Abrir menu principal

Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

(Redirecionado de Arquivo Histórico de Caxias do Sul)
Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami
Tipo biblioteca, arquivo municipal, arquivo
Geografia
Coordenadas 29° 10' 3.760" S 51° 9' 52.711" O
Localização Caxias do Sul
País Brasil

O Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami é uma instituição cultural de Caxias do Sul, RS, e funciona num prédio histórico da cidade, a antiga casa e comércio de Vicente Rovea, sito à avenida Júlio de Castilhos 318.

Índice

A InstituiçãoEditar

O Arquivo Histórico abriga um vasto acervo documental abrangendo fotografias, manuscritos e documentos oficiais, além de um banco de memória oral, livros e outros itens. O acervo possui em torno de 500 mil documentos de origem pública, 500 mil de origem particular, 600 depoimentos gravados, 5 mil livros, 300 periódicos e mais de 200 mil fotografias. Dentre os núcleos mais importantes da coleção estão os 100 mil negativos do atelier de fotografia de Ulysses Geremia, que documentou a fisionomia da cidade e suas transformações ao longo de várias décadas.

HistóricoEditar

O Arquivo Histórico foi criado em 5 de agosto de 1976, pelo Decreto nº 4047, funcionando em um anexo do Museu Municipal até 1999, quando foi transferido para o prédio do antigo comércio de Rovea. Em 1997 foi acrescentada à denominação oficial a homenagem ao historiador caxiense João Spadari Adami, por sua importante contribuição para o resgate e preservação da história local.

SetoresEditar

 
Comemorações de Ano Novo, 1899-1910
  • Arquivo Permanente da Administração Pública, com documentação oficial de origem pública da antiga Diretoria da Colônia Caxias (1875-1884) e da Comissão de Medição das Terras e Lotes (1884-1906), dos arquivos da Intendência (1890-1930) e da Prefeitura (1930-1970) e o arquivo do Conselho Municipal (1890-1935), constituindo um grande acervo de leis, atos, ofícios, processos administrativos, projetos arquitetônicos, mapas, registros de impostos, entre outros itens.
  • Arquivos Particulares, composto por documentos familiares e comerciais, e de outras associações de caráter privado, como cartas, livros comerciais, partituras, cadernos escolares, diplomas, etc, além de material proveniente das antigas e extintas vinícolas de Caxias do Sul.
  • Banco de Memória, que preserva narrativas sobre a história local e regional, e sobre atividades cotidianas da população.
  • Fototeca, formada por fotografias em suportes variados, com milhares de peças que retratam a paisagem urbana e rural da cidade, além de personagens em seus hábitos e costumes.
  • Hemeroteca, integrada por periódicos que circularam em Caxias do Sul desde seus primórdios até a atualidade. Entre as principais coleções de jornais destacam-se a do O Caxiense, o primeiro editado na cidade (1897); do Città di Caxias (1915-1922), em italiano; do Correio Riograndense, de 1909 até hoje, e do Pioneiro, de 1948 até os dias atuais. Também fazem parte desta seção revistas, boletins, cartões-postais, folheteria e estampas.
  • Biblioteca, organizada para fornecer subsídios a pesquisadores com obras relativas à imigração italiana, à história de Caxias do Sul e a assuntos relativos ao acervo documental.

O prédio históricoEditar

O edifício foi erguido em 1890 por Vicente Rovea, no então chamado bairro Caipora. De início era ao mesmo tempo moradia da família Rovea e estabelecimento comercial. Em 1926 a propriedade passou para as mãos do médico Romolo Carbone, que instalou um hospital e sua residência, e acabou emprestando seu nome ao prédio. Após sua venda em 1945 para a empresa Dino Cia., o imóvel pertenceu também a Júlio Eberle, Oscar Martini, virou casa de aluguel e, após ameaça de demolição, foi adquirido por um grupo de empresas caxienses, lideradas por Dagoberto Lima Godoy e Paulo Iroquez Bertussi, e doado, em 1985, à municipalidade. Após restauro, foi destinado a abrigar o Arquivo Histórico Municipal.

A construção é um bloco cúbico em estilo eclético, em três pavimentos, com uma ornamentação discreta, mas não desprovido de dignidade. Originalmente o prédio possuía apenas dois pavimentos no alinhamento da avenida Júlio de Castilhos, e três na parte traseira devido ao declive do terreno, mas com o rebaixamento do trecho foi criada uma fachada térrea adicional, que alterou drasticamente a harmonia primitiva do conjunto. Hoje o térreo possui uma série de aberturas retangulares e é revestido com argamassa rústica. O pavimento superior, com revestimento liso, mostra belas aberturas em arco redondo e pilastras coríntias, e acima deste pavimento um último apresenta suas aberturas novamente retangulares com marcos delicados e novamente pilastras, destacando-se uma pequena sacada com gradil de ferro no centro da fachada. O prédio é arrematado apenas por uma cornija pouco saliente. O prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS (IPHAE) em 23 de dezembro de 1986.

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  • Memória preservada. In Informe Comercial do Bairro Lourdes. Caxias do Sul: Jornal Pioneiro, 28 de fevereiro de 2007.

Ligações externasEditar