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Brasão de Goiânia
Brasão de Goiânia
Detalhes
Escudo A cor verde, no campo do escudo, simboliza a vitória, honra, cortesia, alegria e abundância na colheita. A flor-de-lis, no centro, é símbolo de poder, soberania e liderança; a grande pétala, acompanhada de botões, indica a condição de cidade capital. O lambel que sobrepõe à flor-de-lis é justificado pela condição histórica de Goiânia ser a segunda capital do Estado de Goiás. A onda de prata representa o córrego do Botafogo, às margens do qual foi construída a cidade. A bordadura, um aro em volta do escudo, evoca favor e proteção, carregada de oito bastões vermelhos, que simbolizam o dever de administrar com justiça, intrepidez e audácia, predicados que identificam os bandeirantes- promotores da conquista do território goiano.
Suportes à destra, um bandeirante, evocando o Anhanguera; à sinistra, um garimpeiro.
Lema Pela grandeza da pátria

O Brasão de Goiânia é um símbolo de Goiânia, município e capital do estado de Goiás, no Brasil.

ObservaçõesEditar

A coroa mural dourada, acima do escudo, é a peça utilizada na heráldica municipal (também denominada "civil") do Brasil como convenção para capitais de estado. Apesar de algumas exceções, várias capitais brasileiras adotam a mesma peça, não tendo esta necessariamente que seguir um padrão gráfico ou estilo único, contanto que possua cinco torres visíveis, contendo cada torre uma porta, preenchida em preto (sable), e a cor amarelo-escura ou dourada para sua reprodução.

ComposiçãoEditar

No escudo, estão, representados, um campo verde (ou sinopla) como fundo, representando esperança, simbologia de tempos imemoriais, quando o verde dos campos simbolizava a colheita dos alimentos plantados e a conseqüente fartura.

No centro do escudo, uma flor-de-lis dourada, simbolizando soberania e também o status de capital de estado, por isso recebendo representação denominada "florenciada" (referente ao trabalho e detalhamento das pétalas).

A onda de prata (que pode ser representada por cinza claro ou branco) simboliza o córrego do Botafogo, às margens do qual foi construída a cidade para se tornar capital do estado.

A bordadura (margens) do escudo recebem a cor prata, símbolo heráldico de força, grandeza, mando, nobreza, riqueza, esplendor e glória.Na bordadura incluem-se oito chamas em goles (vermelho), simbolizando o direito de administrar com justiça.

O lambel, a peça logo acima da flor-de-lis, diferencia os membros segundos de uma casa. Em heráldica, é costume entre membros de família nobre (filhos de reis, sobrinhos de rei, irmão ou irmã de rei) adicionar esta peça ao seu brasão particular para indicar posição subalterna na hierarquia familiar. Aqui, ele possui a função de indicar que Goiânia é, pela condição histórica, a segunda capital do Estado de Goiás.

Como tenentes do brasão, à destra[nota 1] o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, responsável pelo desbravamento, ocupação e colonização de origem europeia da região. A figura é baseada na estátua presente nos cruzamentos das avenidas Goiás e Anhanguera, conhecida como Monumento ao Bandeirante Anhanguera. Oposto a este, a de um garimpeiro faiscador, símbolo do primeiro bem econômico explorado na área, o ouro, e o consequente desenvolvimento e riqueza que este trouxe.

Finalmente, temos, em verde (sinopla), o listel (faixa abaixo do escudo). Inscrita no listel, em letras brancas, a frase "Pela Grandeza da Pátria".

Erro de confecçãoEditar

O tipo de escudo adotado por Goiânia recebe o nome de "somático", incomum na heráldica portuguesa e brasileira. Estas adotam, por padrão, o chamado "escudo redondo" (exemplo: escudo do brasão da cidade de São Paulo). O escudo somático é mais apropriado para a heráldica francesa, que, dele, muito se utiliza. O que, provavelmente, ocorre no caso de Goiânia é que, no momento de confecção do brasão, o autor das armas da cidade orientou-se por um período de fins do século XVIII e início do século XIX, quando a heráldica lusa, e por conseguinte a brasileira, sofreram enorme influência estilística francesa. Tal fase é considerada por Almeida Langhans[1] como "período ruim para a confecção brasonária portuguesa".

Notas

  1. Pela convenção heráldica, à destra (isto é, à direita) se refere ao lado esquerdo do espectador.

Referências

  1. Almeida Langhans, "Armorial do Ultramar Português". Agência Geral do Ultramar, 2 vols. 1966

http://imphic.ning.com/group/imagetica/forum/topics/correcao-do-brasao-da-cidade

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