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Avelino Ferreira Torres

político português (1945-2019)
Avelino Ferreira Torres
Nascimento 26 de janeiro de 1945
Amarante
Morte 8 de outubro de 2019 (74 anos)
Cidadania Portugal
Ocupação político

Avelino Ferreira Torres (Amarante, Rebordelo, 26 de janeiro de 1945Penafiel, 8 de outubro de 2019) foi um político português.

CarreiraEditar

Avelino Ferreira Torres tornou-se, com o apoio do irmão mais velho — Joaquim Ferreira Torres, empresário e cabecilha do MDLP, assassinado em 1979 —, proprietário de empresas de serração de madeiras, tipografias e jornais, por volta da década de 1980.

Presidiu ao Futebol Clube do Marco, em Marco de Canaveses, que o levaria a exercer funções no Conselho Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, já na década de 1990.

Em 1983 foi eleito, pela primeira vez, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, pelo CDS-PP, mantendo-se até 2005, ano em que abandonou a autarquia para se candidatar à Câmara Municipal de Amarante, de onde era natural, tendo perdido para o PS.

Na política e no futebol, as polémicas sempre foram uma constante na sua vida pública. Em julho de 1985, convidou as Doce a participarem num espetáculo em Marco de Canaveses. No decorrer desse espetáculo, o então presidente quis gravar a atuação em vídeo. Como tal foi recusado pelas cantoras, uma vez que não fazia parte do contrato, Avelino Ferreira Torres subiu ao palco e chamou-as de "lambisgóias" e "badamecas". Num jogo de futebol do Marco de Canaveses, por discordar de decisões do árbitro, assumiu uma postura violenta, no estádio que ostentou o seu nome. Posteriormente o seu nome foi retirado do estádio a que foi atribuído o nome "Estádio Municipal do Marco de Canaveses".

Figura regular dos meios de comunicação nacionais, aceitou também participar no reality-show televisivo Quinta das Celebridades (2004).

Entretanto, em 2004, no Tribunal do Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres foi condenado a três anos de cadeia, com pena suspensa, por crime de peculato. Mas na Relação, em 2006, foi entendido alterar a qualificação do crime para abuso de poder e atenuar a pena para dois anos e três meses. Na sequência de vários anos de sucessivos recursos para os tribunais superiores a pena foi considerada prescrita em 4 de maio de 2011 pelos juízes do Tribunal da Relação do Porto.[1]

Ferreira Torres foi arguido no processo Apito Dourado, além de ter sido acusado por crimes de corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão. Em março de 2009 foi absolvido pelo Tribunal do Marco de Canaveses dos quatro crimes de que estava acusado pelo Ministério Público.[2]

Foi candidato à Câmara Municipal de Amarante em 2009, tendo sido derrotado.

Em 2013, Ferreira Torres, líder da concelhia do CDS recandidatou-se à liderança da autarquia numa lista independente, contando o apoio de toda a concelhia democrata-cristã, cujos membros, por unanimidade, aprovaram apoiar a candidatura independente.[3]

Nas eleições autárquicas de setembro de 2013, ficou em segundo lugar e a candidatura com que se apresentou a votos, Marco Confiante com Ferreira Torres, elegeu dois vereadores[4].

Em setembro de 2016, anunciou que em 2017 iria ser candidato em Amarante, mas ainda não tinha decidido se o faria pelo CDS ou à frente de uma lista independente.[5]

Mais tarde, anunciou, por comunicado, a sua desistência à presidência da Câmara de Amarante alegando problemas de saúde.

Porém, em 2017, candidatou-se à freguesia de Rebordelo como independente pelo movimento RFT - Rebordelo Ferreira Torres.

O seu CDS coligado com o PSD, venceu as eleições com outro candidato. Dos 227 eleitores que foram às urnas na freguesia de Rebordelo apenas 34 eleitores (14,98%) votaram no movimento RFT (Rebordelo Ferreira Torres). A Coligação PSD/CDS Afirmar Amarante venceu a eleição com 133 votos (58,59%). Ainda assim o RFT conseguiu eleger um membro para a Assembleia de Freguesia de Rebordelo, lugar que foi ocupado por Ferreira Torres.[6]

Morreu a 8 de outubro de 2019, aos 74 anos de idade, no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, onde se encontrava internado devido a complicações decorrentes de uma infeção respiratória e pulmonar.[7][8]

Referências