Arquelau de Priene

Arquelau de Priene (em grego clássico: Ἀρχέλαος Πριηνεὐς; romaniz.: Archélaos Prieneús) foi um escultor grego helenístico que viveu por volta de 300 a.C. em Priene. É lembrado por sua Apoteose de Homero, um relevo de mármore que enaltece o poeta e que agora está preservado no Museu Britânico.

VidaEditar

Nada se sabe sobre ele, exceto sua assinatura no relevo conhecido como A Apoteose de Homero, encontrado em Bovilas (atual Marino) na Itália e guardado no Museu Britânico de Londres: "obra de Arquelau, filho de Apolônio, de Priene".[1] Antes por muito tempo datada de 125 a.C., de acordo com a forma das letras da inscrição e as escolhas iconográficas do artista, o relevo é hoje colocado por volta de 225–220 a.C. Ela foi provavelmente executada em Alexandria, durante o reinado de Ptolemeu IV Filópator.[2]

ObraEditar

 
A Apoteose de Homero, baixo-relevo em mármore, Londres, Museu Britânico

A Apoteose de Homero foi dedicada a Pérgamo em honra de Crates de Malo durante o reinado de Átalo II. Crates está representado como uma estátua na extrema direita da composição, na extrema esquerda, sentado em um trono, está Homero, ladeado pelas personificações da Ilíada e da Odisseia. O fundo parece representar a encosta de uma montanha sagrada (talvez o Monte Helicão) sobre a qual as figuras estão dispostas em registros sobrepostos, a cena do primeiro registro no fundo parece ocorrer em um pórtico. No registro superior está a figura de Zeus e nos intermediários as nove Musas. As duas figuras que coroam Homero são Ecumenes e Cronos e foram identificadas como Átalo II e sua mãe Apolônide, à sua direita a realização de um sacrifício na presença de figuras alegóricas.[3]

Referências

  1. Muller-Dufeu, Marion (2002). La Sculpture grecque. Sources littéraires et épigraphiques. Paris: Éditions de l'École nationale supérieure des Beaux-Arts. Col. "Beaux-Arts histoire". ISBN 2-84056-087-9), nº2110 = IG XIV, 1295 = Inschriften von Priene, p. 573.
  2. Pollitt, Jerome J. (1986). Art in the Hellenistic Age. Cambridge: Cambridge University Press. p. 16.
  3. Moreno, Paolo (1996). «Arte pergamena». In: Enciclopedia dell'Arte Antica, Classica e Orientale. Vol. 2. Roma: Istituto della enciclopedia italiana.

BibliografiaEditar

  • Giuliano, Antonio (1987). Arte greca. Dall'età classica all'età ellenistica. Milão: Il saggiatore. p. 984-985
  • Guerrini, Lucia (1958). «Archelaos». In: Enciclopedia dell'Arte Antica, Classica e Orientale. Vol. 1. Roma: Istituto della enciclopedia italiana.
  • Pinkwart, Doris (1965). Das Relief des Archelaos von Priene und die « Musen des Philiskos ». Kallmünz.
  • Morgan, Llewelyn (1999). Patterns of Redemption in Virgil's Georgics. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 29. ISBN 0-521-65166-2 
  • Nicolet, Claude (1990). Space, Geography, and Politics in the Early Roman Empire. [S.l.]: University of Michigan Press. p. 40. ISBN 0-472-10096-3 
  • Rahner, Hugo (1971). Greek Myths and Christian Mystery. [S.l.]: Biblo & Tannen Publishers. p. 333. ISBN 0-8196-0270-1