Cultura de Yangshao

(Redirecionado de Cultura Yangshao)

A cultura Yangshao (em chinês: 仰韶文化; romaniz.: Yǎngsháo wénhuà (pinyin)) foi uma cultura do Neolítico que se estendia ao longo do trecho central do rio Amarelo na China, no período do IV milênio ao ano 3 000 a.C..

A origem e propagação da Línguas sino-tibetanas. Oval vermelho é o Cishan tardio e as primeiras culturas Yangshao. A seta preta são as vias presumidas de expansão não sinítica. Depois de aplicar o método comparativo linguístico ao banco de dados de dados linguísticos comparativos desenvolvido por Laurent Sagart em 2019 para identificar correspondências sonoras e estabelecer cognatos, métodos filogenéticos são usados para inferir relações entre essas línguas e estimar a idade de sua origem e pátria.[1]
Ânfora cordial de Xianxim da fase Bampo (ca. 4 800 a.C.)

O nome da cultura procede do primeiro sítio arqueológico representativo, descoberto em 1921 em Yangshao, uma povoação da província de Honã. A cultura floresceu nomeadamente nas províncias de Honã, Xianxim e Xanxim.

O povo de Yangshao cultivava painço de maneira extensa; alguns povoados cultivavam trigo ou arroz. Domesticaram animais como o cão e o porco, além de ovelhas, cabras e vacas, mas a maioria do consumo de carne provinha da caça e a pesca. Também praticavam um tipo primitivo de sericultura.

Os utensílios de pedra eram polidos e mostram uma grande especialização. A cultura é muito conhecida pela sua cerâmica pintada. Os artesãos criavam uma cerâmica pintada a branco, vermelho e preto, com desenhos de animais ou rostos humanos, ou desenhos geométricos. Ao contrário da posterior cultura de Longshan, a cultura de Yangshao não conhecia o torno de oleiro.

As escavações mostraram que as crianças eram enterradas em jarrões de cerâmica pintada.

Estrutura socialEditar

Escavações mostram que a líder da comunidade era do sexo feminino e, segundo acadêmicos, isso caracteriza um matriarcado [2].

FasesEditar

Entre as numerosas fases justapostas da cultura Yangshao, as mais importantes (categorizadas de acordo às diferenças na sua olaria) são:

  • fase Bampo, 4 800 a 4 200 a.C., planície central
  • fase Miaodigou, 4 000 a 3 000 a.C., sucessora da fase Bampo
  • fase Majiaiao, 3 300 a 2 000 a.C., em Gansu (Chingai)
  • fase Banxã, 2 700 a 2 300 a.C., sucessora da fase Majiaiao
  • fase Machang, 2 400 a 2 000 a.C.

Referências

  1. Sagart, Laurent; Jacques, Guillaume; Lai, Yunfan; Ryder, Robin J.; Thouzeau, Valentin; Greenhill, Simon J.; List, Johann-Mattis (21 de maio de 2019). «Dated language phylogenies shed light on the ancestry of Sino-Tibetan». Proceedings of the National Academy of Sciences (em inglês) (21): 10317–10322. ISSN 0027-8424. PMID 31061123. doi:10.1073/pnas.1817972116. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  2. A New Interpretation of Chinese Taoist Philosophy: An Anthropological, You-Sheng Li p. 65

BibliografiaEditar

  • (em inglês) LIU, Li: The Chinese Neolithic: Trajectories to Early States. ISBN 0-521-81184-8.