Vertigem Digital (Digital Vertigo, em inglês) é um livro do escritor norte-americano Andrew Keen (também de autor de O Culto do Amador) que expõe a revolução atual de mídias sociais como a mais violenta transformação desde a Revolução Industrial. Foi publicado pela editora St. Martin's Press nos Estados Unidos. Keen argumenta no livro que a transformação de mídia social está nos enfraquecendo, desorientando e dividindo ao invés de estabelecer o surgimento de uma nova era igualitária e comunal.

Digital Vertigo
Vertigem Digital
Andrew Keen em Berlim, 2007
Autor(es) Andrew Keen
Idioma inglês
País  Estados Unidos
Assunto Mídias Sociais
Gênero Psicologia Popular
Editora St. Martin's Press
Lançamento Maio de 2012
Páginas 256
ISBN 0-312-62498-0

Sinopse editar

Em 'Vertigem digital - Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando', Andrew Keen vai contra a corrente que apoia o hype em torno das mídias sociais. O autor argumenta que a mídia social, com sua enorme capacidade de gerar dados pessoais, nos leva a julgar que nossas verdadeiras identidades hoje só se realizam pela internet. Keen critica de forma pontual e articulada a tão aclamada revolução digital social.[1]

Sobre a obra editar

Vertigem Digital é especialmente crítico da multidão de "identidade única" [2] encabeçada por Mark Zuckerberg, que famosamente declarou que ter mais de uma identidade é sinal de "falta de integridade". Compartilhar, Keen argumenta, "tem se tornado a nova religião do Vale do Silício", e o livro surge como um sociológico, olhar contextual na história do pensamento, no discurso público sobre privacidade e compartilhamento, e nos controles que tem oscilado o pêndulo de público versus privado de um lado para o outro desde o fim do século XVIII quando a "esfera pública" pôde devidamente dizer que se tornou auto-conhecedora (Keen, 17). A maior preocupação dele em Vertigem Digital é o movimento na direção do performativo, hiper-transparente compartilhamento em um mundo onde a informação que é compartilhada não está sob nosso controle.[3] Compartilhar, Keen argumenta, "é uma armadilha"[4] e "Zuckerberg e os outros magnatas e evangelistas da mídia social do Vale do Silício são os reformadores sociais utilitários de hoje" (Keen, 60).[5]

Sobre o autor editar

Keen retornou ao Vale do Silício em 1995 e fundou o Audiocafe.com,[6] o qual recebeu investimento da Intel e da SAP. A empresa cedeu em Abril de 2000 e após a falência do Audiocafe.com, Keen trabalhou em várias empresas de tecnologia incluindo Pulse 3D, SLO Media, Santa Cruz Networks, Jazziz Digital e Pure Depth, onde ele foi diretor de vendas estratégicas globais.[6] Em 2005, Keen fundou a AfterTV, com a intenção de trazer clareza, entendimento e previdência à mídia pós-TV-cêntrica e ao panorama do consumidor.[7] Keen afirmou em Outubro de 2007 que ele está trabalhando no seu novo livro, tentativamente intitulado Star Wars 2.0.[8] Ele é representado pela The Guild Agency Speakers Bureau & Intellectual Talent Management para todas as falas em público.

Ver também editar

Referências

  1. «Biblioteca». Nós da Comunicação. Consultado em 26 de Agosto de 2014 
  2. «Editorial: Facebook, single identities, and the right to be anonymous». Engadget. Consultado em 26 de Agosto de 2014 
  3. «Editorial: Facebook's new sharing is anything but 'frictionless'». The Verge. Consultado em 26 de Agosto de 2014 
  4. «Your Life Torn Open, essay 1: Sharing is a trap». Wired. Consultado em 26 de Agosto de 2014 
  5. Laura June (22 de Maio de 2012). «'Safe is bad': Andrew Keen on Digital Vertigo». The Verge. Consultado em 26 de Agosto de 2014 
  6. a b Keen, Andrew. «Keen on Keen». archive.org. andrewkeen.typepad.com. Consultado em 24 de Agosto de 2011 
  7. «About After TV». web.archive.org. aftertv.com. Consultado em 24 de Agosto de 2011 
  8. «Andrew Keen - .net magazine». Consultado em 3 de janeiro de 2008. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2007 

Ligações externas editar