Deontay Wilder vs. Tyson Fury

Deontay Wilder vs. Tyson Fury foi uma luta de boxe entre os pugilistas peso-pesados Deontay Wilder e Tyson Fury. O embate dos até então invictos se deu em 1 de dezembro de 2018 no Staples Center, em Los Angeles, na Califórnia.

Wilder chegava a este embate com um cartel de 40 vitórias em 40 lutas, com 39 nocautes. Já Fury detinha 27 vitórias em 27 embates, com 19 nocautes.

O evento foi um sucesso tanto crítico quanto comercial. A luta vendeu aproximadamente 325.000 compras pay-per-view no Showtime nos Estados Unidos, arrecadando cerca de US$ 24 milhões, tornando-a a luta mais lucrativa do país desde 2003.[1][2][3] A transmissão atrasada do Showtime, uma semana depois, atraiu uma média de 488.000 espectadores e atingiu o pico de 590.000 espectadores.[1]

A luta terminou em um Empate dividido, o que acabou rendendo uma revanche, pouco mais de 1 ano depois.

A lutaEditar

A luta terminou em um empate controverso, com um scorecard marcando 115 a 111 para Wilder, um outro 114 a 112 para Fury (que foi anunciado incorretamente como 114-110) e um terceiro 113 a 113.[4] Vinte e sete principais jornalistas e publicações de boxe fizeram a análise da luta: 15 deram vitória a Fury, 3 a Wilder, e 9 marcaram um empate.[5] Segundo as estatísticas da CompuBox, Wilder acertou 71 socos de 430 tentativas ​​(17%) e Fury acertou 84 de seus 327 tentativas ​​(26%).

Fury estava há 3 anos sem lutar, devido a problemas de saúde mental que o levavam ao alcoolismo, ganho de peso extremo e uso recreativo de drogas. Seu retorno foi justamente nesta luta. O forte desempenho de Fury contra Wilder, que incluiu a recuperação de um nocaute no penúltimo round, lhe rendeu o retorno do ano pela revista The Ring e vários outros prêmios.

Os dois então continuaram invictos, e por isso um segundo embate entre os dois era iminente. Porém, a WBC anunciou em fevereiro de 2019 que não haveria uma revanche imediata, pois Fury assinou um contrato com a ESPN e a Top Rank, o que significava que as negociações seriam mais difíceis, pois a revanche seria uma co-promoção, das quais havia tido apenas duas anteriormente: Lennox Lewis x Mike Tyson em 2002 e Floyd Mayweather Jr. x Manny Pacquiao, em 2015.

A revancheEditar

Com a revanche foi adiada, Fury e Wilder agendaram brigas para o intervalo. Em 18 de maio de 2019, Wilder enfrentou Dominic Breazeale (20-1, 18 KOs) e registrou um KO no primeiro round. Algumas semanas depois, em 15 de junho de 2019, Fury enfrentou Tom Schwarz (24-0, 16 KOs) e marcou um nocaute técnico no segundo turno. Fury seguiu essa vitória de paralisação com uma vitória por decisão unânime de 12 rodadas sobre Otto Wallin (20-0, 13 KOs) em 14 de setembro de 2019. Wilder teve uma revanche contra Luis Ortiz (31-1, 26 KOs) em 23 de novembro de 2019, e venceu por nocaute na sétima rodada.

Assim, após mais 2 lutas no cartel de cada um em relação ao primeiro embate, a revanche finalmente ocorreria em 22 de fevereiro de 2020, no MGM Grand Garden Arena, Paradise, Nevada. O contrato de luta incluía uma cláusula na qual o perdedor pode invocar uma luta de trilogia, se assim o desejar.[6]

Fury chegava a luta pesando 273 libras, o terceiro peso mais pesado de sua carreira profissional e 17 libras mais pesado que o seu peso na primeira luta. Ele afirmou no início da luta que queria tamanho e poder extras para procurar um nocaute. Wilder pesou 231 libras, o mais pesado de sua carreira.[7]

Neste dia, Fury venceu a luta após o córner Wilder jogar a toalha no 7o round. Oficialmente, o resultado da luta foi um nocaute técnico (TKO) para Fury. No momento que a luta terminou, Fury estava à frente nos cartões de pontuação dos três juízes, com 59-52, 58-53 e 59-52, com as pontuações irregulares devido a um dos juízes retirar um ponto de Fury no quinto por ele ter segurado seu oponente em um round.

Com a vitória, Fury foi classificado como o melhor peso pesado ativo do mundo pelo Transnational Boxing Rankings Board e o segundo pelo BoxRec.[8] Além disso, o inglês entrou para a história como o primeiro boxeador a acabar com dois reinados de mais de dez defesas de cinturão. Em 2015, ele tirou Wladimir Klitschko após 19 defesas seguidas do então campeão. Wilder já estava com 10.[9]

Referências

  1. a b «Sources: Wilder-Fury generates 325K PPV buys». ESPN. 12 de dezembro de 2018 
  2. «Wilder-Fury Fight Should Max Out At 325,000 PPV Buys». BoxingScene.com (em inglês). Consultado em 24 de dezembro de 2018 
  3. «Deontay Wilder v Tyson Fury hailed a heavyweight Pay-Per-View success». World Boxing News. 5 de dezembro de 2018 
  4. «Deontay Wilder retains WBC heavyweight title by split draw with Tyson Fury – as it happened». Guardian. 2 de dezembro de 2018. Consultado em 11 de dezembro de 2018 
  5. «DEONTAY WILDER VS. TYSON FURY: HOW DID THE MEDIA SCORE THE FIRST FIGHT?». DAZN.com (em inglês). Consultado em 22 de fevereiro de 2020 
  6. Hayward, Paul (28 de dezembro de 2019). «Tyson Fury and Deontay Wilder agree to trilogy of fights ahead of Las Vegas rematch». The Telegraph (em inglês). ISSN 0307-1235. Consultado em 29 de dezembro de 2019 
  7. «Wilder up to 231 lbs.; Fury looking for KO at 273». ESPN.com (em inglês). 22 de fevereiro de 2020. Consultado em 23 de fevereiro de 2020 
  8. «BoxRec: Ratings». boxrec.com. Consultado em 23 de fevereiro de 2020 
  9. espn.com.br/ Tyson Fury destrói, nocauteia Wilder, lambe até sangue de rival e faz história no boxe