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Este artigo ou seção é sobre um conflito armado recente ou ainda em curso. A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis. (data da marcação: 21 de setembro de 2019; editado pela última vez em 6 de abril de 2019) Warfare current.svg
Conflitos tribais sudaneses
Locator map of Sudanese conflicts.png
Localização Cordofão do Sul, no Sudão, área disputada de Abyei destacado em vermelho
Local Sudão Sul do Sudão e Flag of South Sudan.svg Sudão do Sul
Desfecho em andamento
2,000[1] – 2,500[2] mortos em janeiro de 2010
350,000 deslocados[2] até janeiro de 2010

Os conflitos tribais são conflitos não-estatais que ocorrem no sul do território do Sudão e no Sudão do Sul (desde a sua independência em 2011) entre tribos nômades rivais tanto no Sudão como no Sudão do Sul. As lutas tribais por causa dos recursos limitados de necessidades básicas - como água potável, terras férteis e gado - são comuns na região, especialmente no Sudão do Sul devido ao seu clima semi-árido.[3] Algumas das tribos envolvidas nestes confrontos têm sido os Messiria, Maalia, Rizeigat e tribos árabes Bani Hussein que habitam Darfur e Cordofão Ocidental, e etnias africanas Dinka, Nueres e Murle que habitam o Sudão do Sul.

A região continua instável a medida que se situa entre os muçulmanos de Darfur, atualmente enfrentando uma guerra civil, e o novo estado independente do Sudão do Sul. Anteriormente, a região sofreu durante 22 anos pela Segunda Guerra Civil Sudanesa, que foi encerrada em 2005,[3] e as lutas entre as tribos messiria e rizeigat em 2008.[4]

Ao longo dos anos, confrontos entre milícias étnicas rivais resultaram num grande número de vítimas e centenas de milhares de pessoas deslocadas. [5] Nos últimos anos, os confrontos particularmente violentos eclodiram em 1993 entre Jikany Nuer e Lou Nuer no Alto Nilo, em 2009-2012 entre Lou Nuer e Murle em Jonglei e em 2013-2014 entre Maalia, Rizeigat, Messiria, Salamat e Bani Hussein em Darfur e Cordofão Ocidental. [6]

No Sudão do Sul, região que foi declarada em 2010, quando ainda fazia parte do Sudão, como o lugar com mais fome no planeta,[nota 1] as guerras tribais se sobrepõem com vários anos de más colheitas e falta de chuvas e de sementes causando uma escassez brutal de recursos. Ações paliativas do governo sudanês, em parte culpando a crise econômica mundial, foram insuficientes e isoladas.[7]


Ver TambémEditar

Notas e referências

Notas

  1. Texto original em inglês: Sudan is the "Hungriest Place" on Earth (Black Voices, 14 de abril de 2010).

Referências

  1. «Scores killed in Sudan ribal clash». Al Jazeera. 7 de janeiro de 2010 
  2. a b «Timeline-Violence spirals in south Sudan». Reuters. 7 de janeiro de 2010 
  3. a b «Scores die in Sudan horse battles» (em inglês). BBC. 29 de mayo de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. «Sudan: Almost 250 people killed in tribal clashes» (em inglês). Associated Press. 28 de mayo de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. «UCDP Non-State Conflict Dataset». Uppsala Conflict Data Program. Arquivado do original em 22 de janeiro de 2015 
  6. «Inter-communal Conflict in Sudan». Armed Conflict Location & Event Data Project. 28 de janeiro de 2015 
  7. BahiaNoticias (22 de abril de 2010). «Sudán es el "lugar con más hambre en la Tierra". Los niños se mueren de hambre»