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Dafne é o mais antiga composição que se pode classificar como ópera. A música é Jacopo Peri, com libreto de Ottavio Rinuccini, baseada na lenda de Dafne.

Foi composta por volta de 1594 e é considerada a primeira ópera. A maior parte de sua partitura, porém, foi perdida[1].

Dafne foi estrada no Carnaval de 1598 (1597 após a mudança para o calendário gregoriano) no Palazzo Corsi.[2]

Dafne conta a história de Apolo, o senhor das artes, da música e da medicina, o mais belo dos deuses que certo dia desafiou o deus do amor, dizendo que suas flechas eram mais poderosas do que as do pequeno Cupido.

Para provar que as flechas do senhor das artes nada podiam, Cupido lançou uma flecha com ponto de ouro no coração de Apolo, despertando nele a paixão pela bela Dafne, uma ninfa, filha do rio-deus Peneu. Em Dafne, lançou-se uma flecha com ponta de chumbo, provocando repulsa por Apolo.

Para fugir da perseguição de Apolo, Dafne pediu ajuda ao pai, que a transformou em uma planta, o loureiro, Apolo chorou por ter perdido Dafne e jurou que a levaria para sempre consigo, por isso, desde então, a coroa de louros se transformou no símbolo do deus Apolo.

HistóriaEditar

Dafne foi escrita para um conjunto mais pequeno que os das óperas posteriores de Claudio Monteverdi, ou seja, um cravo, um alaúde, uma viola da gamba, um arquilaúde, e uma flauta tripe.[3] Com base num novo desenvolvimento do tempo, Peri criou recitativos, discursos melódicos acompanhados por música, como parte central da ópera.[4]

A história de Apolo enamorado da ninfa Dafne foi composta por Jacopo Peri para um círculo reduzido da elite de humanistas de Florença, a Camerata Florentina, entre 1594 e 1597, com apoio, e possivelmente colaboração, do compositor e mecenas Jacopo Corsi.[4][5][6] Foi representada provavelmente em 1597 ou 1598 no Palazzo Corsi.[6] e constituiu uma tentativa de fazer reviver a tragédia grega,[3] segundo novos ditados, e estava bem longe do que os antigos gregos teriam aprovado,[4] mas converteu-se numa nova forma de entretenimento que se desenvolveria nos seguintes 400 anos.

A maior parte da música de Peri está perdida apesar da sua popularidade na Europa ao tempo da sua publicação, mas chegou aos nossos dias o libreto constituído por 455 versos. A família florentina dos Medici, senhores de Florença, foi quem encomendou a Peri a ópera Euridice para ser representada no casamento de Maria de' Medici com Henrique IV em 1600.[7][8]

Referências

  1. COTELLO, Beatriz. Metamorfosis de Dafne en la historia de la ópera. Circe clás. mod. n.9 Santa Rosa ene./dic. 2004 ISSN 1851-1724 (em espanhol)
  2. Edmond Strainchamps, "Corsi, Jacopo" in New Grove.
  3. a b NewAdvent.org
  4. a b c Jacopo Peri – Dafne page
  5. JSTOR Peri and Corsi's "Dafne": Some New Discoveries and Observations, William V. Porter; Journal of the American Musicological Society, Vol. 18, No. 2 (Summer, 1965), pp. 170–196
  6. a b NNDB's Jacopo Peri page
  7. News.com.au
  8. MusicWithEase.com "Opera Before Gluck

Ligações externasEditar

  • Dafne. Libreto de Jacopo Peri
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