Amiraldismo

Amiraldismo ou Amyraldismo, é uma corrente teológica baseada no pensamento do teólogo francês Moise Amyraut e defendida por John Cameron.[1]

DoutrinaEditar

O ponto de partida do Amiraldismo é a crença de que Deus decretou a expiação de Cristo, antes de seu decreto de eleição, para todos os seres humanos, se eles crerem. A depravação total se estende a toda a pessoa, mas não destrói a imagem de Deus nos seres humanos caídos no pecado. Com a Graça comum, Deus teria eleito aqueles a quem Ele dará fé em Cristo, visto que ninguém acreditaria por si próprio e, assim constitui uma eleição incondicional. A eleição é incondicional do ponto de vista de Deus, e apenas uma condicionada no ponto de vista humano para quem a recebe por fé. A eficácia da expiação atua naqueles que creram. A graça é irresistível para quem a deseja, mas não força quem não a quer. Todos aqueles que são regenerados irão, pela graça de Deus, perseverar até o fim e ser salvos.[2]. [3]

Essa doutrina recebeu o nome de seu formulador Moise Amyraut e ganhou adeptos entre evangélicos da Europa continental durante os avivamentos.

Terceira posição no debate Calvinismo e ArminianismoEditar

Sendo uma posição soteriológica da vertente Reformada, o Amiraldismo é frequentemente comparado com o calvinismo e com o arminianismo. Frequentemente é chamado de "Calvinismo de quatro pontos", no entanto, constitui um equívoco, pois as premissas e terminologias são distintas tanto do calvinismo quanto do arminianismo. No entanto, detratores como BB Warfield o chamaram de "uma forma inconsistente e, portanto, instável de calvinismo". [4][5]

Referências

  1. «Amiraldismo». Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  2. Chales Hodge. «Teologia Sistemática. Volume II». Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  3. Geisler, Norman L. Chosen but free: A balanced view of God's sovereignty and free will. Bethany House, 2010.
  4. «Monergismo: Amyraldimo» (PDF). Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  5. D. Crisp de Oliver (2014). «Calvinismo desviante: ampliando a teologia reformada». Consultado em 17 de fevereiro de 2020