Calcanhar de Aquiles

Disambig grey.svg Nota: Para o tendão, veja Tendão calcâneo.
Estátua de Aquiles moribundo na ilha de Corfu

Um calcanhar de Aquiles é uma fraqueza a despeito de uma força geral, que pode levar a derrota ou queda. Enquanto a origem mitológica se refere a vulnerabilidade física, referências idiomáticas a outros atributos ou qualidades que podem levar a queda são comuns.

OrigemEditar

Na mitologia grega, quando Aquiles era um recém-nascido, foi predito que ele morreria jovem. Para previni-lo de sua morte, sua mão Tétis o levou ao rio Styx, que deveria dar o poder da invulnerabilidade, e mergulhou seu corpo na água. Porém, já que Tétis segurava Aquiles pelos calcanhares, eles não foram lavados pela água. Aquiles cresceu e tornou-se homem de guerra que sobreviveu a muitas batalhas.

Embora a morte de Aquiles seja prevista pela Ilíada de Homero, ela não ocorre de fato na Ilíada, mas é descrita em poemas e dramas gregos e romanos posteriores que tratam dos eventos após a Ilíada, na guerra de troia. Nos mitos em torno da guerra, é dito que Aquiles morreu devido a uma ferida em seu calcanhar, tornozelo ou torso, que foi causada por uma flecha, talvez envenenada, atirada por Paris.

 
Pintura a óleo (aprox. de 1625) de Peter Paul Rubens da deusa Tétis banhando seu filho Aquiles no rio Styx, que corre pelo Hades. No fundo, o barqueiro Caronte carrega os mortos ao longo do rio.

AnatomiaEditar

O registro mais antigo do tendão sendo chamado de tendão de Aquiles é de 1693, pelo anatomista holandês Philip Verheyen. Em seu texto amplamente utilizado, Corporis Humani Anatomia, ele descreveu a localização do tendão e afirmou que ele era comumente chamado "o cordão de Aquiles".[1][2] Como uma expressão significando "área de fraqueza, ponto vulnerável", o uso de "calcanhar de Aquiles" é recente, datando apenas de 1840, com um uso implícito na citação de Samuel Taylor Coleridge: "Ireland, that vulnerable heel of the British Achilles!" de 1810 (Oxford English Dictionary).[3][necessário esclarecer]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Veheyen, Philip (1693), Corporis humani anatomia, Leuven: Aegidium Denique, p. 269, consultado em 12 de março de 2018, Vocatum passim chorda Achillis, & ab Hippocrate tendo magnus. (Appendix, caput XII. De musculis pedii et antipedii, p. 269) 
  2. Klenerman, L. (abril de 2007). «The early history of tendo Achillis and its rupture». The Journal of Bone and Joint Surgery. British Volume. 89–B (4): 545–547. PMID 17463129. doi:10.1302/0301-620X.89B4.18978 
  3. «Home : Oxford English Dictionary». www.oed.com (em inglês). Consultado em 29 de setembro de 2019