Confronto indo-paquistanês de 2001–2002

Confronto indo-paquistanês de 2001-2002
codinome indiano: 'Operação Parakram'
Parte da(o) Conflito indo-paquistanês
Un-kashmir-jammu.png
O mapa das Nações Unidas da LOC.
Data 13 de dezembro de 2001 – 10 de junho de 2002
Local Caxemira, Fronteira Índia-Paquistão
Desfecho Retirada mútua, reforço da LOC
Combatentes
 Índia Paquistão
Líderes e comandantes
Atal Vajpayee
(primeiro-ministro da Índia)
Kocheril Narayanan
(Presidente da Índia)
Gen S. Padmanabhan
(Chefe do Estado-Maior)
ACM S. Krishnaswamy
(Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica)
Adm Madhvendra Singh
(Chefe do Estado-Maior Naval)
Gen Pervez Musharraf
(Presidente do Paquistão)
Gen. Aziz Khan
(Presidente Estado Maior)
Gen. Yusaf Khan
(Chefe do Estado-Maior)
ACM Mushaf Ali Mir
(Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica)
Adm Abdul Aziz Mirza
(Chefe do Estado-Maior Naval)
Adm S. Karimullah
(Comandante dos fuzileiros navais)
Forças
500.000 a 700.000 soldados[1] 300.000 a 400.000 soldados[1]

O confronto entre a Índia e o Paquistão de 2001-2002 foi um impasse militar entre a Índia e o Paquistão, que resultou na aglomeração de tropas de ambos os lados da fronteira internacional e ao longo da Linha de Controle (LOC), na região da Caxemira. Este foi o segundo grande impasse militar entre a Índia e o Paquistão na sequência da detonação bem sucedida de dispositivos nucleares dos dois países, em 1998, e o mais recente impasse entre os dois rivais nucleares. O outro tinha sido a Guerra de Kargil em 1999.

A mobilização militar foi iniciada pela Índia respondendo aos atentados terroristas ao parlamento indiano em 13 de dezembro de 2001 (durante o qual doze pessoas, incluindo os cinco homens que atacaram o edifício, foram mortos) e a Assembléia Legislativa em 1 de outubro de 2001.[2] A Índia afirmou que os ataques foram realizados por dois grupos terroristas sediados no Paquistão que lutam na Caxemira administrada pelos indianos, o Lashkar-e-Taiba e o Jaish-e-Mohammed, ambos os quais a Índia alega serem apoiados pelo ISI paquistanês [3] - uma acusação que o Paquistão nega. [4][5][6]

Na imprensa ocidental, a cobertura do impasse focou na possibilidade de uma guerra nuclear entre os dois países e as implicações do conflito potencial sobre a "Guerra Global ao Terrorismo" liderada pelos Estados Unidos no vizinho Afeganistão. As tensões reduziram após a mediação diplomática internacional que resultou na retirada em outubro de 2002 das tropas indianas[7] e paquistanesas [8] da fronteira internacional.


Referências

  1. a b Kashmir Crisis Global Security.org
  2. Rajesh M. Basrur (14 de dezembro de 2009). «The lessons of Kargil as learned by India». In: Peter R. Lavoy. Asymmetric Warfare in South Asia: The Causes and Consequences of the Kargil Conflict 1st ed. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 326. ISBN 978-0521767217 
  3. "Who will strike first", The Economist, 20 December 2001.
  4. Jamal Afridi (9 de julho de 2009). «Kashmir Militant Extremists». Council Foreign Relations. Pakistan denies any ongoing collaboration between the ISI and militants, stressing a change of course after 11 September 2001. 
  5. Perlez, Jane (29 de novembro de 2008). «Pakistan Denies Any Role in Mumbai Attacks». Mumbai (India);Pakistan: NYTimes.com 
  6. «Attack on Indian parliament heightens danger of Indo-Pakistan war». Wsws.org. 20 de dezembro de 2001 
  7. "India to withdraw troops from Pak border" Arquivado em 30 de novembro de 2003, no Wayback Machine., Times of India, 16 October 2002.
  8. "Pakistan to withdraw front-line troops", BBC, 17 October 2002.