãos e judeus no norte da África que se mudaram para a França e Paris após a independência dos países que nasceram. O grupo restante, de pessoas nascidas em países estrangeiros sem cidadania francesa ao nascer, são aquelas definidas como imigrantes pela lei francesa. Segundo o censo de 2012, 135 853 residentes da cidade de Paris eram imigrantes da Europa, 112 369 eram do Magrebe, 70 852 da África Subsaariana e Egito, 5 059 da Turquia, 91 297 da Ásia (fora da Turquia), 38 858 das Américas e 1 365 do Pacífico Sul.[165]

Na região de Paris, 590 504 moradores eram imigrantes da Europa, 627 078 do Magrebe, 435 339 da África Subsaariana e Egito, 69 338 da Turquia, 322 330 da Ásia (fora da Turquia), 113 363 das Américas e 2 261 do Pacífico Sul.[166] Em 2012, havia 8 810 cidadãos britânicos e 10 019 norte-americanos morando na cidade de Paris (Ville de Paris) e 20 466 britânicos e 16 408 norte-americanos morando em toda a região de Paris (Île-de-France).[167][168]

ReligiãoEditar

EconomiaEditar

Força de trabalhoEditar

SaláriosEditar

TurismoEditar

Monumentos e atraçõesEditar

HotéisEditar

CulturaEditar

Pintura e esculturaEditar

FotografiaEditar

MuseusEditar

TeatrosEditar

LiteraturaEditar

MúsicaEditar

CinemaEditar

Restaurantes e cozinhaEditar

ModaEditar

Feriados e festivaisEditar

EducaçãoEditar

BibliotecasEditar

EsportesEditar

InfraestruturaEditar

TransporteEditar

FerroviasEditar

Metrô, RER e bondeEditar

AeroportosEditar

Auto-estradasEditar

HidroviasEditar

CiclismoEditar

EletricidadeEditar

Água e saneamentoEditar

Parques e jardinsEditar

CemitériosEditar

SaúdeEditar

Meios de comunicaçãoEditar

Relações InternacionaisEditar

Ver tambémEditar

NotasEditar

Referências

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BibliografiaEditar

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