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A fantasia de bate-bola é bastante comum nos subúrbios cariocas nos dias de carnaval.

Um apito na boca, uma bola de borracha e uma fantasia colorida, diferente, as vezes acompanhada de uma sombrinha que traz a mesma estampa da roupa. Essa é uma figurinha bem conhecida do carnaval.

Chamados de Bate-bola, Clóvis ou rodado são nomes de fantasias carnavalescas característica do subúrbio (principalmente as Zonas Norte e Oeste, e Baixada Fluminense) do Rio de Janeiro, no Brasil. A tradição foi trazida pelos colonizadores portugueses, tendo sido também influenciada pela folia de reis. Supõe-se que o nome tenha derivado do inglês clown, "palhaço", e que teria sido criado no início do século XX, a partir da interpretação popular do termo pelo qual eruditos teriam denominado os foliões fantasiados[1].

Recordação divertida da infância de alguns, eles também representam o grande “bicho papão” de outros, um misto de adoração e terror, que faz parte daquelas boas lembranças que nos leva a sentir saudade dos tempos de criança.

Nos primórdios, a fantasia de bate-bola se assemelhava muito à de palhaço, porém incluindo máscaras aterrorizantes. Batendo no chão com suas bexigas de boi bastante fedorentas, presas por corda a uma vara ou cabo, os bate-bolas eram o terror da criançada.

As origens dos bate-bolas são controvertidas: alguns dizem que surgiram no Rio de Janeiro sob a influência da colonização portuguesa e de outras festas como a folia de reis. Outros, contam que escravos libertos que por vezes eram perseguidos injustamente pela polícia, vestiam as fantasias para poder brincar livremente o carnaval e, “usar o Bate-bola” para protestar contra a opressão não seguindo regras e batendo com força no chão as bolas feitas a partir de bexiga de bois, para mostrar que tinham força e poder para juntos incomodar e transformar. [2]

As bolas deixaram de ser bexigas e agora são de borracha ou plástico mas a atitude amedrontadora dos bate-bolas se mantém.

Com o tempo, a indumentária foi incorporando novas características e, atualmente, os grupos de bate-bolas podem ser classificados em diversos tipos, tais como "bola-e-bandeira", "leque-e-sombrinha", "sombrinha-e-boneco", entre outros.

A tradição passou de pai para filho e hoje, organizados em grupos e turmas, passam quase o ano inteiro preparando fantasias e seguindo um cronograma do seu desfile de carnaval, que tem queima de fogos na saída, equipe de som, festas e churrascos animados ao som de samba e funks especialmente compostos em homenagem a turma.

A maioria das turmas tem nomes ligados a sentimentos. Exemplos de nomes das turmas são: Coisa de Cinema, Humildade, Emoção, Explosão, Alegria, Bom Gosto, etc. As turmas de bola-e-bandeira têm nomes como Tropa do beco, Zorra Total, Barulho, Agonia, Bombardeio, Abusados etc.

Referências

Ligações externasEditar

  • PEREIRA, Aline Valadão Vieira Gualda. Tramas simbólicas: a dinâmica das turmas de bate-bolas do Rio de Janeiro. 2008. 1 v. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Artes, Uerj, Rio de Janeiro, 2008.