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Equitação de Trabalho

A equitação de trabalho é uma modalidade esportiva em ascensão no Brasil. Muito conhecida na Europa em que os melhores são verdadeiramente os portugueses, é um desporto onde todos podem participar, com qualquer cavalo, de qualquer raça, idade ou experiência.

Tem como objetivo demonstrar as habilidades do cavalo de sela e a destreza do cavaleiro. A competição é composta por etapas distintas, disputas individuais – Ensino, Maneabilidade e Velocidade –, nas quais o cavaleiro monta sempre o mesmo cavalo.

Por gerações, o homem vem utilizando cavalos para o trabalho no campo. Estes animais devem possuir habilidades atléticas e morais diferenciadas, para que possam vencer os obstáculos que se apresentam com eficiência e segurança. Ágeis, no entanto controlados; fortes, no entanto sensíveis. Um delicado e necessário equilíbrio. A prova de Equitação de Trabalho foi idealizada para pôr estas qualidades à prova em pista.

Criada por italianos e franceses, a modalidade nasceu da idéia de reunir em uma única competição conjuntos de origens diversas, a fim de demonstrar o trabalho diário de campo num simulacro de obstáculos e situações reais.

De pequenas competições regionais, a prova expandiu-se rapidamente, mais tarde contando com a participação de espanhóis e portugueses.

A participação dos diferentes países possibilitou o nascimento, em 1998, de um Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho. Para tanto, desenvolveu-se um regulamento comum aos quatro países, com o objetivo de unificar os conceitos eqüestres, respeitando, porém, as diferentes tradições da lida no campo.

Cada país utiliza o cavalo típico de sua região. Os italianos usam os maremenhos, animais da região da Marema, na Toscana, de porte semelhante ao puro sangue inglês, com algumas características do quarto de milha. Os franceses utilizam camargueses, animais de pequeno porte da região da Camarga, que lembram pôneis, apenas maiores. Os espanhóis, um animal que é o resultado de uma cruza de anglo-hispano-árabes. Os portugueses, o puro sangue lusitano.

Equipamentos e trajes são típicos de cada região, definidos pelo regulamento de cada país.

Índice

O esporte conquista o Brasil e ganha um campeonato mundialEditar

No Brasil, o esporte foi introduzido em 2000, através da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL), e contou com o apoio da Associação Portuguesa do Puro Sangue Lusitano (APSL). Chegou para substituir as antigas provas funcionais da raça, seguindo o regulamento de Portugal.

Com o excelente desempenho dos conjuntos, surgiu a idéia de realizar um Campeonato Brasileiro de Equitação de Trabalho, a fim de formar uma equipe que representasse o País na Europa. Com o apoio dos principais criadores do cavalo Lusitano no País, e tendo como técnico o ginete português Bento Castelhano, Campeão Europeu da modalidade, foram selecionados cinco conjuntos, sintetizando o que existe de melhor na criação nacional.

No México houve um processo semelhanteEditar

Assim, com a formação de conjuntos de dois países do Continente Americano, foi possível a instituição em 2002 do I Campeonato Mundial de Equitação de Trabalho, que contou com a adesão, ainda, da Inglaterra.

A disputa, realizada em outubro de 2002 na cidade de Beja, Portugal, reuniu equipes do país anfitrião, da Espanha, França, Inglaterra, Itália, México e Brasil.

Os brasileiros contaram com o apoio de um grupo de profissionais de excelente nível técnico, e depois de três dias de competição o Brasil triunfou com a conquista dos títulos de Campeão Mundial Individual com o conjunto Fábio Rogério Lombardo montando Brilho do Rimo, seguido do terceiro lugar de Luciano Pereira Alves com Navarro (AJR), enquanto a equipe faturou o título de Vice-campeã Mundial, só perdendo para os portugueses, e confirmando o potencial de nossos ginetes.

O entusiasmo com a conquista levou o Brasil a oficializar em janeiro de 2003 a Associação Brasileira de Equitação de Trabalho (ABET), entidade que chegou com o objetivo de fomentar o esporte no diversificado universo da eqüinocultura nacional. Com apoio da ABPSL, a ABET instituiu no mesmo ano o I Campeonato Brasileiro de Equitação de Trabalho, competição aberta a todas as raças, e apoiou a promoção de clínicas e cursos de iniciativas particulares.

Equitação de trabalho ganha associação internacionalEditar

O crescimento do esporte, tanto nos países europeus quanto no Brasil e México, possibilitou que em janeiro de 2005 fosse oficializada em Roma, Itália, a WAWE - World Association for Working Equitation -, uma associação internacional que tem como principal objetivo o desenvolvimento e divulgação do esporte pelo mundo.

O evento, realizado durante a realização do Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho, reuniu representantes de sete países: Bélgica, Brasil, Espanha, Inglaterra, Itália, México e Portugal.

A sede da WAWE é na FISE - Federação Italiana de Esporte Eqüestre -, cujo presidente, Cesare Croce, esteve também na reunião de fundação.

Foi eleito para a presidência da entidade João Ralão Duarte, de Portugal, enquanto o italiano Aldo Capovilla ocupa a 1ª Vice-presidência. O Brasil ganhou representação na primeira diretoria da entidade, e vem sendo representado por Raul Antonio de Maura Silva, médico veterinário e superintendente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL). Raul Maura Silva ocupa a 2ª Vice-presidência da entidade.

A entidade conta, ainda, com uma Assembléia Geral, presidida pelo espanhol Francisco Acedo, vice-presidida pelo mexicano Juan José Alvarado del Valle, e que tem na auditora de contas Sherene Rahmatallah, da Inglaterra.filho da pulitica

Ver tambémEditar