Abrir menu principal
Alminhas e espigueiro em Vilarinho da Samardã, Portugal (2006)

As alminhas em Portugal, na Galiza chamadas de petos de ânimas, são padrões de culto das almas do purgatório,[1] hoje consideradas património artístico-religioso. São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração e, por vezes uma esmola pelas almas. É frequente encontrar velas e lamparina acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.

Não são conhecidos registos escritos destes memoriais antes do século XIX, no entanto, podem encontrar-se exemplares de alminhas que remontam ao século XVIII. Formalmente, este painéis representam sempre as almas do purgatório em agonia, podendo representar anjos, São Miguel, a Virgem, Cristo ou Santos resgatando as almas.

Geralmente, as alminhas são erguidas em encruzilhadas, pelo que podem ser relacionadas com o culto aos mortos de cruzeiros e moledros, quase sempre em caminhos rurais, em matas ou perto de cursos de água, na entrada das pontes. Também é possível encontrar alminhas junto às estradas nacionais. As alminhas podem ser incrustadas em velhos muros ou na frontaria de casas e podem ser construídas em diversos materiais.

Aos diferentes estilos de alminhas pode se dar o nome de:

Um painel pintado a óleo, ou de azulejo, representa as almas do purgatório. No distrito de Aveiro as aras votivas eram chamadas de "alminhas dos mouros" ou "almas dos mouros".[2]

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Alminhas
  • As Alminhas [1]
  • Alminhas - A Saga da Preservação[2]
  • Alminhas[3]]
  Este artigo sobre Património de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.