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Santa Joana d'Arc
Pintura de 1485. Interpretação de artista desconhecido; trata-se do único retrato em que ela pousou mas que não sobreviveu.
(Centre Historique des Archives Nationales, Paris, AE II 2490).
Nascimento 6 de Janeiro de 1412 em Domrémy-la-Pucelle
Morte 30 de Maio de 1431 em Ruão
Beatificação 18 de Abril de 1909, Catedral de Notre-Dame de Paris, Roma por São Pio X
Canonização 5 de Maio de 1920, Basílica de São Pedro, Roma por Papa Bento XV
Festa litúrgica 16 de Maio
Gloriole.svg Portal dos Santos

Santa Joana d'Arc (Francês: Jeanne d'Arc[1]; c. 1412[2] – 30 de Maio, 1431), também conhecida como "a Donzela de Orleães", é uma heroína nacional da França e santa da Igreja Católica. Nascida no leste do território francês, Joana não passava de uma jovem camponesa até levar o exército de seu país a uma série de vitórias importantes durante a Guerra dos Cem Anos, alegando receber orientação divina, e foi, de forma indireta, a responsável pela coroação de Carlos VII. Capturada pelos ingleses, julgada por um tribunal eclesiástico, e queimada em praça pública aos dezenove anos, vinte e quatro anos depois de sua morte a Santa Fé analisou a sentença do tribunal e declarou sua inocência, proclamando-a como mártir. Joana d'Arc foi beatificada em 1909 pelo Papa Pio X e, em 1920, canonizada pelo Papa Bento XV.

Em finais da Guerra dos Cem Anos, Joana afirmava ter diversas visões de Deus lhe pedindo para recuperar sua pátria do domínio da Inglaterra. Carlos VII, na disputa do trono, enviou-a para a Batalha de Orleães, cujo resultado foi muito satisfatório para os franceses. Levantando o cerco em apenas nove dias, Joana ganhou um grande prestígio militar ao se sobressair entre os comandantes veteranos que lhe rejeitaram em princípio. A coroação de Carlos VII, em Reims, deu-se por conta de diversas outras vitórias, que liquidaram a disputa pelo trono da França.

Joana d'Arc permanece como uma importante figura na cultura ocidental. Dos tempos de Napoleão aos tempos mais atuais, grande parte dos políticos franceses já invocaram sua memória. Além disso, grandes homens das letras e das músicas compuseram suas obras baseados na vida dela, como Shakespeare, Voltaire, Schiller, Verdi, Tchaikovsky, Twain, e Shaw. O retrato da sua importância continua no cinema, na televisão, em jogos, e nas danças.

IntroduçãoEditar

 
Estátua de Joana d'Arc no Palácio da Legião de Honra, em São Francisco.

Kelly DeVrier—historiador americano especializado em armamento medieval da Idade Média—descreve o período que precede o aparecimento de Joana d'Arc da seguinte forma: "Se algum evento pudesse desencorajá-la, seria o estado em que a França se encontrava em 1429."[3] A Guerra dos Cem Anos, que se marcava com períodos intermináveis de relativos momentos de paz, teve início em 1337, e foi derivada pelo desejo dos ingleses de assumirem o trono da França e dominarem o país.[4] Todos os combates da guerra aconteceram em território francês, e, ao usarem a tática do chevauchée, os ingleses devastaram a economia do inimigo.[3] A população francesa não havia se desvencilhado da Peste negra do século anterior e os seus comerciantes ficaram sem emprego com a chegada de mercadorias estrangeiras. No começo da carreira militar de Joana d'Arc, os ingleses quase haviam atingido o objetivo de uma dupla monarquia sob os franceses, que não haviam obtido qualquer tipo de vitória.[3] Nas palavras de DeVries, "o reino da França não era sequer nem uma sombra do que havia sido no século XIII."[3]

Na época do nascimento de Joana, Carlos VI, então o rei da França, sofria ataques de loucura e muitas vezes se encontrava incapaz de se pronunciar em público. Luís de Valois, irmão do rei, e João, o Destemido, Duque da Borgonha e primo do monarca, assumiram a regência do país e a tutela das crianças reais. Essa disputa se agravou quando aparecem acusações de um caso extraconjulgal entre a Rainha Isabeau da Baviera e os sequestradores das crianças. A situação atingiu seu auge quando o Duque de Borgonha ordenou o assassínio do Duque de Órleães, em 1407.

As facções leais a estes dois duques era conhecida como a Armagnacs e a Borgonhês. O rei inglês, Henrique V, aproveitou a tal turbulência para invadir a França e triunfar numa dramática vitória em Azincourt, no ano de 1415, conseguindo capturar as cidades do norte da França.[5] O futuro rei francês, Carlos VII, assumiu o título de Delfim como herdeiro do trono aos quatorze anos, depois de todos os seus quatro irmãos mais velhos morrerem.[6] O seu primeiro ato oficial foi significativo para a conclusão de um tratado de paz com a Borgonha em 1419.[7] O tratado terminou em desastre quando os membros da Armagnacs assassinaram João, o Destemido, durante um encontro com Carlos.[7] O novo duque de Borgonha, Felipe III, culpou Carlos, e entrou numa aliança com os ingleses.[7] Nessa ocasião, grandes camadas da França foram conquistadas.[7]

BiografiaEditar

Primeiros anosEditar

SurgimentoEditar

LiderançaEditar

CapturaEditar

JulgamentoEditar

ExecuçãoEditar

Pró-julgamentoEditar

Guerra dos Cem AnosEditar

VestimentaEditar

VisõesEditar

ReabilitaçãoEditar

LegadoEditar

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. O nome dela era escrito de formas muito distintas entre si, especialmente antes do século 19. Ver Pernoud e Clin, pg. 220–221. É provável que ela assinasse seu próprio nome como "Jehanne" (ver www.stjoan-center.com/Album/, parte 47 e 49; isso também é citado em Pernoud e em Clin).
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome longwinded
  3. a b c d DeVries, pp. 27–28.
  4. Braudel (1984 p. 353)
  5. DeVries, pp. 15–19.
  6. Pernoud e Clin, p. 167.
  7. a b c d DeVries, p. 24.

Leitura adicionalEditar