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Biliverdina

composto químico
Biliverdina
Alerta sobre risco à saúde
Biliverdin3.svg
Identificadores
Número CAS 114-25-0
PubChem 251
ChemSpider 10628548
MeSH Biliverdin
ChEBI 17033
Propriedades
Fórmula molecular C33H34N4O6
Massa molar 582.646
Ponto de fusão

> 300 °C

Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Biliverdina é um pigmento biliar tetrapirrólico e é um produto do catabolismo do grupo heme[1][2]. É o pigmento responsável pela cor esverdeada às vezes vista em hematomas.

MetabolismoEditar

A biliverdina resulta da quebra da porção heme da hemoglobina nos eritrócitos. Os macrófagos fagocitam eritrócitos senescentes e degradam o heme em biliverdina, juntamente com a hemossiderina, na qual a biliverdina rapidamente se reduz à bilirrubina livre.[1][3]

A biliverdina é vista em algumas contusões como uma cor esverdeada. Nos hematomas, sua degradação leva a uma cor amarelada.[2]

Função fisiológicaEditar

Embora normalmente considerada como um mero produto residual da quebra do heme, evidências sugerem que a biliverdina - e outros pigmentos biliares - têm um papel fisiológico em humanos vêm aumentando.[4][5] Os pigmentos biliares, como a biliverdina, possuem propriedades anti-mutagênicas e antioxidantes significativas e, portanto, podem desempenhar uma função fisiológica útil. [5] A biliverdina e a bilirrubina demonstraram ser potentes eliminadores de radicais peroxil.[4][5] Eles também mostraram inibir os efeitos de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, aminas heterocíclicas e oxidantes - todos eles mutagênicos. Alguns estudos descobriram que pessoas com níveis mais altos de concentração de bilirrubina e biliverdina em seus corpos têm menor frequência de câncer e doenças cardiovasculares.[4] Foi sugerido que a biliverdina - assim como muitos outros pigmentos tetrapirrólicos - pode funcionar como um inibidor da protease do HIV-1[6], além de ter efeitos benéficos na asma[5], embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar esses resultados. Atualmente, não há implicações práticas no uso de biliverdina no tratamento de qualquer doença.

Referências

  1. a b Boron W, Boulpaep E. Medical Physiology: a cellular and molecular approach, 2005. 984-986. Elsevier Saunders, United States. ISBN 1-4160-2328-3
  2. a b Mosqueda, L; Burnight, K; Liao, S (2005). "The Life Cycle of Bruises in Older Adults". Journal of the American Geriatrics Society. 53(8): 1339–1343. doi:10.1111/j.1532-5415.2005.53406.x. PMID 16078959
  3. Bulmer, AC; Ried, K; Blanchfield, JT; Wagner, KH (2008). "The anti-mutagenic properties of bile pigments". Mutation Research. 658 (1–2): 28–41. doi:10.1016/j.mrrev.2007.05.001. PMID 17602853
  4. a b c Bulmer, AC; Ried, K; Blanchfield, JT; Wagner, KH (2008). "The anti-mutagenic properties of bile pigments". Mutation Research. 658 (1–2): 28–41. doi:10.1016/j.mrrev.2007.05.001. PMID 17602853
  5. a b c d Ohrui, T; Yasuda, H; Yamaya, M; Matsui, T; Sasaki, H (2003). "Transient relief of asthma symptoms during jaundice: a possible beneficial role of bilirubin". The Tohoku Journal of Experimental Medicine. 199 (3): 193–6. doi:10.1620/tjem.199.193
  6. McPhee, F; Caldera, PS; Bemis, GW; McDonagh, AF; Kuntz, ID; Craik, CS (1996). "Bile pigments as HIV-1 protease inhibitors and their effects on HIV-1 viral maturation and infectivity in vitro". The Biochemical Journal. 320 (Pt 2): 681–6. doi:10.1042/bj3200681. PMC 1217983

Ligações externasEditar