Arzaua[1] (em hitita: Arzawa) era uma região não muito bem definida da Anatólia ocidental e,[2] às vezes, por extensão, se usa também para referir-se à aliança (Assua) dos reinos da região (o maior dos quais se costuma chamar "Arzaua Menor"). Da cultura de Arzaua pouco se sabe,[carece de fontes?] exceto que a língua da corte era o lúvio,[2] aparentado do hitita.

ArqueologiaEditar

As descobertas desse povo começaram no final do século XIX. Em 1879 o pesquisador Archibald Sayce relacionou descobertas feitas em Magnésia com as de Iazilicaia (oeste e centro da atual Turquia) como sendo de uma mesma cultura pré-grega, e que estas seriam do "império Hitita perdido".[3]

A própria Arzaua só foi revelada, entretanto, em 1902, quando o estudante norueguês J. A. Knudtzon encontrou no Egito cartas dos faraós Amenófis III e seu filho, Aquenáton, escritas num idioma até então desconhecido, que levaram-no a identificar a família linguística dos textos como sendo indo-europeias e o nome do reino a que se dirigia, sendo vertido este, então, para arzauano.[3]

Num primeiro momento, as descobertas arqueológicas se dirigiram para as descobertas sobre o povo hitita, que era referido assim na Bíblia, e pouco interesse houve na descoberta de Arzaua, a tal ponto que mesmo hoje nenhum local importante tenha sido identificado. Apesar disto, referências a Arzaua foram encontradas, quer em novos textos descobertos, quer na revisão da tradução de alguns antigos, especialmente o que fala de Ramessés III e os povos do mar, de 1850.[3]

Sua capital pode ter sido Zipasla - um lugar próximo a Magnésia - ou mesmo Éfeso, cuja semelhança gráfica antiga com Apasas, local arzauano, é aventada.[carece de fontes?]

HistóricoEditar

As confederações dos reinos de Arzaua foram um problema constante para os hititas,[2] que tiveram que intervir em numerosas ocasiões para repelir invasões de seu próprio território ou para assegurar que seus vassalos não fossem expulsos da região. O momento apicial de Arzaua ocorreu durante o reinado de Tarundaradu (primeira metade do século XIV a.C.), contemporâneo dos reis hititas Arnuanda I e Tudália II: a debilidade hitita durante o final do governo de Arnuanda colocou Tarundaradu em posição que poderia reclamar a hegemonia sobre a Anatólia, até ao ponto em que Amenófis III, faraó da XVIII dinastia egípcia, firmou um pacto com ele. Entretanto, Tudália II conseguiu recuperar o poderio hitita, e seus sucessores Supiluliuma I e Mursil II, impuseram seu controle sobre toda Arzaua.[carece de fontes?]

Apesar de contínuas rebeliões, Arzaua permaneceu sob o domínio hitita até o desaparecimento destes (1 200 a.C., aproximadamente), momento no qual surgem diversas monarquias distintas de cultura hitita em Arzaua, que posteriormente darão lugar ao Reino da Lídia.[carece de fontes?]

Referências

  1. Araújo 1991, p. 140.
  2. a b c Encyclopaedia Britannica, acessada em novembro de 2008
  3. a b c Arzawa Arquivado em 2 de fevereiro de 2004, no Wayback Machine., estudo por David Ross (acessado em novembro de 2008).

BibliografiaEditar

  • Araújo, Luís Manuel de (1991). «De Charuhen a Kadesh - Relações entre o Egipto do Império Novo e a Ásia». CADMO. 1 
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