Campeonato Brasileiro de Futebol de 2020 - Série A

64ª edição da principal divisão do futebol brasileiro

A Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2020, oficialmente Brasileirão Assaí – Série A 2020 por motivos de patrocínio,[1] foi a 65.ª edição da principal divisão do futebol brasileiro. A disputa teve o mesmo regulamento dos anos anteriores, quando foi implementado o sistema de pontos corridos.

Brasileirão Assaí – Série A 2020
Brasileirão 2020 - Série A
Campeonato Brasileiro de Futebol de 2020 - Série A
Dados
Participantes 20
Organização CBF
Período 8 de agosto de 2020 – 25 de fevereiro de 2021
Gol(o)s 944
Partidas 380
Média 2,48 gol(o)s por partida
Campeão Flamengo (7º título)
Vice-campeão Internacional
3.º colocado Atlético Mineiro
4.º colocado São Paulo
Rebaixado(s) Vasco da Gama
Goiás
Coritiba
Botafogo
Melhor marcador 18 gols:
Melhor ataque Flamengo – 68 gols
Melhor defesa Internacional – 35 gols
Maior goleada
(diferença)
Corinthians 5–0 Fluminense
Neo Química ArenaSão Paulo
13 de janeiro, 29ª rodada
Premiações
Melhor jogador Claudinho (Red Bull Bragantino)
Melhor treinador Abel Braga (Internacional)
Melhor árbitro Leandro Vuaden
Fair play Atlético Mineiro
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Inicialmente, o torneio se iniciaria em 2 de maio e tinha previsão de término para 6 de dezembro.[2] Contudo, devido a pandemia de COVID-19, houve a paralisação de todos os torneios esportivos, fazendo com que o campeonato ficasse sem uma data definida para sua realização. Em 9 de julho, foi decidido que o campeonato começaria em 8 de agosto, com previsão de encerramento em 24 de fevereiro de 2021, sendo a primeira vez, desde a Copa João Havelange em 2000, que o torneio se encerrou no ano seguinte à sua realização.[3] Por conta da pandemia, todos os 380 jogos do campeonato foram realizados com portões fechados ao público.[4]

Dois clubes chegaram com chance de conquistar o título na última rodada – Flamengo e Internacional – fato que não ocorria desde 2011. O clube do Rio de Janeiro sagrou-se bicampeão mesmo com a derrota para o São Paulo (2–1) no Estádio do Morumbi, beneficiado pelo empate sem gols entre Internacional e Corinthians em Porto Alegre, terminando o campeonato com um ponto de vantagem para o vice-campeão.[5] Nesta edição, o próprio Internacional atingiu a maior série de vitórias da história dos pontos corridos com nove triunfos seguidos, superando as marcas de Cruzeiro (2003) e Flamengo (2019), que venceram oito partidas seguidas.[6]

Além do campeão e vice-campeão Flamengo e Internacional, respectivamente, Atlético Mineiro, São Paulo e Fluminense conseguiram a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2021, além do Palmeiras por ser campeão da edição de 2020 e da Copa do Brasil. Já Grêmio e Santos, sexto e oitavo colocados respectivamente, se classificaram para a fase preliminar do principal torneio continental.

O Botafogo sofreu o terceiro rebaixamento de sua história, sendo a primeira equipe a cair para a Série B, faltando quatro rodadas para o término da competição, após ser derrotado em confronto direto pelo Sport (1–0), no Rio de Janeiro.[7] Na antepenúltima rodada, o Coritiba teve seu descenso decretado após perder para o Santos (2–0), na Vila Belmiro.[8] O Goiás teve a queda confirmada na penúltima rodada, após empatar sem gols com o Red Bull Bragantino, em Goiânia.[9] O Vasco da Gama completou a lista de rebaixados na última rodada, mesmo vencendo o Goiás em São Januário (3–2), porém sem conseguir superar o Fortaleza no saldo de gols (–10 contra –19), batendo recorde de rebaixamentos entre as equipes do G-12.[10][11]

Regulamento editar

A Série A de 2020 foi disputada por vinte clubes em dois turnos. Em cada turno, todos os times jogam entre si uma única vez. Os jogos do segundo turno foram realizados na mesma ordem do primeiro, apenas com o mando de campo invertido. Não há campeões por turnos, sendo declarado campeão brasileiro o time que obtiver o maior número de pontos após as 38 rodadas. Ao final da competição, os seis primeiros times se classificam à Copa Libertadores de 2021, os seis clubes subsequentes se classificam à Copa Sul-Americana de 2021, e os quatro últimos foram rebaixados para a Série B do ano seguinte.[12] O campeão se classifica para a Supercopa do Brasil de 2021.[13]

Introduzido na edição anterior, o árbitro assistente de vídeo ou VAR (do inglês Video Assistant Referee), esteve disponível em todas as 380 partidas do campeonato, tendo seus custos com tecnologia e infraestrutura pagos pela Confederação Brasileira de Futebol.[14]

Critérios de desempate editar

Em caso de empate por pontos entre dois clubes, os critérios de desempate foram aplicados na seguinte ordem:[12]

  1. Número de vitórias;
  2. Saldo de gols;
  3. Gols pró (marcados);
  4. Confronto direto;
  5. Menor número de cartões vermelhos;
  6. Menor número de cartões amarelos;
  7. Sorteio.

Participantes editar

Equipe Cidade Estado Em 2019 Estádio (mando) Capacidade[15] Títulos
Athletico Paranaense Curitiba   PR Arena da Baixada 42 370[16] 1 (2001)
Atlético Goianiense Goiânia   GO 4º (Série B) Antônio Accioly[ATG]
Olímpico[ATG]
10 501
13 500
0 (não possui)
Atlético Mineiro Belo Horizonte   MG 13º Mineirão[17] 61 846 2 (1937, 1971)
Bahia Salvador   BA 11º Arena Fonte Nova[BAH]
Pituaçu[BAH]
50 025
32 157
2 (1959, 1988)
Botafogo Rio de Janeiro   RJ 15º Nilton Santos 44 661 2 (1968[nota 1], 1995)
Ceará Fortaleza   CE 16º Arena Castelão 52 552 0 (não possui)
Corinthians São Paulo   SP Neo Química Arena 47 605 7 (1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015, 2017)
Coritiba Curitiba   PR 3º (Série B) Couto Pereira 40 502[18] 1 (1985)
Flamengo Rio de Janeiro   RJ Maracanã 78 838 6 (1980, 1982, 1983, 1992, 2009, 2019)[nota 2]
Fluminense Rio de Janeiro   RJ 14º Maracanã 78 838 4 (1970, 1984, 2010, 2012)
Fortaleza Fortaleza   CE Arena Castelão 52 552 0 (não possui)
Goiás Goiânia   GO 10º Serrinha 9 900 0 (não possui)
Grêmio Porto Alegre   RS Arena do Grêmio 55 662 2 (1981, 1996)
Internacional Porto Alegre   RS Beira-Rio 50 842 3 (1975, 1976, 1979)
Palmeiras São Paulo   SP Allianz Parque 43 713 10 (1960, 1967[nota 1], 1967[nota 3], 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016, 2018)
Red Bull Bragantino Bragança Paulista   SP 1º (Série B) Nabi Abi Chedid 15 010[32] 0 (não possui)
Santos Santos   SP Vila Belmiro 16 068 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968[nota 3], 2002, 2004)
São Paulo São Paulo   SP Morumbi 72 039 6 (1977, 1986, 1991, 2006, 2007, 2008)
Sport Recife   PE 2º (Série B) Ilha do Retiro 32 983 1 (1987)[nota 2]
Vasco da Gama Rio de Janeiro   RJ 12º São Januário 21 680 4 (1974, 1989, 1997, 2000)
Notas
  • ATG. ^ O Atlético Goianiense mandou seus jogos do primeiro turno no Estádio Olímpico e, a partir do segundo turno, no Estádio Antônio Accioly.
  • BAH. ^ O Bahia mandou seus jogos do primeiro turno no Estádio de Pituaçu e, a partir do segundo turno, na Arena Fonte Nova.

Estádios editar

Athletico Paranaense Atlético Goianiense Atlético Mineiro Bahia Botafogo Ceará
Arena da Baixada Antônio Accioly Mineirão[17] Arena Fonte Nova Nilton Santos Arena Castelão
Capacidade: 42 370 Capacidade: 10 501 Capacidade: 61 846 Capacidade: 50 025 Capacidade: 44 661 Capacidade: 52 552
           
Corinthians
Coritiba
Neo Química Arena Couto Pereira
Capacidade: 47 605 Capacidade: 40 502
   
Flamengo Fluminense
Maracanã Maracanã
Capacidade: 78 838 Capacidade: 78 838
   
Fortaleza Goiás
Arena Castelão Serrinha
Capacidade: 52 552 Capacidade: 9 900
   
Grêmio Internacional
Arena do Grêmio Beira-Rio
Capacidade: 55 662 Capacidade: 50 842
   
Palmeiras Red Bull Bragantino Santos São Paulo Sport Vasco da Gama
Allianz Parque Nabi Abi Chedid Vila Belmiro Morumbi Ilha do Retiro São Januário
Capacidade: 43 713 Capacidade: 15 010 Capacidade: 16 068 Capacidade: 72 039 Capacidade: 30 000 Capacidade: 21 680
           

Outros estádios editar

Além dos estádios de mando usual, outros estádios foram utilizados devido a punições de perda de mando de campo impostas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ou por conta de problemas de interdição dos estádios usuais ou simplesmente por opção dos clubes em mandar seus jogos em outros locais, geralmente buscando uma melhor renda.[33][34][35] Especificamente por conta da pandemia de COVID-19, as equipes podem mandar seus jogos em outra cidade caso não sejam asseguradas as questões sanitárias na praça em questão.[36]

Direitos de transmissão editar

Como na edição de 2019, a transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro foi feita pela Rede Globo na TV aberta, SporTV e TNT em TV fechada e Premiere pelo sistema pay-per-view. O SporTV teria direito de exibir as partidas de 12 clubes que possuem contrato e que se enfrentam entre si e o TNT de 8 clubes que possuem contrato, sob os mesmos termos legais, amparados pela Lei nº 9.615.[37]

Contudo, em 20 de junho de 2020, foi publicada uma medida provisória que altera os direitos de transmissão, passando somente o clube mandante a detê-los. Assim, jogos que ficariam sem transmissão televisiva – como por exemplo um jogo envolvendo um time que tenha contrato com a TNT e o outro time que tenha contrato com o SporTV – passassem a ser transmitidos pelo canal no qual o clube mandante possui contrato.[38] No entendimento da CBF, a lei vigente é a MP 984, sendo que haviam discordâncias legais entre uma das partes que possui contrato de transmissão, já que o mesmo fora assinado antes da MP.[39][40][41] Em 15 de outubro, a MP perdeu validade.[42]

Durante a realização do torneio, também houve discordâncias entre Globo e Turner por causa de sua exibição. A Globo processou o grupo estadunidense por já ser dona da operadora Sky (que possui participação minoritária da emissora brasileira), já que o Código Brasileiro de Telecomunicações não permite que operadoras também atuem como programadoras.[43] Ancine e Anatel já estavam analisando seu caso desde a extinção dos canais Esporte Interativo em 2018, que adquiriu os direitos de transmissão de algumas equipes do campeonato em 2016, canais esse de propriedade da programadora. Com isso, o canal CNN Brasil, através da divisão de esportes da AT&T (dona da Turner) dos Estados Unidos, chegou a negociar as transmissões do evento.[44]

Relação de emissoras que detêm os direitos de transmissão dos clubes da Série A 2020
ATP ATG ATM BAH BOT CEA COR CTB FLA FLU FOR GOI GRE INT PAL RBB SAN SPA SPT VAS
TV aberta Rede Globo
TV fechada TNT SporTV TNT SporTV TNT SporTV TNT SporTV TNT SporTV TNT SporTV TNT SporTV
Pay-per-view [nota 4] Premiere

Classificação editar

Pos Equipe Pts J V E D GP GC SG Classificação ou descenso
1   Flamengo (C) 71 38 21 8 9 68 48 +20 Fase de grupos da Copa Libertadores de 2021[a]
2   Internacional 70 38 20 10 8 61 35 +26
3   Atlético Mineiro 68 38 20 8 10 64 45 +19
4   São Paulo 66 38 18 12 8 59 41 +18
5   Fluminense 64 38 18 10 10 55 42 +13
6   Grêmio 59 38 14 17 7 53 40 +13 Segunda fase da Copa Libertadores de 2021
7   Palmeiras 58 38 15 13 10 51 37 +14 Fase de grupos da Copa Libertadores de 2021[a]
8   Santos 54 38 14 12 12 52 51 +1 Segunda fase da Copa Libertadores de 2021
9   Athletico Paranaense 53 38 15 8 15 38 36 +2 Fase de grupos da Copa Sul-Americana de 2021
10   Red Bull Bragantino 53 38 13 14 11 50 40 +10
11   Ceará 52 38 14 10 14 54 51 +3
12   Corinthians 51 38 13 12 13 45 45 0
13   Atlético Goianiense 50 38 12 14 12 40 45 −5
14   Bahia 44 38 12 8 18 48 59 −11
15   Sport 42 38 12 6 20 31 50 −19
16   Fortaleza 41 38 10 11 17 34 44 −10
17   Vasco da Gama 41 38 10 11 17 37 56 −19 Rebaixados à Série B de 2021
18   Goiás 37 38 9 10 19 41 63 −22
19   Coritiba 31 38 7 10 21 31 54 −23
20   Botafogo 27 38 5 12 21 32 62 −30
Fonte: CBF
Regras para classificação: 1) pontos; 2) vitórias; 3) saldo de gols; 4) gols marcados; 5) confronto direto (somente entre duas equipes); 6) menos cartões vermelhos; 7) menos cartões amarelos; 8) sorteio
(C) Campeão.
Notas:
  1. a b Palmeiras tem vaga garantida na fase de grupos da Copa Libertadores de 2021 por ser campeão da Copa Libertadores de 2020. Como o vencedor da Copa do Brasil de 2021, o Atlético Mineiro já estava classificado, abrindo-se mais uma vaga para a fase de grupos via Campeonato Brasileiro.

Confrontos editar

Casa \ Fora ATP ATG ATM BAH BOT CEA COR CTB FLA FLU FOR GOI GRE INT PAL RBB SAN SPA SPT VAS
Athletico Paranaense 2–1 0–1 1–0 1–1 0–0 0–1 1–0 2–1 0–1 2–1 2–1 1–2 0–0 0–1 1–1 1–0 1–1 2–0 3–0
Atlético Goianiense 1–1 3–4 1–1 1–1 0–2 1–1 3–1 3–0 2–1 2–0 0–1 1–1 0–0 0–3 2–1 1–1 2–1 1–1 0–0
Atlético Mineiro 0–2 3–1 1–1 2–1 2–0 3–2 2–0 4–0 1–1 2–0 3–0 3–1 2–2 2–0 2–1 2–0 3–0 0–0 4–1
Bahia 1–0 0–1 3–1 1–0 0–2 2–1 1–0 3–5 0–1 2–1 3–3 0–2 1–2 1–1 2–1 2–0 1–3 1–2 3–0
Botafogo 0–2 1–3 2–1 1–2 2–2 0–2 0–0 0–1 1–1 1–2 0–0 2–5 0–2 2–1 1–2 0–0 1–0 0–1 2–3
Ceará 0–2 1–2 2–2 2–0 2–1 2–1 2–1 2–0 1–3 1–0 2–2 1–1 0–2 2–1 1–2 0–1 1–1 0–0 0–3
Corinthians 3–3 0–0 1–2 3–2 2–2 2–1 3–1 1–5 5–0 1–1 2–1 0–0 1–0 0–2 0–2 1–1 1–0 3–0 0–0
Coritiba 0–0 1–0 0–1 1–2 1–2 0–2 0–1 0–1 3–3 0–0 1–2 1–1 0–1 1–0 0–0 1–2 1–1 1–0 1–0
Flamengo 3–1 1–1 0–1 4–3 1–1 0–2 2–1 3–1 1–2 2–1 2–1 1–1 2–1 2–0 1–1 4–1 1–4 3–0 2–0
Fluminense 3–1 1–1 0–0 1–0 2–0 2–2 2–1 4–0 1–2 2–0 3–0 0–1 2–1 1–1 0–0 3–1 1–2 1–0 2–1
Fortaleza 0–2 0–0 2–1 0–4 0–0 0–2 0–0 3–1 0–0 0–1 1–1 0–0 1–0 2–0 3–0 2–0 2–3 1–0 3–0
Goiás 0–1 2–0 1–0 1–1 2–0 0–4 1–2 3–3 0–3 2–4 1–3 0–0 1–0 1–0 0–0 2–3 0–3 1–0 1–1
Grêmio 1–0 2–1 1–1 2–1 3–1 4–2 0–0 2–1 2–4 1–0 1–1 2–1 1–1 1–1 2–1 3–3 1–2 1–2 4–0
Internacional 2–1 3–0 1–0 2–2 2–1 2–0 0–0 2–2 2–2 1–2 4–2 1–0 2–1 2–0 2–1 2–0 1–1 1–2 2–0
Palmeiras 3–0 1–1 3–0 3–0 1–1 2–1 4–0 1–3 1–1 2–0 3–0 1–1 1–1 1–1 1–0 2–1 0–2 2–2 1–1
Red Bull Bragantino 0–1 2–0 2–2 4–0 1–1 4–2 0–0 1–2 1–1 2–1 2–1 2–0 1–0 0–2 1–2 1–1 4–2 2–0 4–1
Santos 3–1 0–1 3–1 3–1 2–1 1–1 1–0 2–0 0–1 1–1 1–1 3–4 2–1 2–0 2–2 1–1 2–2 4–2 2–2
São Paulo 1–0 3–0 3–0 1–1 4–0 1–1 2–1 1–1 2–1 3–1 1–0 2–1 0–0 1–5 1–1 1–1 0–1 1–0 1–1
Sport 1–0 0–1 2–3 2–0 1–2 3–2 1–0 1–0 0–3 1–0 1–0 2–1 1–1 3–5 0–1 0–0 0–1 0–1 0–2
Vasco da Gama 1–0 1–2 3–2 0–0 3–0 1–4 1–2 0–1 1–2 1–1 0–0 3–2 0–0 0–2 0–1 1–1 1–0 2–1 2–0
Fonte: CBF
Cores: Azul = vitória do clube mandante; Amarelo = empate; Vermelho = vitória do clube visitante.

Desempenho por rodada editar

Clubes que lideraram o campeonato ao final de cada rodada:

Rodadas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
ATP ATM VAS INT ATM INT ATM SPA INT FLA

Clubes que ficaram na última posição do campeonato ao final de cada rodada:

Rodadas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
FOR FLA CTB ATG GOI RBB GOI BOT GOI CTB BOT

Estatísticas editar

Hat-tricks editar

Jogador Clube Adversário Placar Data Ref.
  Keno Atlético Mineiro Atlético Goianiense 4–3 (F) 19 de setembro [51]
Grêmio 3–1 (C) 26 de setembro [52]
  Yuri Alberto Internacional São Paulo 5–1 (F) 20 de janeiro [53]
  Rodriguinho Bahia Fortaleza 4–0 (F) 20 de fevereiro [54]

Mudanças de técnicos editar

Clube Antecessor Motivo Data Última partida Rod Pos Sucessor Ref.
  Coritiba   Eduardo Barroca Demitido 20 de agosto Corinthians 3–1 Coritiba 20º   Jorginho[nota 5] [56][57]
  Goiás   Ney Franco Goiás 1–3 Fortaleza 19º   Thiago Larghi[nota 6] [59][60]
  Sport   Daniel Paulista 24 de agosto Sport 0–1 São Paulo 18º   Jair Ventura [61][62]
  Athletico Paranaense   Dorival Júnior 28 de agosto São Paulo 1–0 Athletico Paranaense 10º   Paulo Autuori[nota 7] [65][66]
  Red Bull Bragantino   Felipe Conceição 31 de agosto Fortaleza 3–0 Red Bull Bragantino 17º   Maurício Barbieri[nota 8] [67][68]
  Bahia   Roger Machado 2 de setembro Bahia 3–5 Flamengo 12º   Mano Menezes[nota 9] [71][72]
  Corinthians   Tiago Nunes 11 de setembro Corinthians 0–2 Palmeiras 13º   Vágner Mancini[nota 10] [74][75]
  Goiás   Thiago Larghi 28 de setembro Ceará 2–2 Goiás 12ª 19º   Enderson Moreira [76][77]
  Botafogo   Paulo Autuori 1 de outubro Botafogo 1–2 Bahia   Bruno Lazaroni [78]
  Vasco da Gama   Ramon Menezes 8 de outubro Bahia 3–0 Vasco da Gama 14ª 10º   Ricardo Sá Pinto[nota 11] [81][82]
  Atlético Goianiense   Vágner Mancini Contratado pelo Corinthians 11 de outubro Atlético Goianiense 2–1 Red Bull Bragantino 15ª 12º   Marcelo Cabo[nota 12] [75][84]
  Palmeiras   Vanderlei Luxemburgo Demitido 14 de outubro Palmeiras 1–3 Coritiba 16ª   Abel Ferreira[nota 13] [88][89]
  Coritiba   Jorginho 25 de outubro Ceará 2–1 Coritiba 18ª 19º   Rodrigo Santana[nota 14] [91][92]
  Botafogo   Bruno Lazaroni 28 de outubro Botafogo 0–1 Cuiabá[nota 15] 16º   Ramón Díaz[nota 16] [95][96][97]
  Flamengo   Domènec Torrent 9 de novembro Atlético Mineiro 4–0 Flamengo 20ª   Rogério Ceni [98][99]
  Internacional   Eduardo Coudet Contratado pelo Celta de Vigo Internacional 2–2 Coritiba   Abel Braga [100][101]
  Fortaleza   Rogério Ceni Contratado pelo Flamengo Athletico Paranaense 2–1 Fortaleza 11º   Marcelo Chamusca[nota 17] [99][103]
  Goiás   Enderson Moreira Demitido 17 de novembro Goiás 0–1 Athletico Paranaense 21ª 20º   Augusto César [104]
  Botafogo   Ramón Díaz[nota 18] 27 de novembro Atlético Mineiro 2–1 Botafogo 23ª 19º   Eduardo Barroca [105]
  Fluminense   Odair Hellmann Contratado pelo Al-Wasl 7 de dezembro Fluminense 3–1 Athletico Paranaense 24ª   Marcão [106]
  Coritiba   Rodrigo Santana Demitido 13 de dezembro Sport 1–0 Coritiba 25ª 18º   Gustavo Morínigo[nota 19] [107][108]
  Bahia   Mano Menezes 20 de dezembro Flamengo 4–3 Bahia 26ª 16º   Dado Cavalcanti [109][110]
  Vasco da Gama   Ricardo Sá Pinto 29 de dezembro Athletico Paranaense 3–0 Vasco da Gama 27ª 17º   Vanderlei Luxemburgo [111][112]
  Fortaleza   Marcelo Chamusca 7 de janeiro Sport 1–0 Fortaleza 28ª 15º   Enderson Moreira [113][114]
  São Paulo   Fernando Diniz 1 de fevereiro Atlético Goianiense 2–1 São Paulo 33ª   Marcos Vizolli (interino) [115]
  Botafogo   Eduardo Barroca 6 de fevereiro Botafogo 0–1 Sport 34ª 20º   Lúcio Flávio (interino) [116]
  Santos   Cuca Resignado 21 de fevereiro Santos 1–1 Fluminense 37ª   Marcelo Fernandes (interino) [117]

Premiação editar

Campeonato Brasileiro 2020
Série A
 
FLAMENGO
Bicampeão
(7.º título)

Jogador do mês editar

Mês Jogador Pos. Clube Estatísticas Ref.
J G A
Agosto   Thiago Galhardo M Internacional 6 4 2 [120]
Setembro   Marinho A Santos 6 4 2 [121]
Outubro   Pedro A Flamengo 7 6 0 [122]
Novembro   Luciano A São Paulo 6 6 0 [123]
Dezembro   Brenner A São Paulo 6 5 1 [124]
Janeiro   Claudinho A Red Bull Bragantino 6 6 4 [125]
Fevereiro   Gabriel A Flamengo 6 5 0 [126]

Ver também editar

Notas e referências

Notas

  1. a b Taça Brasil
  2. a b Em 1987, a CBF passava por uma grave crise financeira e anunciou que não poderia organizar o Campeonato Brasileiro nos mesmos moldes. Como resultado, os treze clubes mais bem ranqueados pela CBF na época fundaram o Clube dos 13 para organizarem seu próprio campeonato chamado de Copa União. Vendo o sucesso comercial do novo torneio e pressionada pelos clubes que ficaram de fora da nova competição, a CBF propôs que o campeonato fosse organizado com 32 clubes e que o campeão e vice-campeão da Copa União (Troféu João Havelange/Módulo Verde) enfrentaria o campeão e o vice-campeão do Troféu Roberto Gomes Pedrosa (Módulo Amarelo — que foi disputado por outras equipes) em um quadrangular. Eurico Miranda, representante do Clube dos 13, assinou o acordo com presidente da CBF, dando aval ao regulamento proposto. Apoiando-se em algumas resoluções do CND, o Clube dos 13 decidiu não realizar o cruzamento.[19][20] O Flamengo ganhou a Copa União, que foi disputada pelos maiores clubes do Brasil,[21] sendo reconhecida pelo Clube dos 13 e pelo Conselho Nacional de Desportos (CND), contrariando a resolução do CND e a maioria dos juízes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 1988, que na época eram as maiores instâncias do futebol nacional e mais tarde, em 2011 pela CBF que eventualmente revogou a decisão por uma decisão judicial. Note-se que, para a CBF, o Flamengo é considerado, de forma não oficial*, ao lado de Sport, campeão brasileiro de 1987, como demonstrado em 2011, não podendo homologá-lo por conta da decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF).[22][23] Em 24 de novembro de 2019, quando o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro daquele ano, a entidade pôs, em seu site oficial, o título da Copa União na lista de conquistas do clube carioca, mas diferenciando os títulos em "Brasileiro" e "Copa União".[24] No dia seguinte, a CBF informou que acata a decisão do STF de que o Sport é o único campeão brasileiro de 1987 e, por isso, considera oficialmente o Flamengo como hexacampeão brasileiro — e não hepta.[25][26] Mas, em uma nota enviada a imprensa, a entidade informou que, "a título de opinião, sob o ponto de vista esportivo, o Flamengo é merecedor da designação de heptacampeão brasileiro".[27][28] Além disso, quando foi entregar o troféu de Campeão Brasileiro de 2019 ao clube, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, ergueu o troféu sete vezes, segundo o Globoesporte.com, ratificando novamente a opinião da CBF sobre a conquista de 1987.[29][30][31]
  3. a b Torneio Roberto Gomes Pedrosa
  4. Originalmente, o Athletico Paranaense não possuía contrato para transmissão em pay-per-view. Contudo, durante a vigência da MP 984, o clube obteve na justiça, o direito de transmitir as partidas nas quais era mandante através de uma plataforma própria de pay-per-view. Apesar da caducidade da MP, o clube continuou a transmissão até dezembro de 2020, quando fora proibido pela justiça.[45][46][47][48]
  5. Mozart comandou o Coritiba interinamente na 5ª rodada.[55]
  6. Glauber Ramos comandou o Goiás interinamente na 5ª rodada.[58]
  7. Eduardo Barros comandou o Athletico-PR interinamente da 6ª à 17ª rodada.[63][64]
  8. Marcinho comandou o Red Bull Bragantino interinamente na 7ª rodada.[63]
  9. Cláudio Prates comandou o Bahia interinamente na 8ª e na 9ª rodada.[69][70]
  10. Dyego Coelho comandou o Corinthians interinamente da 10ª à 15ª rodada e no jogo adiado da 1ª rodada.[73]
  11. Alexandre Grasseli comandou o Vasco da Gama interinamente da 15ª à 17ª rodada.[79][80]
  12. Eduardo Souza comandou o Atlético-GO interinamente da 16ª à 20ª rodada.[83]
  13. Andrey Lopes comandou o Palmeiras interinamente da 17ª à 19ª rodada.[85][86][87]
  14. Pachequinho comandou o Coritiba interinamente na 19ª rodada.[90]
  15. Partida válida pela Copa do Brasil.
  16. Flávio Tenius comandou o Botafogo interinamente na 19ª e 20ª rodadas.[93][94]
  17. Marconne Montenegro comandou o Fortaleza interinamente em jogo adiado da 18ª rodada.[102]
  18. Devido a problemas de saúde, Ramón Díaz não chegou a dirigir a equipe em nenhum jogo, sendo substituído por seu filho e auxiliar Emiliano Díaz nas três partidas (21ª à 23ª rodadas).[105]
  19. Pachequinho comandou o Coritiba interinamente na 26ª rodada. Júlio Sérgio comandou na 27ª rodada.

Referências

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Ligações externas editar