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Carbonato de zinco

composto químico
Carbonato de zinco
Alerta sobre risco à saúde
Zn2+.svg Carbonate.svg
Nome IUPAC Carbonato de zinco
Identificadores
Número CAS 3486-35-9
PubChem 19005
Propriedades
Fórmula química CO3Zn
Massa molar 125.4 g mol-1
Densidade 4,43 g·cm-3[1]
Ponto de fusão

~300 °C (decomp.)[2]

Solubilidade em água 10 mg/l a 20 °C[2]
Riscos associados
Frases R R35
Frases S S60, S61
Compostos relacionados
Compostos relacionados Carbonato básico de zinco
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Carbonato de zinco, algumas vezes tratado como sal de zinco do ácido carbônico, é o composto químico inorgânico de fórmula ZnCO3. É encontrado na natureza no mineral smithsonite. Apresenta-se quando puro como um sólido branco, embora às vezes, comercialmente, apresente-se como amarelado, em purezas de até 98%, inodoro e descrito como sem sabor, normalmente comercializado na forma de pó amorfo fino.

Possui massa específica de 4,4 gramas por cm³. Apresenta solubilidade em água considerada insignificante, mas reage com os ácidos minerais produzindo os respectivos sais de zinco.[3] Decompoem-se em ZnO (óxido de zinco) e CO2 (gás carbônico) à temperatura de 297оС.

Comercialmente apresenta, quando em pó fino, área de superfície específica de aproximadamente 45m2/g e densidade aparente de 0,35g/ml.

AplicaçõesEditar

É utilizado como um adstringente em cosméticos, como protetor da pele em emulsões, em medicina em pomadas e loções.

É utilizado amplamente em pintura, como agente de activação da transparência em elastômeros, como agente reforçador da coloração na indústria da borracha leitosa e látex, na produção de seda artificial e telhas cerâmicas.

Possui aplicação na indústria do petróleo nas lamas lubrificantes em perfuração de poços e na chamada perfuração oleada, no refino e tratamento como absorvente do enxofre.

É empregado na suplementação animal, incluindo humana, em aditivos e suplementos alimentares, como fonte do microelemento zinco.

O carbonato de zinco também é usado no material de laser da eletrônica, nos fósforos, nos catalisadores, na manufatura de materiais magnéticos.

CorrosãoEditar

Na corrosão do zinco, produz-se óxido de zinco quando em atmosfera relativamente seca através da reação entre o zinco e o oxigênio atmosférico. Quando em atmosfera úmida, este óxido é convertido em hidróxido de zinco. O hidróxido e o óxido de zinco reagem por sua vez com o dióxido de carbono presente na atmosfera formando carbonato de zinco, que sendo aderente à superfície e relativamente bastante insolúvel é considerado o principal responsável pela proteção anticorrosiva dos revestimentos galvanizados de zinco.[4] Este filme de carbonato de zinco forma-se rapidamente e sua taxa de crescimento decai com o tempo. Com a restrição do contato dos óxidos e hidróxidos de zinco com o dioxido de carbono atmosférico, o filme protetivo não se forma.[5][6][7][8][9][10]

SegurançaEditar

Trata-se de uma substância irritante para os olhos.[3]

Referências

  1. H. Effenberger, K. Mereiter, J. Zemann, Z. Kristallogr. 1981, 156, 233–243
  2. a b Registo de CAS RN 3486-35-9 na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 31 de Maio de 2009
  3. a b Zinc Carbonate - Safety data for zinc carbonate - The Physical and Theoretical Chemistry Laboratory Oxford University (em inglês)
  4. AMERICAN GALVANIZERS ASSOCIATION; Zinc Coatings – Microstrutures of various zinc coatings. - www.galvanizeit.org - Acessado em 2005.
  5. HALL, W. L. The corrosion process for and the protective action of galvanized coating. In: 9th International Conference on Hot Dip Galvanizing, Düsseldorf, 1970. p. 3 – 8.
  6. Graziela de Lima; INFLUÊNCIA DA ADIÇÃO DE DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE BISMUTO, NÍQUEL, ESTANHO E ALUMÍNIO SOBRE A ESPESSURA DE CAMADA, RESISTÊNCIA À CORROSÃO E BRILHO NOS REVESTIMENTOS GALVANIZADOS; DISSERTAÇÃO DE MESTRADO; UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC - CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS – CCT - DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA –DEM - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS - PGCEM; Joinville; 2007 - www.tede.udesc.br
  7. Lehto, R. S. (1968). "Zinc". in Clifford A. Hampel. The Encyclopedia of the Chemical Elements. New York: Reinhold Book Corporation. pp. 822–830. LCCN 68-29938.
  8. Zaki Ahmad; Principles Of Corrosion Engineering And Corrosion Control; Butterworth-heinemann; 2006
  9. D. A. Jones, Principles and Prevention of Corrosion (2nd ed.), Prentice Hall, Upper Saddle River, 1995.
  10. D. Pletcher, F.C. Walsh, Industrial Electrochemistry (2nd ed.), Chapman and Hall, London, 1990.