Boi Aruá

filme de animação brasileiro de 1984

Boi Aruá (1984) é um longa-metragem de animação brasileiro, dirigido por Chico Liberato. O filme é baseado no livro O Boi Aruá de Luís Jardim. A estética do filme é inspirada na xilogravura de literatura de cordel, conta a história de um fazendeiro cujo poder é desafiado sete vezes pela extraordinária aparição de um boi misterioso, o Boi Aruá.[1]

Boi Aruá
 Brasil
1984 •  cor •  85 min 
Direção Chico Liberato
Baseado em O Boi Aruá de Luis Jardim
Género animação
Idioma português

Baseado no imaginário do sertanejo nordestino, Boi Aruá é muito mais do que uma simples e didática adaptação do universo nordestino: é uma transposição extremamente criativa desta cultura para o audiovisual. Com um traço típico dos desenhos de cordéis, mas à diferença da linha “em perfil” de J. Borges, tem uma estética própria, singela e poética. A própria narrativa é peculiar, nada óbvia e com diálogos soltos, e fica completamente justificada dentro do mergulho mitológico desejado.

A orquestração de Ernst Widmer acompanha a inventividade do contexto e, ao escutar a música de Elomar na segunda metade do filme, tudo faz sentido.

O enredo conta a história de um vaidoso e austero vaqueiro (Tibúrcio), que cisma em capturar um boi selvagem e encantado (Aruá). O desejo de laçar o boi mandinguento se torna uma obsessão que diz muito sobre a personagem, comparável à raiva do Capitão Ahab em pescar a sua Moby Dick. O boi é metamórfico - ora é um simples animal, ora uma espécie de Exu, ora vira uma constelação, ora é o próprio vaqueiro. No curso da história, a verdadeira natureza do Boi se revela ao vaqueiro Tibúrcio.

Referências

Ligações externasEditar

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