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Colite colagenosa é um tipo de colite relativamente rara sendo uma subclasse da colite microscópica. Tem um pico de incidência na quinta década de vida, afetando mais as mulheres do que os homens. Apresenta-se com diarreia aquosa, com ausência de sangue nas fezes. A sua etiologia é indeterminada apesar de se suspeitar estar associada a laxantes.

DiagnósticoEditar

Na colonoscopia a mucosa do cólon geralmente parece normal, mas as biópsias (à microscopia) exibem placas de colagénio, semelhantes a faixas, sob o epitélio superficial. Testes radiológicos, como um enema de bário, também são tipicamente normais. Na variante pigmentada observam-se macrófagos com pigmento melânico dos laxantes no seu interior.[1]

TratamentoEditar

O tratamento da colite colagenosa é muitas vezes um desafio. Tipicamente, são utilizados Pepto Bismol, ácido 5-aminosalicílico, budesonida, imunossupressores, incluindo a azatioprina e corticosteróides.

Estudos em escala piloto mostraram algumas evidências de possível benefício para o extrato de Boswellia serrata e cepas específicas de probióticos no tratamento da colite colagenosa, embora amostras maiores sejam necessárias para confirmar os resultados.[2]

Referências

  1. O’Toole, Aoibhlinn (10 de fevereiro de 2016). «Optimal management of collagenous colitis: a review». Clinical and Experimental Gastroenterology. 9: 31–39. ISSN 1178-7023. PMC PMCPMC4754103  Verifique |pmc= (ajuda). PMID 26929656. doi:10.2147/CEG.S67233 
  2. Madisch, Ahmed; Miehlke, Stephan; Eichele, Otto; Mrwa, Jenny; Bethke, Birgit; Kuhlisch, Eberhard; Bästlein, Elke; Wilhelms, Georg; Morgner, Andrea (dezembro de 2007). «Boswellia serrata extract for the treatment of collagenous colitis. A double-blind, randomized, placebo-controlled, multicenter trial». International Journal of Colorectal Disease (em inglês). 22 (12): 1445–1451. ISSN 0179-1958. doi:10.1007/s00384-007-0364-1 
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