Abrir menu principal

Dynastor darius

espécie de inseto
Como ler uma infocaixa de taxonomiaDynastor darius
Fêmea de D. darius é a sexta e última borboleta, em ordem de leitura, nesta gravura do ano de 1888 (a asa esquerda é o inseto visto por cima e a asa direita é visto por baixo).[1]
Fêmea de D. darius é a sexta e última borboleta, em ordem de leitura, nesta gravura do ano de 1888 (a asa esquerda é o inseto visto por cima e a asa direita é visto por baixo).[1]
D. darius é o par central de borboletas, vistas por cima e por baixo, nesta gravura do ano de 1779.[2]
D. darius é o par central de borboletas, vistas por cima e por baixo, nesta gravura do ano de 1779.[2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Satyrinae[3][4]
Tribo: Brassolini[3]
Género: Dynastor
Doubleday, [1849][5]
Espécie: D. darius
Nome binomial
Dynastor darius
(Fabricius, 1775)[5]
Sinónimos
Papilio darius Fabricius, 1775
Papilio anaxarete Cramer, [1776]
Dynastor stygianus Butler, 1872
Dynastor mardonius Fruhstorfer, 1911
Dynastor populus Röber, 1927[5]

Dynastor darius é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, subfamília Satyrinae[4] e tribo Brassolini, encontrada do México[6] até a Argentina.[7] São borboletas de coloração marrom escura com uma série de grandes manchas brancas ao longo da metade apical da asa anterior, em vista superior, e com duas manchas brancas perto do ápice da asa posterior. Estas últimas manchas nas asas posteriores são, muitas vezes, semelhantes a um ponto de interrogação e matizadas de azul pálido na cor. A fêmea é muito maior que o macho, atingindo 13 centímetros de envergadura; enquanto que o macho mede aproximadamente 7 centímetros.[6] O lado inferior da asa posterior é de um mosqueado marrom-amarelado, com a asa anterior de um marrom mais escuro. Apresenta padronagem de folha seca e possui fracos ocelos. Na asa anterior, em sua porção apical, pode ser visível uma área mais clara (cinzenta).[7][8][9]

HábitosEditar

Borboletas D. darius voam principalmente ao anoitecer, próximas a rios, para cima e para baixo até que a escuridão da noite as capture. Normalmente apenas uma, no máximo duas, são vistas em um dado lugar, ocorrendo do nível do mar até 1.000 metros de altitude. Tanto quanto se sabe, as trombas rudimentares de D. darius (e de outras espécies do gênero Dynastor) não permitem a alimentação no adulto. Não visitam frutos ou outras fontes de nutrição. Assim, o adulto provavelmente tem um curto período de vida.[6]

Ciclo de vidaEditar

A alimentação das lagartas de D. darius constitui-se de plantas da família Bromeliaceae (Bromelia plumieri, B. chrysantha, Aechmea aquilega, A. lasseri, A. nudicaulis[6] e Quesnelia arvensis).[5] O ovo é globular e possui 2 milímetros de diâmetro. A cor inicial é esverdeada, transformando-se gradualmente em rosada no segundo dia após a oviposição. A superfície é dotada de finas nervuras. A lagarta, em seu estágio final, é de coloração verde[10] com características manchas ovais no dorso e bifurcação na região da cauda, cabeça pilosa e com projeções similares a chifres.[11] A crisálida fica do lado de baixo de uma folha de bromélia, pendurado em um ângulo de aproximadamente 45°. O lado dorsal toca a folha e a face anterior fica para fora (projetada para cima). Esta orientação aumenta a semelhança da pupa com a cabeça de uma serpente, resultante de seu padrão e coloração.[6][1]

SubespéciesEditar

Dynastor darius possui cinco subespécies:[5]

Referências

  1. Dr. O. Staudinger; Dr. E. Schatz (1888). «Exotische schmetterlinge» (em inglês). Internet archive (archive.org). 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  2. Pieter Cramer; Caspar Stoll (1779). «De uitlandsche kapellen: voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America = Papillons exotiques des trois parties du monde, l'Asie, l'Afrique et l'Amérique. Volume 4, Plate CCCLXXIV» (em inglês). Internet archive (archive.org). 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  3. a b «Morphinae» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  4. a b M. A. Marín; C. Peña; A. V. L. Freitas; N. Wahlberg; S. I. Uribe (2011). «From the phylogeny of the Satyrinae butterflies to the systematics of Euptychiina (Lepidoptera: Nymphalidae): history, progress and prospects» (em inglês). Neotropical Entomology (Scielo.br). 1 páginas. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  5. a b c d e «Dynastor» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  6. a b c d e F. Clive Urich; Thomas C. Emmel (1991). «Life histories of Neotropical butterflies from Trinidad, 5. Dynastor darius darius (Lepidoptera: Nymphalidae: Brassolinae (PDF) (em inglês). Tropical lepidoptera, Vol. 2 No. 2. pp. 145–149. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  7. a b «Darius Giant Owl (Dynastor darius (em inglês). Neotropical butterflies. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  8. a b «Dynastor darius (Fabricius, 1775)» (em inglês). Lepidoptera brasiliensis. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  9. NSG group. «Dynastor darius, Costa Rica» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  10. «Owl Butterfly caterpillar (Dynastor darius) on Bromelia plant. Tropical dry forest. Costa Rica» (em inglês). Getty images. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  11. Luci Ramms. «Dynastor darius caterpillar» (em inglês). Deviant art. 1 páginas. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Dynastor darius
  Este artigo sobre lepidópteros, integrado no Projeto Artrópodes é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.