Bacalhau-da-groenlândia

Bacalhau-da-Groenlândia (Gadus ogac), também chamado bacalhau-da-Gronelândia, é um peixe marinho demersal membro da família Gadidae, gênero Gadus, que ocorre no Oceano Ártico desde a costa norte do Alasca ao longo da costa norte do Canadá até a costa sudoeste da Groenlândia. No noroeste do Atlântico, o limite sul da área de distribuição fica na Ilha do Cabo Bretão. Uma população isolada vive no Mar Branco, no norte da parte européia da Rússia[1].

Como ler uma infocaixa de taxonomiaBacalhau-da-Groenlândia
Voyages de la Commission scientifique du Nord, en Scandinavie, en Laponie, au Spitzberg et aux Feröe - no-nb digibok 2009040611001-99.jpg
Estado de conservação
Espécie não avaliada
Não avaliada
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Gadiformes
Família: Gadidae
Género: Gadus
Espécie: G. ogac
Nome binomial
Gadus ogac
J. Richardson, 1836

DescriçãoEditar

O bacalhau da Groenlândia tem geralmente 60 cm de comprimento, o comprimento máximo é de 77 cm. A população no Mar Branco tende a ser menor. Os peixes são de cor escura com uma barriga mais clara. Existem alguns pontos indistintos nas laterais do corpo e nas costas. O peritônio é escuro. A cabeça é relativamente larga, a distância entre os olhos é de 18 a 25% do comprimento da cabeça[2].

TaxonomiaEditar

Segundo estudos genéticos moleculares do ano de 1999, chegou-se a conclusão de que o gadus macrocephalus é idêntico à espécie gadus ogac.[3] O gadus ogac seria, portanto, teoricamente sinônimo do gadus macrocephalus[4]. No entanto, o ITIS ainda lista o Gadus ogac como um nome válido científicamente[5].

PescaEditar

 
Captura global do bacalhau-da-Groenlândia em toneladas, de acordo com dados da FAO, 1950–2010[6]

O bacalhau-da-Groenlândia não forma cardumes e vive principalmente perto da costa, isto é, desde a superfície do mar até 200 metros de profundidade[7]. A espécie raramente é encontrada em alto mar ou em águas mais profundas. Ele tolera água mais salobra, mas até agora não foi observado sua presença em água doce. O bacalhau-da-Groenlândia amadurece sexualmente entre os três e quatro anos de idade[8]. Os peixes aparecem mais em águas rasas entre fevereiro e maio de cada ano. Após a desova, os ovos submergem no fundo do mar. O bacalhau-da-Groenlândia se alimenta de Osmeridae, de Pleuronectiformes, do bacalhau-polar, do camarão, do caranguejo, do krill, de cefalópodes, de Polychaeta e de Echinodermata[9]. A idade máxima que o peixe pode alcançar é de 9 a 11 anos[10].

Ver tambémEditar

Referências

  1. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.
  2. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.
  3. Carr, S. M.; Kivlichan, D. S.; Pepin, P.; Crutcher, D. C. (1999). «Molecular systematics of gadid fishes: Implications for the biogeographic origins of Pacific species». Canadian Journal of Zoology. 77: 19–26. doi:10.1139/z98-194 
  4. Carr, S. M.; Kivlichan, D. S.; Pepin, P.; Crutcher, D. C. (1999). «Molecular systematics of gadid fishes: Implications for the biogeographic origins of Pacific species». Canadian Journal of Zoology. 77: 19–26. doi:10.1139/z98-194 
  5. «Gadus ogac» (em inglês). ITIS (www.itis.gov). Consultado em 6 de março de 2020 
  6. Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em março de 2020.
  7. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.
  8. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.
  9. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.
  10. Site da FAO sobre o Gadus ogac (Richardson, 1836) FAO, Species Fact Sheet. Consultado em fevereiro de 2020.

Ligações externasEditar