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Classe trabalhadora é um conceito mais amplo da categoria clássica de proletariado, definida por Marx e Engels no Manifesto do Partido Comunista de 1848. O conceito de classe trabalhadora abrange não só o proletariado, mas todas as camadas sociais que vivem da venda da sua força de trabalho. [1]

É importante distinguir que, em sociologia os conceitos de classe social mudam conforme a orientação de cada escola sociológica. A escola chamada histórico-crítica ou marxismo defende o conceito de que a divisão de classes deve ser compreendida a partir do lugar onde cada grupo de indivíduos está no processo de produção de mercadorias. [2] Já as correntes de pensamento mais afetas ao liberalismo tem uma concepção de classe social conforme a renda e o padrão de vida do indivíduo ou grupo social. [3]

Para os marxistas, existem duas classes sociais autônomas politicamente no modo de produção capitalista: a burguesia, constituída pelos donos dos meios de produção e o proletariado, constituído pelos trabalhadores que fabricam mercadorias a partir da venda da sua força de trabalho. Vale ressaltar que a venda da força de trabalho não está limitada a venda para um empresário capitalista, um pequeno proprietário de terras ou de comércio permanece vendendo sua força de trabalho apesar de não possuir um chefe e ser dono dos meios de produção ou detentor do capital intelectual que está utilizando em seu trabalho. [2]

Já a corrente liberal divide a sociede por seus ganhos: existem, assim, estamentos sociais, organizados alfabéticamente (classe A, B, C, etc.) cada uma correspondendo a uma faixa de consumo e de renda. [3]

Nos dias atuais o conceito de classe trabalhadora sofre interferências das mudanças das relações de trabalho. O setor de serviços cresceu e muitas atividades, como por exemplo. profissionais liberais e as consultorias, não utilizam meios de produção físicos (maquinas e ferramentas), mesmo se utilizassem, seus donos seriam os próprios trabalhadores, porém, esse fato não os tirariam da classe trabalhadora. a não ser que suas empresas crescessem tanto à ponto de tornar-se uma instituição e com a criação de uma marca segmentar o trabalho em diversas partes e o trabalho ser realizado por mão de obra assalariada, e o dono atuar como mero gestor. [4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Chris Harman. «A Classe Trabalhadora». O Que é o Marxismo?. Consultado em 30 de julho de 2019 
  2. a b Montaño, Carlos; Lúcia, Duriguetto Maria (7 de novembro de 2014). Estado, classe e movimento social. [S.l.]: Cortez Editora, p. 161. ISBN 9788524921216 
  3. a b Mendras, Henri (2004). O que a Sociologia. [S.l.]: MANOLE, p. 300. ISBN 9788520416945 
  4. Antunes, Ricardo (26 de outubro de 2015). Os sentidos do trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. [S.l.]: Boitempo Editorial, pp 101 e seg. ISBN 9788575592595