Ernesto Leandro Rodrigues Soares

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Ernesto Leandro Rodrigues Soares (Mafra, 27 de fevereiro de 1887Lisboa, 17 de dezembro de 1966), mais conhecido por Ernesto Soares, foi um pedagogo, bibliógrafo e estudioso da história da gravura em Portugal, continuador do trabalho de Inocêncio Francisco da Silva.

Ernesto Soares
Nascimento 27 de fevereiro de 1887
Mafra, Portugal
Morte 17 de dezembro de 1966 (79 anos)
Lisboa, Portugal
Ocupação Pedagogo e bibliógrafo
Prémios Prémio José de Figueiredo 1952

BiografiaEditar

Nasceu em Mafra, filho de Nazaré Rodrigues Soares e de seu marido, escrivão de Direito, José Rodrigues Soares. Estudou em Lisboa, onde foi aluno do Colégio de Campolide e depois da Escola Académica, onde concluiu o curso liceal.

Aos 23 anos, em 1910, casou com a filha de um farmacêutico de Mafra, vila onde se radica e inicia funções como escrivão de Direito, aparentemente destinado a seguir a ocupação paterna. A sua carreira de funcionário contudo cessa abruptamente quando em 1914 foi preso por ter aderido ao golpe monárquico de 20 de Outubro daquele ano, a Revolta da Água-Pé.[1]

Foi julgado e condenado a 18 meses de prisão e 6 meses de multa a 20 centavos pela sua participação na revolta.[2]

Expulso da função pública, quando libertado optou por residir em Lisboa, empregando-se como professor de Português e Latim no Colégio Académico. Transferiu-se depois para a Escola Lusitânia, da qual foi subdirector.

Dedicou-se ao estudo da iconografia, com destaque para a história da gravura e dos gravadores portugueses, matéria sobre a qual publicou em 1927 o seu primeiro trabalho de investigação. Viria a publicar grande número de trabalhos sobre estes temas, matéria de que se tornou um dos mais conhecidos investigadores. Teve colaboração na revista Feira da Ladra [3] (1929-1943) e também no Boletim dos Museus Nacionais de Arte Antiga [4] (1939-1943). Foi sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, da Academia Portuguesa de Ex-Libris e da Academia Nacional de Belas-Artes.

Notas

  1. Jornal Democracia, 8 de Novembro de 1914.
  2. Democracia, 10 de Janeiro e de 17 de Janeiro de 1915.
  3. «Feira da ladra : revista mensal ilustrada (1929-1942), Tomo IX, páginas 204 a 206» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 24 de fevereiro de 2015 
  4. Alda Anastácio (14 de fevereiro de 2019). «Ficha histórica:O Boletim dos Museus Nacionais de Arte Antiga (1939-1943)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 17 de Junho de 2019 

Ligações externasEditar