Ana de Trebizonda

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Ana de Trebizonda, nascida Ana Anacutlu (em grego: Ἄννα Ἀναχουτλοῦ), foi uma imperatriz de Trebizonda de 17 de julho de 1341 até 4 de setembro de 1342, com uma breve interrupção numa tentativa de colocar Miguel de Trebizonda no trono. Ela era a filha mais velha do imperador Aleixo II de Trebizonda e de sua esposa georgiana Djiadjak Jaqeli.[carece de fontes?]

Ana de Trebizonda
Imperatriz de Trebizonda
Reinado 17 de julho de 13414 de setembro de 1342
Antecessor(a) Irene Paleóloga de Trebizonda
Sucessor(a) João III de Trebizonda
Morte 4 de setembro de 1342
Dinastia Mega Comneno
Pai Aleixo II de Trebizonda
Mãe Jiajak Jaqeli

VidaEditar

O único fato relevante da vida de Ana antes de se tornar imperatriz foi a doação de um pequeno mosteiro em Jerusalém dedicado a Santo Eutímio, como se atesta num único documento, o "Testamento" de um monge chamado Gerásimo e datado de 18 de novembro de 1344[1]. Quando ela fez a doação, não se sabe, mas Ana fez seus votos monásticos durante o reinado de Irene Paleóloga de Trebizonda.[carece de fontes?]

Aristocratas trebizondinos a convenceram a abandonar o claustro e se apoderar do trono. Ela foi proclamada imperatriz em Lázica e seus aliados a escoltaram até Trebizonda. No caminho, segundo William Miller, o povo se juntava a ela em revolta e quando Ana, reforçada pelas tropas enviadas pelo rei georgiano Jorge V, chegou às muralhas da capital em 17 de julho de 1341, foi recebida sem resistência, aclamada imperatriz e Irene foi deposta[2].

Três semanas depois, três galés bizantinas chegaram em Trebizonda com tropas lideradas pelos líderes da facção dos escolários (scholarioi), Nicetas Escolares e Gregório Mitzômata. Com eles, veio o tio de Ana, Miguel, que era o marido escolhido para a já deposta Irene pelos regentes de seu meio-irmão João V Paleólogo, imperador em Constantinopla. O metropolita Acácio e alguns nobres aparentemente aceitaram Miguel como legítimo monarca de Trebizonda. Porém, na mesma noite, eles o prenderam no palácio e as tropas lázicas de Ana dispersaram a multidão que apoiava Miguel e saquearam seus navios[3].

No dia seguinte, Miguel foi enviado para o exílio para Íneo e ficou sob a guarda do mega duque (megas doux) João, o Eunuco de Límnia, enquanto a predecessora de Ana, Irene, foi enviada para Constantinopla num navio francês. Embora Ana estivesse agora no trono, William Miller lembra que os aristocratas que a colocaram ali — a facção senatorial — tinham grande influência sobre ela. Dois ou três dos senadores governavam por trás dos panos enquanto Ana se sentava no trono enquanto o povo, insultado pela camarilha governante, planejava outra insurreição. Os turcomanos se aproveitaram da confusão interna para realizar outro raide, que, providencialmente, não deu em nada[4].

Nicetas e Gregório, os líderes dos escolários, voltaram para Constantinopla com Constantino Doranita e outros e convenceram o governo a entregar-lhes o jovem filho de Miguel, João, para ser o pretendente ao trono trebizondino. Em setembro de 1342, com a ajuda dos genovesa, uma pequena frota de cinco galés viajou para Trebizonda. Embora Ana e seus cortesões tenham se preparado para se defender, acabaram sabotados por uma revolta popular. Os aliados de João tomaram a cidade em 4 de setembro de 1342 e coroaram João III imperador. Os escolários executaram a maior parte de seus rivais e Ana foi estrangulada logo depois de ter sido deposta[4].

Ver tambémEditar

Ana de Trebizonda
Nascimento:  ? Morte: 1342
Títulos reais
Precedido por
Irene
Imperatriz de Trebizonda
1341
Sucedido por
Miguel
Precedido por
Miguel
Imperatriz de Trebizonda
1341–1342
Sucedido por
João III

Referências

  1. Testament of Gerasimos
  2. Miller, Trebizond: The Last Greek Empire of the Byzantine Era (Chicago: Argonaut, 1926), p. 49
  3. Miller, Trebizond, p. 50
  4. a b Miller, Trebizond, p. 51

Ligações externasEditar