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A crise política egípcia foi uma onda de violência e manifestações que aconteceram no Egito como consequência do golpe de Estado de 2013.[2][3][4][5]

Violência política no Egito
Parte da(o) Crise política interna egípcia e Primavera Árabe
Rabaa al-Adawiya.png
Período 3 de julho de 2013 - 25 de janeiro de 2014
Local  Egito
Resultado
  • Suspensão da Constituição do Egito;
  • Perseguição contra integrantes da Irmandade Muçulmana e outros grupos salafistas;
  • Combates reportados entre militares da Junta e apoiadores do presidente deposto Mohamed Morsi resultam na morte de 638 pessoas em 14 de agosto;
  • Estado de emergência e diversas prisões de islâmitas;
  • Maciços protestos e confrontos pelas ruas das grandes cidades do país;
Causas Golpe de estado contra governo democraticamente eleito
Violência excessiva contra os manifestantes pró Mohamed Morsi
Participantes do conflito
Forças Armadas do Egito

Tamarod
Frente de Salvação Nacional
e simpatizantes
Muslim Brotherhood Emblem.jpg Irmandade Muçulmana

Coalizão Anti-Golpe
al-Gama'a al-Islamiyya
Facções muçulmanas
e simpatizantes

Baixas
+ 3 143 mortos[1]
+ 17 000 feridos
+ 18 977 presos

Logo após a remoção do presidente Mohamed Morsi do poder em 3 de julho por militares egípcios, diversos grandes protestos populares liderados, na maioria das vezes, pela Irmandade Muçulmana abalaram o país. A principal reivindicação dos manifestantes era o retorno de Morsi a presidência. Alguns setores da sociedade, contudo, apoiaram o golpe e também fizeram manifestações favoráveis ao novo governo interino. Por vários dias, os protestos contra os golpistas sofreram com a repressão por parte das forças de segurança egípcias, que acabou terminando com diversas mortes.[6] Confrontos entre manifestantes simpatizantes dos militares e militantes de grupos islâmicos também foram reportados.[7] O então primeiro-ministro do país, Hazem al-Beblawy, ameaçou reprimir e impedir qualquer manifestação pró Morsi nos arredores da mesquita de Rabaa al-Adawiya, onde muitos manifestantes que apoiavam a Irmandade Muçulmana estavam acampados, e também na praça al-Nahda.[8][9]

Em 14 de agosto, confrontos violentos nas ruas da capital Cairo entre manifestantes, apoiados por militantes islamitas armados, e soldados do exército nacional terminaram com a morte de 638 pessoas.[10] Ao fim de agosto, a violência aumentou de intensidade, causando a morte de centenas de pessoas e a prisão de milhares de outras. Vários integrantes da cúpula da Irmandade Muçulmana no Egito também foram presos.[11] A comunidade internacional tem tomado pouca ação a respeito da crise egípcia, mas condena a violência que tem tomado conta das principais cidades do país, especialmente na cidade do Cairo.[12]

Em janeiro de 2014 os protestos perderam força considerável.

Referências

  1. «Egypt's Unprecedented Instability by the Numbers». Carnegie Endowment for International Peace. 24 de março de 2014 
  2. [UPDATED] At least 30 killed in political violence in Egypt. UPI.com (5 de julho de 2013). Página acessada em 25 de agosto de 2013.
  3. Political violence in Egypt on MSN Video. Video.ca.msn.com. Página acessada em 25 de agosto de 2013.
  4. Quentin Sommerville. «BBC News -Egypt crisis: 'Scores killed' at Cairo protest». BBC. Consultado em 29 de julho de 2013 
  5. Metro UK. «Egypt crisis: Hundreds killed in violent Cairo clashes». Metro.co.uk. Consultado em 29 de julho de 2013 
  6. «Cairo death toll rises after clash at Republican Guard headquarters | African News». BDlive. Consultado em 28 de julho de 2013 
  7. «Egypt: More than 100 killed in Cairo massacre». Asharq al-Awsat. Consultado em 27 de julho de 2013 
  8. «As Ramadan Winds Down, Tensions Ramp Up In Egypt». NPR. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  9. «PM: Ramadan delayed Rabaa and al-Nahda crackdown». Egypt Independent. Consultado em 17 de agosto de 2013 
  10. «Egypt's Brotherhood gets the massacre it knew was coming». GlobalPost. Consultado em 17 de agosto de 2013 
  11. «Egypt declares national emergency». BBC News. 14 de agosto de 2013 
  12. "Comunidade internacional condena violência no Egito". Página acessada em 14 de agosto de 2013.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar