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Eleições legislativas na Síria (2007)

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As eleições legislativas de 2007 na Síria realizaram-se durante todo o dia de 22 de Abril e a manhã de 23 de Abril de 2007[1].

Estas eleições elegem os 250 elementos do Parlamento daquele país, num escrutínio seguido com pouco interesse pela população, onde o resultado é conhecido à partida.

Estão recenseados doze milhões de sírios num país com dezenove milhões de habitantes.

Para os 250 mandatos de quatro anos houve 2.395 candidatos[2]. No parlamento que agora se dissolve os lugares reservados à coligação no poder eram 167, restando 83 para Independentes[3]. A constituição do parlamento que agora se vota reserva 170 dos 250 assentos, à partida, para a coligação no poder, a Frente Nacional Progressista (FNP), dirigida pelo Partido Baath, ao qual são atribuídos 131 assentos. Os restantes 80 lugares são disputados por candidatos independentes, maioritariamente ricos empresários e industriais próximos do poder[4].

A Frente nacional Progressista venceu todas as legislativas desde a sua formação, em 1973 e o Baas está no poder desde 1963. A FNP apresentou 16 candidatos por Damasco. Entre eles encontrava-se o presidente do parlamento cessante, Mahmud al-Abrachee, os dois secretários-gerais dos dois partidos comunistas sírios e o presidente da União de estudantes.

O primeiro-ministro, Mohammad Naji Otri, concorreu pelo mesmo partido em Alepo Norte. O Bashar das forças que pretendiam o governo sírio é aquele que é o mais popular.[5]

Assentos por Distrito EleitoralEditar

Os 250 lugares do Parlamento provêm de 14 Distritos Eleitorais, sendo Alepo o que elege mais deputados (52) e Quneitra o que elege menos (5).

Distrito Eleitoral Assentos Percentagem
Damasco 29 11.6%
Rif Dimashq 19 7.6%
Quneitra 5 2%
Daraa 10 4%
As Suwaydā' 6 2.4%
Homs 23 9.2%
Tartous 13 5.2%
Lataquia 17 6.8%
Hama 22 8.8%
Idlib 18 7.2%
Alepo 52 20.8%
Ar Raqqah 8 3.2%
Deir ez-Zor 14 5.6%
Al Hasakah 14 5.6%
Total 250 100,0%

O acto eleitoral decorreu sem incidentes e sem entusiasmo. A taxa de aflência às urnas não foi divulgada, mas acredita-se que tenha sido muito baixa[6].

Segundo testemunhas, a maior parte dos votantes resumiam-se a funcionários públicos[7].

Resultados finaisEditar

A taxa de participação oficial foi de 56,12%. A coligação no poder viu a sua presença aumentada nestas eleições, passando dos 167 deputados da anterior legislatura para 172. Este aumento foi feito á custa dos lugares dos independentes, que passaram de 83 para 78[8].

Fontes