Arquidiocese de Tirana-Durrës

A Arquidiocese de Tirana-Durrës (em latim: Archidioecesis Tiranensis-Dyrracena) é uma sé metropolitana da Igreja Católica na Albânia. Em 2010, havia batizado 130.380 em uma população de cerca de 1.205.000 habitantes. Hoje é governada pelo arcebispo Arjan Dodaj.

Arquidiocese de Tirana-Durrës
Archidiœcesis Tiranensis-Dyrracena
Localização
País  Albânia
Dioceses sufragâneas Diocese de Rrëshen
Administração Apostólica da Albânia Meridional
Estatísticas
Área 2,263 km²
Informação
Rito Romano
Criação da diocese 1300
Padroeiro São Paulo
Governo da arquidiocese
Arcebispo Arjan Dodaj
Arcebispo emérito George Anthony Frendo
Jurisdição Arquidiocese Metropolitana

TerritórioEditar

A arquidiocese inclui as cidades de Durrës e Tirana, onde se localiza a Catedral de São Paulo.

O território está dividido em 18 paróquias.

A província eclesiástica inclui a Diocese de Rrëshen e a administração apostólica da Albânia Meridional.

HistóriaEditar

A diocese de Durrës tem origens antigas. Segundo a tradição, o primeiro bispo foi São Cesário, um dos setenta e dois discípulos, mencionado no Novo Testamento. Ainda de acordo com a tradição, São Asteio, sucessor de São Cesário, teria assumido o trono de Durrës, sendo martirizado durante o império de Trajano, por volta do ano 100.[1]

O primeiro bispo historicamente estabelecido foi Eucário, presente no Primeiro Concílio de Éfeso em 431. Já naquela época a região recebia o nome da província romana de Ilíria. No século X, quatro dioceses são consideradas sufragâneas de Durrës: Stefaniaco, Cunavia, Croia e Elisso.[2]

Nos séculos seguintes, a diocese foi muito disputada por diversos povos, como gregos, búlgaros e sérvios, tendo os gregos prevalecendo, e Durrës sendo colocada sob autoridade do Patriarca de Constantinopla.

Em 1400 perdeu o posto de metropolitana e tornou-se imediatamente sujeita à Santa Sé, mantendo o título de Arquidiocese. Durante a dominação otomana de 1501, a sucessão episcopal foi repetidamente interrompida e os bispos mudaram a sede episcopal para Kurbin, e, em 1509, para Canovia.[3] Já no início do século XX, os arcebispos de Durrës residiam em Delbenisti.[4]

Em 10 de março de 1926 no breve apostólico Quae rei sacrae, do Papa Pio XI, vendeu uma porção de terra, que correspondia à região de Epiro, à Arquidiocese de Corfu, Zacinto e Cefalônia.

A arquidiocese ficou fechada durante o regime comunista de Enver Hoxha – entre 18 de abril de 1958 e 1992 – período em que foi considerada administração apostólica, sob o controle de Nikollë Troshani.

Em 23 de dezembro de 1992, a arquidiocese recebeu o nome de Durrës-Tirana, que perdura até hoje, pelo papa João Paulo II.

Em 7 de dezembro de 1996 parte do território da arquidiocese, juntamente com o que pertence à abadia territorial de Orosh (que foi suprimida), foi designado para a recém-erigida Diocese de Rrëshen.

Em 25 de janeiro de 2005 João Paulo II a restaura como metropolitana, através da bula papal Solet Apostolica Sedes.

LíderesEditar

Arcebispos gregosEditar

  • Eucário (mencionado em 431)
  • Lucas (antes de 449 - após 458)
  • Desconhecido (mencionado em 519)
  • Mariano (mencionado em 553 aprox.)
  • Urbício (mencionado em 598)
  • Sisinnio (mencionado em 692)
  • Nicéforo (mencionado em 787)
  • Antonio (mencionado em 822 aprox.)
  • Luciano (mencionado em 879)
  • Desconhecido (mencionado em 912 / 923 aprox.)
  • Lorenzo (antes de 1030 - após 1054)

Arcebispos latinosEditar

EstatísticasEditar

A arquidiocese, até o final de 2010, em uma população de 1.205.000 pessoas, havia batizado cerca de 130.380, o que corresponde a 10,8% do total.

FontesEditar

Referências

  1. Sant'Astio ed altri martiri di Durazzo sono ricordati alla data del 7 luglio nel Vetus Martyrologium Romanum.
  2. Heinrich Gelzer, Ungedruckte und ungenügend veröffentlichte Texte der Notitiae episcopatuum, in: Abhandlungen der philosophisch-historische classe der bayerische Akademie der Wissenschaften, 1901, p. 558, nn. 624-628.
  3. La città di Canovia oggi scomparsa si trovava a settantacinque miglia da Durazzo: vedi Gaetano Moroni, Dizionario di erudizione storico-ecclesiastica, vol. VII, Venezia 1841, p. 198.
  4. Il villaggio di Delbenisti o Delbnisht, oggi una frazione del comune di Milot, era il centro più importante della regione di Kurbin. Sorge nella valle del fiume Mati a sud di Alessio.

Ver tambémEditar