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Angical é um município brasileiro do Estado da Bahia, situado na Mesorregião do Extremo Oeste Baiano e na Microrregião de Cotegipe.

Município de Angical
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 5 de julho
Fundação 5 de julho de 1890 (129 anos)
Gentílico angicalense
Padroeiro(a) Nossa Senhora de Sant'Ana
CEP 47960-000
Prefeito(a) Gilson Bezerra de Souza (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Angical
Localização de Angical na Bahia
Angical está localizado em: Brasil
Angical
Localização de Angical no Brasil
12° 00' 25" S 44° 41' 38" O12° 00' 25" S 44° 41' 38" O
Unidade federativa Bahia
Região intermediária

Barreiras IBGE/2017[1]

Região imediata

Barreiras IBGE/2017[1]

Municípios limítrofes Barreiras, Riachão das Neves, Cotegipe, Cristópolis e Catolândia
Distância até a capital 886 km
Características geográficas
Área 1 528,277 km² [2]
População 14 073 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 9,21 hab./km²
Altitude 466 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,625 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 56 095,808 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 700,98 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.angical.ba.gov.br
Câmara www.cmangical.ba.gov.br

Segundo o Censo IBGE 2017, sua população é estimada em 14.690 habitantes (Lista de municípios da Bahia por população (2017)#cite note-IBGE POP-1).

E com base nos levantamentos feito pelo IBGE referente ao ano de 2015 (ano-base 2017), o município possui PIB de R$126.413.000,00 (Lista de municípios da Bahia por PIB (2015)).

Angical está localizada no oeste baiano, a 886 km da capital Salvador e a 40 km de Barreiras, que é a capital regional, com a qual se interliga por meio da Rodovia Estadual BA-447.[6][7]

Gentílico: angicalense

Índice

HistóriaEditar

A margem esquerda do Rio São Francisco pertencia à Província de Pernambuco até o ano de 1828, quando foi anexada à da Bahia. Declarou em carta datada de 1700 o governador de Pernambuco, Dom Fernando de Mascarenhas e Lencastro: - ″A Casa de Torre, os herdeiros de Antonio Guedes de Brito e Domingos Afonso Sertão são senhores de todo o sertão de Pernambuco″. E Borges de Barros, em sua obra Bandeirantes e Sertanistas, informa: ″A colonização da parte ocidental do Rio São Francisco, na região que vai de Casa Nova a Remanso, a Pilão Arcado, Barra do Rio Grande, Santa Rita do Rio Preto, Campo Largo, Angical, Santa Maria da Vitória, Sant′Ana do Brejos, Barreiras, Correntina, e Rio Carinhanha, obedeceu nos séculos 17 e 18 à orientação das Casas da Torre e da Ponte″. Não resta dúvida, pois, haver-se iniciado o Município de Angical sob a égide dessa poderosa tutela feudal.

No começo do século XIX, as terras que se denominaram Brejo do Angical, em virtude da existência de extensas matas de angico, circundadas de brejos ou alagadiços, passaram a pertencer aos irmãos Almeida: José Joaquim de Almeida, Joaquim Herculano de Almeida e Manuel Frederico de Almeida, evidenciando-se o primeiro como o principal fundador do município. Descendentes de ilustre família de Portugal possuíam eles grande quantidade de escravos dedicados a cata de diamantes nos boqueirões da Chapada Diamantina, depois empregados em construção de barragens, na produção da lavoura, mormente a de cereais, e na criação de gado. Suas boiadas atravessavam o Rio São Francisco e eram conduzidas para a zona de Lençóis. A prosperidades desses pioneiros atingiu o ápice. Desfrutavam, perante o imperador, de notável prestígio. A opulência que os cercava permitiu-lhes então construir suntuosas residências, atestadas ainda hoje por suas ruínas. Levantaram em 1810 a primeira igreja, dotando-a de imponentes obras de arte e ornando-a de objetos de ouro e prata. Em 1821, foi erigida a freguesia com a denominação de Sant′Ana do Sacramento do Angical, pertencente ao bispado de Pernambuco, até 1828.

Com a decretação da Lei Áurea, em 1888, a abolição da escravatura desarticulou completamente a organização econômica dessa família, havendo alguns de seus membro se retirado para o Rio de Janeiro, vendidas suas propriedades. Em 5 de julho de 1890, assinou o então governador do Estado, Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, o ato que elevou a freguesia à categoria de vila, sendo esta inaugurada em 2 de janeiro de 1891. O território foi desmembrado do antigo Município de Campo Largo, atual Cotegipe.

Por Lei Municipal, de 20 de fevereiro de 1891, Angical teve subordinado, como seu Distrito de Paz, o de Barreiras. Entretanto, pela Lei Estadual nº 237, de 6 de abril do mesmo ano, desligou-se Barreiras de Angical.

Formação AdministrativaEditar

Freguesia criada com a denominação de Santana do Angical, em 1821. Elevada à categoria de vila com a denominação de Santana do Angical, por Ato de 05-07-1890, desmembrada de Campo Largo. Sede na antiga Freguesia de Santana do Angical. Constituído de dois distritos: Santana do Angical e Brejo Velho, criado pela mesma lei do município. Instalada em 02-01-1891.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de quatro distritos: Angical (ex-Santana do Angical), Brejo Velho, Buritisinho e Missão de Aricobe.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de dois distritos: Angical e Brejo Velho. Não figurando os distritos de Buritisinho e Missões Aricobe, que foram anexados ao distrito sede do Município de Angical.

Pelos decretos leis estaduais nº 7.455, de 23-06 e nº 7.479, de 08-07-1931, o Município de Angical adquiriu o território do extinto Município de Barão de Cotegipe, como simples distrito.

Pelo Decreto-Lei Estadual nº 8.293, de 03-02-1933, foi criado o Distrito de Santa Helena e anexado ao Município de Angical.

Pelo Decreto Estadual nº 8.452, de 31-05-1933, foi desmembrado do Município de Angical o Distrito de Barão de Cotegipe. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Cotegipe.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de três distritos: Angical, Brejo Velho e Santa Helena. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto Estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 1-06-1944, o Distrito de Santa Helena tomou a denominação de Miriquita.

Em divisão territorial datada 1-VII-1950, o município é constituído de três distritos: Angical, Brejo Velho e Miriquita (ex-Santa Helena).

Pela Lei Estadual nº 628, de 30-12-1953, foi criado o Distrito de Buritizinho (ex-povoado), e anexado ao Município de Angical.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de quatro distritos:

Angical, Brejo Velho, Buritizinho e Miriquita.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela Lei Estadual nº 1.676, de 13-04-1962, os distritos de Brejo Velho e Mariquita foram desmembrados do Município de Angical para constituírem o novo município com a denominação de Tabocas do Brejo Velho.

Pela Lei Estadual nº 1.733, de 19-07-1962, o Distrito de Buritizinho foi desmembrado do Município de Angical. Elevado à categoria de município com a denominação de Cristópolis.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1997.

Pela Lei Municipal nº 74, de 06-06-1998, foi criado o Distrito de Missão de Aricobé e anexado ao município.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de dois distritos: Angical e Missão de Aricobé. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

EconomiaEditar

Sua economia é baseada na agricultura familiar de subsistência e no setor de serviços.

CulturaEditar

Angical é conhecida no oeste da Bahia pela sua cultura local, que além da música realiza diversos eventos de folclore.

Feriados MunicipaisEditar

03/05 - Festejo de Santa Cruz

24/06 -

29/06 -

05/07 - Aniversário de Angical

26/07 - Festejo de Nossa Senhora de Sant'Ana

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de dezembro de 2018 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Rodovia que liga Angical a Barreiras pede socorro». jornalnovafronteira. Jornal Nova Fronteira. 22 de março de 2017. Consultado em 15 de junho de 2017. Arquivado do original em 17 de agosto de 2017 
  7. Plano Diretor Urbano de Barreiras, programa de desenvolvimento municipal e infra-estrutura urbana, [1]
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