Brega funk

Brega funk
Tati Zaqui, autora do hit "Surtada (Remix)", com Dadá Boladão.
Origens estilísticas eletrobrega
funk carioca
Contexto cultural 2011-presente, Brasil
Popularidade 2018-presente
Formas regionais
Pernambuco

O brega funk é um dos subgêneros do funk carioca, que surgiu em 2011, em Recife, Pernambuco, em uma junção com o eletrobrega.[1][2]

História

O brega funk teve o seu início em Recife, Pernambuco, por volta do ano de 2011, quando MCs da região começaram a unir canções de funk com batidas do eletrobrega, tendo como principais expoentes Sheldon, Cego, Tocha, Dadá Boladão e Tróia.[3]

O gênero tornou-se conhecido nacionalmente em 2018 quando a faixa "Envolvimento", de MC Loma, tornou-se uma das mais tocadas em todo o país.[4] Logo depois diversos artistas de brega funk ganharam repercussão nacional, como Jerry Smith, Mila e Thiaguinho MT, além de artistas de outros gêneros passarem a incorporar o estilo em suas músicas, como Pabllo Vittar, Psirico e Anitta.[5]

Em 2019, a música "Hit Contagiante" de Kevin o Chris e Felipe Original tornou-se a segunda música mais executada do Brasil na plataforma Spotify,[6] enquanto a canção "Vem me Satisfazer" de MC Ingryd, também uma canção original do brega funk, alcançou a quarta posição.[7] Superior a estas, "Surtada (Remix)", de Tati Zaqui e Dadá Boladão, tornou-se a primeira canção do gênero a ocupar o topo das paradas brasileiras da parada respectiva, tendo permanecido como a mais executada no país por trinta e cinco dias,[8] e logo após, foi sucedida por "Tudo Ok" de Thiaguinho MT e Mila, que ocupou o topo por três dias.[9]

O sucesso do brega funk fez com que o Spotify fizesse um documentário a respeito deste, em 2020, intitulado "O Brega Funk vai dominar o mundo", como parte da série "Música pelo Brasil".[10] Em 2020 o gênero se tornou o mais tocado no Carnaval em todo o Brasil, superando o axé, o pagode baiano, o samba e o funk carioca.[11] Além das músicas originais de brega funks, músicas nacionais e internacionais recebem remixes no estilo por parte de alguns produtores do gênero, como JS Mão de Ouro.[12] A plataforma de streaming Deezer afirmou que o crescimento do subgênero musical no início do ano de 2020 foi 680% superior ao do ano de 2019.[13]

Referências

  1. O sucesso de MC Loma. E o movimento brega-funk de Recife
  2. «Após superar tragédia, trio Meninos da Net faz sucesso em Recife misturando funk e brega». UOL. Consultado em 26 de março de 2020 
  3. «Como o brega-funk, que surgiu na periferia do Recife, emplacou hits nacionais no carnaval». Diário de Pernambuco. Consultado em 7 de abril de 2020 
  4. «O sucesso de MC Loma. E o movimento brega-funk de Recife». Nexo Jornal. Consultado em 26 de março de 2020 
  5. «CARNAVAL -"BREGA-FUNK, O NOVO REGGAETON, E BROTA NO BAILÃO", DIZ THIAGUINHO MT, AUTOR DO HIT 'TUDO OK'». Heloísa Tolipan. Consultado em 26 de março de 2020 
  6. «Kevin o Chris e Felipe Original - Hit Contagiante». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020 
  7. «MC Ingryd - Vem me Satisfazer». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020 
  8. «Surtada (Remix) - Tati Zaqui e Dadá Boladão». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020 
  9. «Tudo Ok - Thiaguinho MT e Mila». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020 
  10. «Spotify lança documentário sobre o brega-funk». Correio Braziliense. Consultado em 7 de abril de 2020 
  11. «Brega funk é o estilo musical que mais tocou no carnaval». Tribuna do Norte. Consultado em 26 de março de 2020 
  12. «Remixes brega-funk são apostas do verão e vão de Pabllo Vittar a 'Baby shark'». Globo. Consultado em 7 de abril de 2020 
  13. «Brega funk: a ascensão de um ídolo do ritmo que é a 'aposta' de 2020 no Brasil». Folha. Consultado em 7 de abril de 2020