Caxinguelê

O caxinguelê (Sciurus aestuans), também chamado de serelepe e conhecido nos idiomas inglês e espanhol respectivamente como "Brazilian squirrel" e "ardilla de Brasil" que numa tradução livre para o português seria respectivamente esquilo brasileiro e esquilo do Brasil, é uma espécie de esquilo florestal que mede cerca de vinte centímetros de comprimento. É endêmico da América do Sul, podendo ser encontrado no Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela e nordeste da Argentina. É o único esquilo dos Pampas. Esses pequenos animais vivem sozinhos ou em pares e podem viver até quinze anos, atingindo a maturidade sexual com um ano de idade. A fêmea fica prenha uma vez por ano e tem de um a dois filhotes. Além das copas altas, o caxinguelê escolhe locais onde exista vegetação de idade avançada, para que haja ocos nas árvores, onde habitam, reproduzem-se, guardam os filhotes e estocam comida.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCaxinguelê
Caxinguele (Sciurus aestuans).jpg
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Sciuridae
Subfamília: Sciurinae
Tribo: Sciurini
Género: Sciurus
Espécie: S. aestuans
Nome binomial
Sciurus aestuans
Linnaeus, 1766
Sinónimos
  • S. a. aestuans
  • S. a. alphonsei
  • S. a. garbei
  • S. a. georgihernandezi
  • S. a. henseli
  • S. a. ingrami
  • S. a. macconnelli
  • S. a. poaiae
  • S. a. quelchii
  • S. a. venustus
Caxinguelê comendo coquinho de palmeira

EtimologiaEditar

"Caxinguelê" é oriundo do termo quimbundo kaxinjiang'elê, que significa "rato de palmeira"[1].

 
Caxinguelê

Citação na cultura brasileiraEditar

Na música "Capim Guiné", de letra e música de Wilson Aragão, mas mais conhecida na interpretação de Raul Seixas, o caxinguelê é citado no verso: "Com cara de veado que viu caxinguelê"[2].

No livro "O Guia das Criaturas Mágicas: Desbravando Terras Brasileiras", a criatura fantástica catinguelê foi inspirada no animal real caxinguelê. O catinguelê do livro é descrito como um roedor parecido com um esquilo, com caldas de cores brilhantes, e, quando ameaçado, libera um pó que faz a vítima cair em sono profundo.[3]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.376
  2. http://letras.terra.com.br/raul-seixas/90581/
  3. Câmara, T. (17 de dezembro de 2019). O Guia Das Criaturas Mágicas: DESBRAVANDO TERRAS BRASILEIRAS. [S.l.]: LETRAMENTO 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Caxinguelê