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Associação Comercial da Bahia

associação comercial brasileira sediada em Salvador
Associação Comercial da Bahia
(ACB)
Fachada do palácio em que está situada a associação
Fundação 15 de julho de 2011
Estado legal Salvador
Sede Salvador
Sítio oficial www.acbahia.com.br

Associação Comercial da Bahia (ACB) é uma associação patronal criada no dia 15 de julho de 1811, pelo oitavo Conde dos Arcos, sendo a mais antiga associação patronal do Brasil.[1] Foi fundada com o nome de Praça do Comércio. O edifício, em estilo neoclássico, inaugurado numa solenidade em 28 de janeiro de 1817, possui valor histórico e turístico.[1]

Índice

HistóriaEditar

 
Óleo de A. baeta na Associação Comercial da Bahia, retratando Dom João VI com o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas.

O edifício da Associação Comercial da Bahia foi um projeto iniciado em 15 de julho de 1811, por ordem do antigo governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Britto, VIII Conde dos Arcos, tendo sua inauguração em 28 de janeiro de 1817. Sua localização foi determinada pelo governador: onde estava o antigo Forte de São Fernando, que foi desativado. No prédio atual, ainda pode ser encontrada parte da estrutura da antiga fortificação.

As obras para o novo porto começaram e trouxeram como consequência um projeto de reurbanização da zona portuária e comercial, criando novos espaços públicos, como avenidas, ruas e praças. Assim, começou-se um debate sobre a possibilidade de desapropriação do Palácio da Associação Comercial, cujos dirigentes chegaram a discutir o valor da mesma, em 1912, exigindo a doação de uma nova área próxima e uma alta indenização para a nova construção. Mesmo assim, Em 13 de junho de 1938, o edifício foi tombado pelo atual Iphan, órgão do Ministério da Cultura.

Atualmente a Associação, que abrigava atividades públicas e privadas, não agrega nenhum serviço que não seja da própria entidade.

ArquiteturaEditar

O arquiteto e sargento-mor responsável pelo projeto foi o português Cosme Damião da Cunha Fidié. A edificação foi construída a partir do estilo neoclássico. Sua planta é retangular, com duas fachadas principais, cada uma voltada para uma praça. Apesar de serem simétricas, há elementos que podem as diferencias. A primeira, voltada para a Praça Riachuelo, possui quatro escadas de mármore e quatro colunas inspiradas em monumentos da Grécia, e a segunda, voltada para a Praça Conde dos Arcos, possui duas escadas de mármore e não conta com colunas.

 
Cartão postal de Salvador, por J. Mello, de 1912, mostrando o edifício

A construção da Praça Riachuelo se deu por parte da Associação e ocorreu pelo surgimento de um pequeno aterro em uma parte tomada pelo mar. Por ter acontecido no local de chegada de visitantes, o lugar foi valorizado, juntamente com a fachada voltada para o mar, que se tornou a principal entrada da edificação em 1867.

Seus pavimentos atualmente são configurados da seguinte forma: No térreo estão localizadas as salas administrativas e um auditório. Há também uma espécie de memorial que expõe os alicerces do antigo forte ali localizado e uma cela que havia sido utilizada como uma prisão provisória. No primeiro andar, está o corpo do edifício, que possui o chamado Salão Nobre, dividindo o andar em duas alas que abrigam a Recepção, a Sala de Reuniões e a Sala do Presidente. O segundo pavimento abriga a Biblioteca e a Câmara e Conciliação, Mediação e Arbitragem. Por último, encontra-se o sótão, quer servia como depósito mas vem passando por um projeto para uma destinação que inclua a visitação pública.

Para a comemoração de seus 200 anos, a Associação passou por uma reforma e restauração. Foi criado um serviço de apoio aos visitantes e instalado um núcleo de informática de forma interativa para que se tenha acesso às informações de sua história. Conta também com um acervo artístico com quadros valiosos, incluindo um de Portinari, fotografias antigas, mobiliário original, etc.

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar