Nota: Se procura pelo satélite do planeta-anão Plutão, consulte Caronte (satélite).

Na mitologia grega, Caronte (em grego: Χάρων, transl.: Chárōn) é o barqueiro de Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas do rio Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Uma moeda para pagá-lo pelo trajeto, geralmente um óbolo ou dânaca, era por vezes colocado dentro ou sobre a boca dos cadáveres, de acordo com a tradição funerária da Grécia Antiga.[1] Segundo alguns autores, aqueles que não tinham condições de pagar a quantia, ou aqueles cujos corpos não haviam sido enterrados, tinham de vagar pelas margens por cem anos.

Interpretação do século XIX da travessia de Caronte, por Alexander Litovchenko.
Caronte ilustrado por Gustave Doré, para a Divina Comédia.

Caronte era filho de Nix (a Noite) e Érebo (a Escuridão). Era também irmão de Hipnos (o Sono) e Tânatos (a Morte).

No mitema da catábase, ou descida ao mundo dos mortos, alguns heróis - como Héracles, Orfeu, Enéas, Dioniso e Psiquê - conseguem viajar até o mundo inferior e retornar ainda vivos, trazidos pela barca de Caronte.


Referências

  1. Nunca nos olhos; todas as fontes literárias especificam a boca. Calímaco, Hécale, fragmento 278 in R. Pfeiffer, Callimachus (Oxford UP, 1949), vol. 2, p. 262; ordenado atualmente como fragmento 99 por A.S.D. Hollis, em sua edição Callimachus: Hecale (Clarendon Press, Oxford 1990), pp. 284f., do Suidas, tradução para o inglês online, especificando a boca, bem como Etymologicum Graecum ("Danakes"). Ver também Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, verbete "Charon" online, embora as evidências arqueológicas desmintam a afirmação de Smith de que todo cadáver recebia uma moeda; ver o artigo sobre o óbolo de Caronte.
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