Edmund Fellowes

Edmund Horace Fellowes (Londres, 11 de novembro de 1870 — Windsor, 21 de dezembro de 1951) foi um musicólogo britânico, uma importante personalidade do movimento de revivalismo da música antiga.[1]

Dotado de um talento precoce para a música, começou a estudar piano aos cinco anos e violino aos seis, dando seu primeiro concerto público com nove anos. Continuou seus estudos no Winchester College e depois na Universidade de Oxford, onde graduou-se em Teologia e pós-graduou-se em Música. Tomou ordens na Igreja Anglicana em 1894 (diácono) e em 1895 (sacerdote), sendo nomeado cônego da Catedral de Bristol em 1897. Em 1900 tornou-se cônego da Capela de São Jorge no Castelo de Windsor, cargo que ocupou até sua morte.[2]

Desde o início de sua atividade musical empenhou-se em melhorar a qualidade da música de igreja, sendo um dos responsáveis pela fundação da Church Music Society e, posteriormente, da Royal School of Church Music, instituição que exerceria larga influência.[2] Mas foi como musicólogo que ganhou renome, pesquisando, resgatando e editando uma grande quantidade de música sacra e profana inglesa dos séculos XVI e XVII, preocupando-se em reconstituir a maneira original de executá-la. Publicou seus estudos em uma série de obras que se tornaram referenciais e muito influentes,[1][2] especialmente The English Madrigal School (36 volumes, 1913–24),[1] que foi a primeira sistematização em grande escala do repertório de madrigais ingleses, gênero no qual ele foi a principal autoridade em seu tempo,[3] seguindo-se The English School of Lutenist Song Writers (32 volumes, 1920–1932), Tudor Church Music (com Buck, Ramsbotham & Warner, 10 volumes, 1922–1929) e The Collected Works of William Byrd (20 volumes, 1937–1950). Também deixou muitos trabalhos sobre história da música e musicologia, incluindo The English Madrigal Composers (1921), William Byrd (1923), Orlando Gibbons (1925) e English Cathedral Music from Edward VI to Edward VII (1941), que foram pioneiros em seu campo.[2]

Embora não tenha sido o único a estudar música antiga em sua geração, suas estratégias de divulgação e publicidade, aliados à sua competência profissional, lhe garantiram um amplo reconhecimento.[2] Junto com Richard Terry foi um dos principais responsáveis pelo resgate da maior parte da música vocal dos períodos Tudor e Stuart conhecida hoje, desencadeando uma verdadeira febre por essa música na Inglaterra após a I Guerra Mundial, em particular os madrigais.[1] Fellowes foi eleito Membro Honorário do Oriel College em Oxford em 1937, e em 1939 a universidade concedeu-lhe um Doutorado honoris causis. Foi nomeado Companheiro de Honra em 1944 e em 1950 recebeu um Doutorado honoris causis da Universidade de Cambridge.[2]

Referências

  1. a b c d Haskell, Harry. The Early Music Revival: A History. Courier Corporation, 1996, pp. 37-38; 70
  2. a b c d e f Oriel College. "Edmund Fellowes (1870-1951)". University of Oxford
  3. Bank, Katie. Knowledge Building in Early Modern English Music. Routledge, 2020