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As Meninas ou A Família de Felipe IV, Diego Velázquez, 1656, Museu do Prado.
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Ver artigo principal: Barroco
Ver artigo principal: Pintura na Espanha

A Pintura barroca espanhola desenvolveu-se durante todo o século XVII e primeira metade do século XVIII.[1] O Caravagismo e o Tenebrismo determinarão o estilo dominante da pintura espanhola na primeira metade do século. Depois surgiram as influências do Barroco flamengo com a chegada de Rubens a Espanha, entre 1603 e 1628, e do italiano Luca Giordano em 1692. É o Século de Ouro da pintura espanhola que finalizou com o surgimento do Rococó, de influência francesa.

Índice

GênerosEditar

Instrumento da Contrarreforma, a pintura tinha como fim principal persuadir as pessoas, daí sua aceitação das correntes naturalistas do começo do século XVII. Além dos trabalhos triunfais e gigantes em igrejas, são populares os retábulos e obras para capelas particulares com imagens de santos.

Também se desenvolvem os temas profanos, tais como o bodegón e o retrato. A partir da obra de Juan Sánchez Cotán ficou definido um gênero de natureza morta geométrico e de linhas duras com iluminação tenebrista, que mais tarde tornou-se suntuoso e complexo, até mesmo teatral, como os quadros de Juan de Arellano, Antonio de Pereda e Juan de Valdés Leal.

O retrato espanhol começou com El Greco, fixando suas raízes em (Ticiano) e na pintura hispano-flamenca de Antonio Moro e Alonso Sánchez Coello. Pinturas mitológicas era realizadas para decoração de residências

EscolasEditar

 
Martirio de San Andrés, Juan de Roelas, 1609-1613, Museu de Bellas Artes de Sevilha.

Escola MadrilenhaEditar

No começo do século XVII trabalharam em Madri e Toledo uma série de pintores diretamente relacionados com os artistas italianos que vieram trabalhar ano Monastério de El Escorial; os exemplos paradigmáticos são Eugenio Cajés (1575-1634) e Vicente Carducho (1576/1578-1638). Na escola do Escorial se formaram também Juan Sánchez Cotán e Francisco Ribalta. Influenciados pela presença em Madri de Orazio Borgianni e das pinturas de Carlo Saraceni, adquiridas para a catedral de Toledo pelo Cardeal Bernardo de Sandoval y Rojas, tratavam os temas religiosos com maior realismo que a pintura imediatamente anterior: Juan van der Hamen (1596-1631), Pedro Núñez del Valle e Juan Bautista Maíno (1578-1649).

Entre as figuras que representam a transição do tenebrismo para o barroco pleno estão Juan Andrés Ricci (1600-1681) e Francisco de Herrera el Mozo (1627-1685). O auge do é representado por Francisco Rizi (1614-1685) e Juan Carreño de Miranda (1614-1685). A última grande figura do barroco madrilenho é Claudio Coello (1642-1693), pintor da corte.

Escola ToledanaEditar

Em Toledo se sobressaiu Juan Sánchez Cotán (1560?-1627), pintor eclético famoso por seus bodegones harmônicos e ordenados. Outros artistas toledanos destacados foram Luis Tristán e Pedro Orrente.

Escola ValencianaEditar

Os tenebristas Francisco Ribalta (1565-1628) e José de Ribera (1591-1652) foram expoentes da chamada escuela valenciana.

Escola AndaluzaEditar

No começo do século, em Sevilha, cidade então em seu auge econômico, era dominante uma pintura tradicional com influências flamencas, cujo maior representante era o maneirista Francisco Pacheco. Outros artistas foram Francisco de Zurbarán, Alonso Cano e Bartolomé Esteban Murillo.

VelázquezEditar

 Ver artigo principal: Velázquez

Destaca-se nesse século a figura de Diego Velázquez, o retratista máximo da Espanha, nascido em Sevilha.

Pintura barroca nas Colônias Espanholas da AméricaEditar

 Ver artigo principal: Arte colonial hispanoamericana

Ver TambémEditar

BibliografiaEditar

  • AA.VV. (1991). Enciclopedia del Arte Garzanti. [S.l.]: Ediciones B, Barcelona. ISBN 84-406-2261-9 
  • Burke, Marcus y Cherry, Peter, (1997). Collections of paintings in Madrid, 1601-1755. [S.l.]: Getty Publications, Los Ángeles. ISBN 0-89236-496-3 
  • Francisco Calvo Serraller|Calvo Serraller, F., Los géneros de la pintura, Taurus, Madrid, © Santillana Ediciones Generales, S.L., 2005, ISBN 84-306-0517-7
  • De Antonio, Trinidad (1989). El siglo XVII español. [S.l.]: Historia 16, Madrid 
  • Marías, Fernando (1989). El largo siglo XVI. [S.l.]: Madrid, Taurus. ISBN 84-306-0102-3 
  • Alfonso Pérez Sánchez:
    • EL SIGLO XVII: EL SIGLO DE ORO, en el artículo «España» (págs. 582 y 583) del Diccionario Larousse de la Pintura, I, Planeta-Agostini, Barcelona, 1987. ISBN 84-395-0649-X
    • «El barroco español. Pintura», págs. 575-598, en Historia del arte, Madrid, © Ed. Anaya, 1986, ISBN 84-207-1408-9
    • Pintura barroca en España (1600-1750). [S.l.]: Madrid, Cátedra. 1992. ISBN 84-376-0994-9 Verifique |isbn= (ajuda) 

Referências

  1. Alfonso E. Pérez Sánchez, Pintura barroca en España (1600-1750), Madrid, Cátedra, 1992, ISBN 84-376-0994-1.

Ligações externasEditar

 
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