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El-Rei Seleuco

peça teatral de Luís de Camões

El-Rei Seleuco (escrito em 1545, impresso pela primeira vez em 1616)[1] é uma peça de teatro de Luís Vaz de Camões.

Trata-se de um auto que satiriza a nobreza. A trama baseia-se na intenção do rei de desposar a mulher que o seu filho ama. A atribuição do El-Rei Seleuco a Camões, porém, é controversa. Sua existência não era conhecida até 1654, quando apareceu publicada na primeira parte das Rimas na edição de Craesbeeck, que não dá detalhes sobre a sua origem e teve poucos cuidados na edição do texto. A peça também diverge em vários aspectos das outras duas que sobreviveram, tais como em sua extensão, bem mais curta (um ato), na existência de um prólogo em prosa, e no tratamento menos profundo e menos erudito do tema amoroso. O tema, da complicada paixão de Antíoco, filho do rei Seleuco, por sua madrasta, a rainha Estratonice, foi tirado de um fato histórico da Antiguidade transmitido por Plutarco e repetido por Petrarca e pelo cancioneiro popular espanhol, trabalhando-o ao estilo de Gil Vicente.[2][3]

EstiloEditar

É uma obra escrita em estrofes de cinco versos (quintilhas), com versos em forma de redondilha maior, e demonstra amplo domínio da língua portuguesa, mas também da espanhola, já que algumas personagens falam em espanhol, língua também corrente em Portugal na época.

ReferênciasEditar

  1. Teófilo Braga, História de Camoes (Imprensa Portuguesa, 1873), p. 164.
  2. Anastácio, Vanda. El Rei Seleuco, 1645: Reflexões sobre o «corpus» da obra de Camões[ligação inativa]. IN Península. Revista de Estudos Ibéricos, nº 2, 2005. pp. 327-342
  3. Alves, José Edil de Lima. História da literatura portuguesa: fundamentos de geografia e história. Universidade Luterana do Brasil, 2001. p. 114
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