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O Chuō Shinkansen (中央新幹線) é a linha maglev proposta que irá ligar Tóquio, Nagoya e Osaka no Japão, sendo o culminar do desenvolvimento do maglev desde 1970, um projecto financiado pelo governo iniciado pela Japan Airlines e a antiga Japan National Railways (JNR).

A JR Central é agora a responsável pela infraestrutura e investigação. Os comboios propriamente ditos são popularmente chamados de "carros lineares" (リニアーカー) apesar de terem havido muitas variações técnicas.

Índice

Linha de testes de YamanashiEditar

Anteriormente era uma linha de testes construída na prefeitura de Miyazaki para a investigação e desenvolvimento na década de 1970. Após muitos testes bem sucedidos, foi construída uma linha de testes de 18 km com túneis, pontes, viadutos e aterros entre Otsuki e Tsuru na prefeitura de Yamanashi. Apesar de ainda não terem sido iniciados os planos exactos e construção da linha, a linha de Yamanashi poderá mais tarde vir a estar integrada na linha de serviço. Os comboios actualmente em fase de testes para resistência e optimização de custos, têm velocidades de cruzeiro de mais de 500 km/h, tornando o Chuō Shinkansen a linha de caminho de ferro mais rápida do mundo. Os cidadãos da prefeitura de Yamanashi e algumas categorias de funcionários do Estado são elegíveis para viagens gratuitas, sendo que já cerca de 200.000 pessoas tomaram parte das viagens experimentais.

Escolha da rotaEditar

A rota proposta para o Chuō Shinkansen segue a linha Principal de Chuō entre Tóquio e Nagoya, e a linha Principal de Kansai entre Nagoya e Osaka, atravessando áreas menos povoadas, tendo esta linha sido no entanto escolhida devido à altamente congestionada linha Tōkaidō Shinkansen, e também como uma alternativa de evacuação de alta-velocidade das áreas metropolitanas em caso de emergência. A tecnologia maglev é única no sentido de que pode subir colinas íngremes sem qualquer perda de velocidade (pois a força magnética é maior que a gravidade), e daí o seu grande atractivo para áreas montanhosas.

CustosEditar

No entanto, os grandes custos envolvidos na rebentação para abertura de túneis através das montanhas do Japão central levaram a que muitos observadores especulem que o projecto não irá avante devido ao défice do governo exceder os 170% do PNB, afirmando que seria um grande elefante branco que não amortizaria os custos se fosse realmente construído, para além de dos seus custos de manutenção elevadíssimos. De acordo com o International Railway Journal no artigo de Maio de 2003, estimou que o custo total do Chuō Shinkansen se elevaria a 64.7 mil milhões [1]. No entanto, a implementação do maglev na linha costeira Tōkaidō Shinkansen implicaria um investimento muitíssimo menor, com o senão de causar explosões sonoras excessivamente ruidosas durante a entrada do comboio em túneis a alta velocidade, situação inadmissível para a vida dos cidadãos em áreas tão densamente povoadas como são particularmente no Japão.

Dados TécnicosEditar

A 2 de Dezembro de 2003, o comboio MLX-01 de três carruagens obteve a melhor marca mundial de velocidade com uma velocidade máxima de 581 km/h numa viagem tripulada. Também obteve outra marca de dois comboios a cruzarem um pelo outro a uma velocidade relativa de 1026 km/h. O termo "linear" é uma referência ao uso de um motor linear como meio de propulsão.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Chuō Shinkansen