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É bastante reconhecido e aceito que o ser humano é essencialmente um animal bissexual. Em um nível fisiológico, o macho secreta tanto hormônios masculinos quanto femininos, assim como a fêmea. No nível psicológico, as características masculinas e as femininas são encontradas em ambos os sexos. A homossexualidade é apenas uma das condições, mas talvez a mais notável, que deu origem à concepção de bissexualidade humana.

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Esses arquétipos são os produtos das experiências raciais do homem com a mulher a da mulher com o homem. Em outras palavras, ao viver com uma mulher ao longo das épocas, o homem se feminilizou; ao viver com o homem, a mulher se masculinizou. Todas as pessoas têm, portanto, aspectos masculinos quanto femininos em sua psique. Para que a personalidade fique bem ajustada é necessário um equilíbrio entre Anima e Animus, ou seja: o lado feminino da personalidade do homem e o lado masculino da personalidade da mulher devem poder ser expressos na consciência e nas atitudes.

Anima e Animus, na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, são aspectos inconscientes de um indivíduo, opostos à persona, ou aspecto consciente da Personalidade. O inconsciente do homem encontra expressão como uma personalidade interior feminina: a Anima; No inconsciente da mulher, esse aspecto é expresso como uma personalidade interna masculina: o Animus.

ExemplificaçãoEditar

''Um bom exemplo da Anima como uma figura interior da psique masculina é encontrado nos feiticeiros e profetas (xamãs) dos esquimós e de outras tribos árticas. Alguns chegam mesmo a usar roupas femininas, ou seios desenhados nas roupas, de modo a evidenciar o seu interior feminino, que lhes vai permitir entrar em contato com “o país dos espíritos” (isto é, com o que chamamos inconsciente).'' (JUNG, 1995, p.177).

Projeção Inconsciente na pessoa amadaEditar

Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo; ele denomina tal estrutura de Anima no homem e Animus na mulher. Esta estrutura psíquica básica funciona como um ponto de convergência para todo material psíquico que não se adapta à auto-imagem consciente de um indivíduo como homem ou mulher. Portanto, na medida em que uma mulher define a si mesma em termos femininos, seu animus vai incluir aquelas tendências e experiências dissociadas que ela definiu como masculinas. [1] Todo homem carrega dentro de si a eterna imagem da mulher, não a imagem desta ou daquela mulher em particular, mas uma imagem feminina definitiva. Esta imagem é...uma marca ou ''arquétipo'' de todas as experiências ancestrais do feminino, um depósito, por assim dizer, de todas as impressões já dadas pela mulher...Uma vez que esta imagem é inconsciente, ela é sempre inconscientemente projetada na pessoa amada e é uma das principais razões ou aversões apaixonadas. (Jung,1931b,p.198).

De acordo com Jung, o pai de sexo oposto ao da criança, é uma importante influência no desenvolvimento da anima ou animus, e todas as relações com o sexo oposto, incluindo os pais, são intensamente afetadas pela projeção das fantasias da anima ou animus. Este arquétipo é um dos mais influentes reguladores do comportamento. Ele aparece em sonhos e fantasias como figuras do sexo oposto, e funciona como um mediador fundamental entre processos inconscientes e conscientes. Ele é orientado basicamente para os processos internos, da mesma forma como a persona é orientada para processos externos. É a fonte de projeções, a fonte de formação de imagens e a porta da criatividade na psique.

É importante destacar que autores(as) influenciados pelo pensamento de Jung já discutem os pólos energéticos "Anima e Animus" sob uma perspectiva universal, levando-se em conta que o desenvolvimento da personalidade interior está regida pelo Inconsciente Coletivo. Neste sentido, podemos citar Roberto Gambini, Ginette Paris e James Hillman enquanto pós-junguianos ampliando o conceito. Podemos pensá-las numa dimensão cósmica, ou seja, pólos que abrangem variados fenômenos da cultura manifestados sob a forma destas imagens arquetípicas.

Anima e Animus como Polaridades ComplementaresEditar

Na mulher, a parte compensadora é o Animus, de caráter masculino. Para Jung (1987), esse aspecto se apresenta como um grupo, parecendo uma assembleia de pais ou autoridades a “formular vereditos incontestáveis”. Suas opiniões são sempre coletivas e negligenciam as pessoas e suas apreciações individuais. O Animus é uma espécie de acúmulo das experiências ancestrais da mulher em relação ao homem, possuindo um caráter fecundo, apto a produzir “germes criadores, capazes de fecundar o feminino do homem.”. Caso a mulher seja tomada pelo seu Animus corre o risco de perder sua feminilidade, ou seja, sua persona adequadamente feminina. De certo modo, Anima e Animus podem ser consideradas polaridades complementares na vida psíquica das pessoas.

Relação de Anima e Animus com a ArteEditar

  • Yin
  • Yang

Níveis de desenvolvimento da AnimaEditar

  • Eva;
  • Helena;
  • A Virgem Maria;
  • Sofia ou Sapiência.

Animus SignificaEditar

  • Espirito xu;
  • Coragem;
  • Paixão;
  • Ira.
  • Hostilidade

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  • JUNG, Carl Gustav (1980). Psicologia do inconsciente. Petrópolis, RJ: Vozes. ISBN 8532604706 
  • JUNG, Carl Gustav (org.) (1991). O Homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira. ISBN 8520906427 
  • VON FRANZ, Marie-Louise (1991). O caminho dos sonhos. São Paulo, SP: Cultrix. ISBN 8531600405 
  • FADIMAN, James (2000). Teorias da Personalidade.
  • HALL S, Calvin (2000). Teorias da Personalidade. ISBN 85-363-0789-7
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  1. Fadiman; Frager, James; Robert. Teorias da Personalidade. [S.l.]: Harbra. 56 páginas