Béla Balázs

Béla Balázs (Szeged, 4 de agosto de 1884Budapeste, 17 de maio de 1949) foi um crítico e teórico de cinema, escritor e poeta húngaro, desenvolvedor da teoria formalista cinematográfica.[1]

Béla Balázs
Nome completo Herbert Béla Bauer
Nascimento 21 de fevereiro de 1942
Szeged, Hungria
Morte 25 de setembro de 2019 (77 anos)
Budapeste, Hungria
Nacionalidade húngaro

BiografiaEditar

Filho de Simon Bauer e Eugénia Léwy, Béla Balázs adotou este nome na assinatura de artigos escritos para jornais antes mesmo de sua ida a Budapeste em 1902. Foi um dos fundadores do Sonntagskreis ou Círculo do Domingo, grupo de estudos criado em 1905 ao lado de Arnold Hauser, György Lukács e Karl Mannheim.[2] Ele é talvez mais lembrado como o libretista de A kékszakállú herceg vára, escrita originalmente para seu colega de quarto Zoltán Kodály, que, por sua vez, a apresentou ao compositor da ópera, Béla Bartók.[3][4]

O colapso da repentina República Soviética Húngara sob a liderança de Béla Kun em 1919 deu início a um longo período de exílio em Viena e na Alemanha e, de 1933 a 1945, na União Soviética. Em Viena, tornou-se um escritor assíduo de críticas de filmes. Seu primeiro livro sobre cinema, Der sichtbare Mensch (1924), ajudou a fundar a teoria do "filme como uma linguagem", que exerceu influência sobre Sergei Eisenstein e Vsevolod Pudovkin.[5]

Em 1949, ele recebeu o prêmio mais ilustre de seu país, o Prêmio Kossuth. Ainda neste ano, concluiu Theory of the film, livro teórico lançado em inglês postumamente. Em 1958, o Prêmio Béla Balázs foi fundado e nomeado em sua homenagem como um prêmio para reconhecer produções cinematográficas.[6]

FilmografiaEditar

  • Moderne Ehen (1924)
  • Madame wünscht keine Kinder (1926)
  • Eins + Eins = Drei (1927)
  • Das Mädchen mit den fünf Nullen (1927)
  • Grand Hotel...! (1927)
  • Doña Juana (1927)

Referências

  1. Leal, João Victor Resende. «O olhar desencarnado: jogos de máscaras no cinema de ficção científica» (PDF). Galáxia (39): 72-87. doi:10.1590/1982-255435362. Consultado em 8 de novembro de 2020 
  2. Pereira, Ana Sofia. «O cinema em Portugal tem sexo?». Faces de Eva: 221-232. Consultado em 8 de novembro de 2020 
  3. Oliveira Júnior, Luiz Carlos. «Retratos em movimento». Ars. 15 (31): 183-208. doi:10.11606/issn.2178-0447.ars.2017.131544. Consultado em 8 de novembro de 2020 
  4. Pires, Yasmin; Villa, André. «A representação do silêncio no cinema sonoro». Visualidades (UFG). 17 (25): 1-25. doi:10.5216/vis.v17.50269. Consultado em 8 de novembro de 2020 
  5. Ríos, Valeria. «Materialidad, formas de vida y animalidad en películas de Ignacio Agüero y José Luis Torres Leiva». Cuadernos (43): 85-92. doi:10.7764/cdi.43.1463. Consultado em 8 de novembro de 2020 
  6. Santos, Marcelo Moreira. «Cinema e semiótica: a construção sígnica do discurso cinematográfico». Fronteiras. 13 (1): 11-19. doi:10.4013/fem.2011.131.02. Consultado em 8 de novembro de 2020  line feed character character in |título= at position 41 (ajuda)

Ligações externasEditar