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A '''''Encyclopædia Britannica''''' é uma [[enciclopédia]] generalista de [[língua inglesa]] publicada pela [[Encyclopædia Britannica, Inc.]], uma editora privada. Os [[verbete]]s na ''Britannica'' têm como público alvo diretamente os leitores adultos cultos; a enciclopédia é escrita por 19 editores em tempo integral e conta com a colaboração de mais de quatro mil peritos. É amplamente considerada como a mais acadêmica das enciclopédias.<ref name="kister_1994">{{Referência a livro | autor = KF Kister | autorlink = Kenneth Kister | ano = 1994 | título = Kister's Best Encyclopedias: A Comparative Guide to General and Specialized Encyclopedias | edição = 2nd ed. | editora = Oryx Press | local = Phoenix, AZ | id = ISBN 0-89774-744-5}}</ref><ref name="sader_1995" />
 
A ''Britannica'' inicialmente foi publicada entre [[1768]] e [[1771]], em [[Edimburgo]], [[Reino Unido]], e depressa aumentou em popularidade e tamanho, com a sua terceira edição, em [[1801]], alcançando os vinte volumes.<ref name="kogan_1958">{{Referência a livro | último = Kogan | primeiro = Herman | ano = 1958 | título = The Great EB: The Story of the Encyclopædia Britannica | publicado = The University of Chicago Press | location = Chicago | id = {{LCCN|58008379}}}}</ref><ref name="encyclopedia_1954" /> O aumento de tamanho implicou a contratação de colaboradores, e as suas 9.ª ([[1875]]–[[1889]]) e [[Décima primeira edição da Encyclopædia Britannica|11.ª edições (1911)]] são consideradas como marcos no que toca a enciclopédias acadêmicas e de estilo literário.<ref name="kogan_1958" /> Começando com a 11.ª edição, a ''Britannica'' foi gradualmente diminuindo e simplificando os seus artigos a fim de os tornar mais acessíveis, e alargar a sua expansão ao mercado nos [[Estados Unidos]].<ref name="kogan_1958" /> Em [[1933]], a ''Britannica'' tornou-se a primeira enciclopédia a adotar a política "em contínua revisão", que resulta em que a enciclopédia seja continuamente reimpressa e cada verbete seja atualizado regularmente.<ref name="encyclopedia_1954" />
 
A edição atual (a 15.ª) tem uma única estrutura dividida em três partes: a ''[[Micropædia]]'', de 12 volumes, contém verbetes menores (geralmente tendo menos de 750 palavras), a ''[[Macropædia]]'', de 17 volumes, com longos artigos (tendo de duas a 310 páginas cada) e a ''[[Propædia]]'', num só volume, que pretende fornecer um esboço do conhecimento humano, de modo [[hierarquia|hierárquico]]. A ''Micropædia'' é destinada a pesquisa rápida e a servir como guia para a ''Macropædia''; os leitores são aconselhados a estudar o esboço da ''Propædia'' a fim de entender o contexto do assunto e para encontrar outros artigos, mais detalhados.<ref name="propedia_preface">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = 5–8}}</ref> O tamanho da ''Britannica'' tem-se mantido muito constante ao longo dos últimos 70 anos, com cerca de 40 milhões de palavras e meio milhão de tópicos.<ref name="index_preface">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''Index'' preface}}</ref> Embora a sua publicação tenha sede nos [[Estados Unidos]] desde [[1901]], a ''Britannica'' manteve a ortografia inglesa tradicional.<ref name="kister_1994" />
 
Ao longo da [[História]], a ''Britannica'' tem tido dificuldade em permanecer rentável — um problema enfrentado por muitas enciclopédias.<ref name="EB_encyclopedia" /> Alguns verbetes, em determinadas edições anteriores da ''Britannica'', foram acusados de imprecisão, viés ou falta de qualificação dos colaboradores.<ref name="kogan_1958" /><ref name="burr_1911" /> A precisão de partes da edição mais recente (de 2005) tem sido igualmente questionada,<ref name="kister_1994" /><ref name="Giles_Nature_study_2005" /> embora tais críticas tenham sido contestadas pela gestão da ''Britannica''.<ref name="fatally_flawed" /> Apesar disso, a ''Britannica'' mantém a sua reputação como fonte de pesquisa confiável. A 13 Março de 2012, foi anunciado que a ''Encyclopædia Britannica'', agora com sede em [[Chicago]], não iria publicar mais versões impressas em papel focando-se apenas na sua versão ''online''.<ref>[http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=29663]</ref><ref name=NYT-stop>{{cite news |last=Bosman |first=Julie |title=After 244 Years, Encyclopaedia Britannica Stops the Presses |url=http://mediadecoder.blogs.nytimes.com/2012/03/13/after-244-years-encyclopaedia-britannica-stops-the-presses |date=13 de março de 2012 |work=[[New York Times]]|author=Julie Bosman|accessdate=13 de março de 2012 }}</ref>
 
=== Dedicatórias ===
A ''Britannica'' foi dedicada aos monarcas britânicos de [[1788]] a [[1901]] e, após sua venda a uma sociedade estadunidense, ao monarca britânico e ao presidente dos EUA.<ref name="kister_1994" /> Assim, a 11.ª edição foi "dedicada, com permissão, a Sua Majestade [[Jorge V do Reino Unido|Jorge V]], Rei da Grã-Bretanha e Irlanda e dos Domínios Britânicos de além-mar, Imperador da Índia, e a [[William Howard Taft]], Presidente dos Estados Unidos da América."<ref name="EB_1911">{{Referência a livro | ano = 1910 | título = Encyclopædia Britannica | edição = 11<sup>th</sup>11th edition | páginas = p.3}}</ref> A ordem destas duas dedicatórias mudou com os poderes relativos dos EUA e da Grã-Bretanha, e com as vendas relativas da ''Britannica'' nesses países; a versão de [[1954]] da 14.ª edição é "dedicada, com permissão aos Chefes de Estado das Duas Nações Anglófonas, [[Dwight D. Eisenhower]], Presidente dos Estados Unidos da América, e a sua Majestade, [[Isabel II do Reino Unido|Isabel II]]."<ref name="EB_1954">{{Referência a livro | ano = 1954 | título = Encyclopædia Britannica | edição = 14<sup>th</sup>14th edition | páginas = p.3}}</ref> De acordo com esta tradição, a versão de 2007 da corrente 15.ª edição é "dedicada, com permissão, ao ex Presidente dos Estados Unidos da América, [[George W. Bush]], e a sua Majestade, [[Elizabeth II do Reino Unido|Elizabeth II]]."<ref name="propedia_3">{{Referência a livro | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''Propædia'' | páginas = p.3}}</ref>
 
== Avaliação popular e da crítica ==
Como enciclopédia generalista, a ''Britannica'' procura descrever a mais ampla gama de assuntos possível. Os temas são escolhidos, em parte, por referência no "Esboço do Conhecimento" da ''[[Propædia]]''.<ref name="">propedia_preface</ref> Grande parte da ''Britannica'' é dedicada à [[geografia]] (26% da ''[[Macropædia]]''), [[biografia]] (14%), [[biologia]] e [[medicina]] (11%), [[literatura]] (7%), [[física]] e [[astronomia]] (6%), [[religião]] (5%), [[arte]] (4%), [[filosofia]] ocidental (4%), e [[direito]] (3%).<ref name="kister_1994" /> Um estudo complementar da ''[[Micropædia]]'' descobriu que 25% dos verbetes eram do ramo da geografia, 18% de ciências exatas, 17% das ciências humanas, 17% eram biografias, e 25% sobre todos os outros ramos das humanidades.<ref name="sader_1995" /> Em [[1992]], um revisor escreveu que "o alcance, a profundidade, a exatidão da análise [da ''Britannica''] são insuperáveis por qualquer outra enciclopédia generalista."<ref>{{Referência a livro | autor = JP Lang | ano = 1992 | título = Reference Sources for Small and Medium-Sized Libraries | edição = 5th ed. | editora = American Library Association | local = Chicago | páginas = 34}}</ref>
 
A ''Britannica'' não trata os tópicos equivalentes com igual riqueza de detalhes; por exemplo, o verbete [[Budismo]] e a maioria das outras religiões são cobertas por um único verbete da ''[[Macropædia]]'', enquanto que 14 verbetes são dedicados ao [[Cristianismo]], representando cerca de metade de todos os verbetes sobre religião.<ref name="macropaedia_2007">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Macropædia]]''}}</ref> No entanto, tem recebidos louvores por ser considerada a menos ''enviesada'' de todas as enciclopédias generalistas, comercializadas para leitores ocidentais<ref name="kister_1994" /> e prezada pelas suas biografias de mulheres importantes de todas as eras.<ref name="sader_1995" />
 
{{cquote| Pode-se afirmar, sem receio de contradição, que a 15.ª edição da ''Britannica'' no que diz respeito às culturas, sociedades e desenvolvimento científicos não-ocidentais é mais informativa do que qualquer outra enciclopédia em idioma inglês atualmente no mercado.<ref>Uma tradução livre para: “It can be stated without fear of contradiction that the 15th edition of the ''Britannica'' accords non-Western cultural, social, and scientific developments more notice than any general English-language encyclopedia currently on the market.”</ref> |20|20|[[Kenneth Kister]]|in ''Kister's Best Encyclopedias'' (1994)}}
 
=== Crítica ===
A ''Britannica'' também tem recebido fortes críticas, especialmente quando as suas edições se tornam desatualizadas. É dispendioso produzir uma nova edição, completa, da ''Britannica,''<ref>De acordo com Kister (1994, referência 1, acima), a produção inicial da 15.ª edição (1974) custou cerca de $32 milhões de dólares.</ref> e os seus editores, em geral, atrasam as novas edições, tanto quanto sensatamente possível (por norma, cerca de 25 anos).<ref name="encyclopedia_1954">{{citar enciclopédia | ano = 1954 |título= Encyclopædia | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 14<sup>th</sup>14th edition}} Além de prover um bom resumo da história e dos produtos descontinuados da ''Britannica'', este artigo ainda descreve o ciclo de vida de uma típica edição da ''Britannica''. Normalmente, um nova edição começa com fortes vendas, que gradualmente começam a decair assim que a enciclopédia se torna desatualizada. Quando se inicia o trabalho numa nova edição, o fato espalha-se e as vendas da velha edição param, efetivamente, mesmo na hora em que as necessidades de capital são maiores: uma nova equipe editorial precisa ser montada, verbetes comissionados, etc. [[Elkan Harrison Powell]] identificou esta flutuação cíclica como um perigo chave para a saúde da enciclopédia, que ele espera superar com sua política inovadora de revisão contínua.</ref> Por exemplo, apesar da política de revisão contínua, a 14.ª edição ficou significativamente desatualizada após 35 anos (1929–1964). Quando o físico norte-americano [[Harvey Einbinder]] detalhou os seus erros no seu livro de 1964, ''The Myth of the Britannica'',<ref>{{Referência a livro | autor = Harvey Einbinder | autorlink = Harvey Einbinder | ano = 1964 | título = The Myth of the Britannica | editora = Grove Press | local = New York | id = ISBN 978-0-384-14050-9}}</ref> o feito resultou em que a enciclopédia produziu a 15.ª edição, que requereu dez anos de trabalho.<ref name="kister_1994" /> Continua sendo difícil manter a ''Britannica'' atualizada; um crítico escreveu, recentemente, que "não é difícil encontrar verbetes desatualizados ou a precisar de revisão", constatando que os artigos maiores, da ''Macropædia'', correm mais riscos de estarem desatualizados do que os mais curtos, da ''Micropædia''.<ref name="kister_1994" /> A informação na ''Micropædia'' por vezes é inconsistente com a matéria correspondente no verbete da ''Macropædia'', principalmente porque uma delas está desatualizada.<ref name="sader_1995" /><ref name="library_association_1996" /> As bibliografias dos artigos da ''Macropædia'' obtiveram mais críticas por estarem mais desatualizadas do que pelos artigos em si.<ref name="kister_1994" /><ref name="sader_1995" /><ref name="library_association_1996" />
 
Historicamente, dentre os autores da ''Britannica''' foram incluídas autoridades eminentes, tais como [[Albert Einstein]], [[Marie Curie]] e [[Leon Trotsky]]. No entanto, alguns dos seus colaboradores têm sido criticados pela sua falta de conhecimento técnico específico:<ref name="burr_1911">{{Citar periódico | ultimo=Burr | primeiro=George L. | autorlink=George Lincoln Burr | ano=1911 |título=The Encyclopædia Britannica: A Dictionary of Arts, Sciences, Literature and General Information | jornal=American Historical Review | volume=17 | paginas=103–109}}</ref>
 
==== Racismo e sexismo em edições anteriores ====
Pelos padrões modernos, as edições passadas da ''Britannica'' contiveram artigos cobertos de [[racismo]] e [[sexismo]].<ref name="thomas_1992" /> A 11.ª edição caracteriza a [[Ku Klux Klan]] como que protegendo a [[Caucasoide|raça branca]] e restaurando a ordem aos [[Estados Confederados da América|Estados Sulistas]] depois da [[Guerra Civil dos Estados Unidos da América|guerra civil]], citando a necessidade de "controlar os negros" para "prevenir qualquer combinação de raças" e "a frequente ocorrência do crime de violação de mulheres brancas, por homens negros."<ref>{{citar enciclopédia | último = Fleming | primeiro = Walter Lynwood | ano = 1911 |título= Lynch Law | url = http://1911encyclopedia.org/Lynch_Law | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 11<sup>th</sup>11th edition | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.|Encyclopædia Britannica, Inc]]}}</ref><ref>{{citar enciclopédia | último = Fleming | primeiro = Walter Lynwood | ano = 1911 |título= Ku Klux Klan | url = http://1911encyclopedia.org/Ku_Klux_Klan | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 11<sup>a</sup> edição | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.|Encyclopædia Britannica, Inc]]}}</ref> Similarmente, o verbete sobre ''Civilização'' argumenta sobre [[eugenia]], afirmando que é irracional "propagar pessoas com baixo grau de inteligência, aumentando as fileiras dos pobres, deficientes e criminosos, que hoje em dia constituem obstáculo a ameaçar o progresso racial."<ref>{{citar enciclopédia | último = Williams | primeiro = Henry Smith | ano = 1911 |título= Civilization | url = http://1911encyclopedia.org/Civilization | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 11<sup>a</sup> edição | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.|Encyclopædia Britannica, Inc]]}}</ref> A 11.ª edição não biografou [[Marie Curie]], apesar de ela ter recebido o [[Nobel de Física]] de [[1903]] e o [[Nobel de Química]] de [[1911]], embora seja brevemente mencionada na biografia do marido [[Pierre Curie]].<ref>{{citar enciclopédia | ano = 1911 |título= Pierre Curie | url = http://1911encyclopedia.org/Pierre_Curie | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 11<sup>a</sup> edição | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.|Encyclopædia Britannica, Inc]]}}</ref> A ''Britannica'' empregava uma vasta equipa feminina, que escreveu centenas de verbetes, pelos quais não obtiveram qualquer crédito.<ref name="thomas_1992" />
 
==== Imprecisão ====
O lema da ''Propædia'' é "''Esboço do Conhecimento''" (''Outline of Knowledge''), indicando que pretende realizar uma organização lógica para todo o conhecimento humano.<ref name="propedia_preface" /> Efetivamente, esse esboço é usado pelos editores da enciclopédia para decidir quais artigos devem ser incluídos nas duas outras subdivisões.<ref name="propedia_preface" /> Também tem a pretensão de servir de guia ao consulente, sugerindo-lhe os artigos que deverá ler para ter um conhecimento mais aprofundado sobre o tópico.<ref name="propedia_preface" /> As [[biblioteca]]s, entretanto, constataram que este volume é raramente utilizado, e os revisores sugeriram que fosse abolido da enciclopédia.<ref name="library_association_1992">{{Referência a livro | ano = 1992 | título = Purchasing an Encyclopedia: 12 Points to Consider | edição = 4th edition | editora = Booklist Publications, [[American Library Association]] | id = ISBN 0-8389-5754-4}}</ref> A ''Propædia'' também possui transparências coloridas da [[anatomia humana]], e vários apêndices contendo a listagem dos membros administrativos, conselheiros e colaboradores de todas as três subdivisões da obra.
 
Vistas juntas, ''Micropædia'' e ''Macropædia'' contêm cerca de 40 milhões de palavras e 24 mil imagens.<ref name="index_preface" /> Os dois volumes de índice têm 2.350 páginas, listando 225.274 tópicos junto com 474.675 sub-entradas sob esses tópicos.<ref name="sader_1995" /> A [[ortografia]] britânica é preferida sobre a norte-americana, em geral;<ref name="sader_1995" /> como exemplo, a palavra ''colour'' é usada ao invés de ''color'', ''centre'' no lugar de ''center'' e ''encyclopaedia'' em vez de ''encyclopedia''. Entretanto, algumas exceções ocorrem, como uso de ''defense'' ao invés do britânico ''defence''.<ref>{{citar enciclopédia |título= Defense mechanism | enciclopédia = Encyclopædia Britannica | edition= 15<sup>th</sup>15th edition | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.]] |data= 2007 | volume = 3 | páginas = p. 957}}</ref> A solução alternativa encontrada é o uso de referências cruzadas como em "Color: ''see'' Colour."
 
Desde [[1936]] os artigos são revisados em períodos regulares, considerando que a cada ano ao menos 10% deles sejam revisados.<ref name="sader_1995" /><ref name="encyclopedia_1954" /> De acordo com um dos [[Site|sítios]] da ''Britannica'', 46% dos artigos são revisados a cada três anos;<ref>{{Citar web | url = http://corporate.britannica.com/library/print/eb.html |título= Encyclopædia Britannica: School & Library Site, promotional materials for the 2007 ''Britannica'' |acessodata= 2007-04-11}}</ref> entretanto, em outro sítio, é informado que apenas 35% dos verbetes sofrem revisão neste período.<ref>{{Citar web | url = http://www.britannica.com.au/product.asp?prod=HLMPKG07 |título= Australian Encyclopædia Britannica, promotional materials for the 2007 ''Britannica'' |acessodata= 2007-04-10}}</ref>
 
A ordenação alfabética dos artigos na ''Micro-'' e ''Macropædia'' segue a regras rígidas.<ref name="micropedia_preface">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''Micropædia'' preface}}</ref>
 
[[Diacrítico]]s e letras não usadas no [[língua inglesa|inglês]] são ignorados, enquanto entradas numéricas como "''1812, War of''" são ordenadas como se os números fossem escritos na forma cardinal ("''Eighteen-twelve, War of''"). Verbetes com nomes iguais recebem a seguinte ordem: primeiro as pessoas, depois os lugares e por último as coisas. Governantes com nomes idênticos são seqüenciados primeiro pelo país, e em seguida pela cronologia; Assim, Carlos III da França (''Charles III of France'') precede a Carlos I do Reino Unido (''Charles I of England''), por ser listado na ''Britannica'' como rei da Grã-Bretanha e Irlanda (''Great Britain and Ireland'') - ou seja, são listados como se seus nomes fossem escritos assim: "''Charles, France, 3''" e "''Charles, Great Britain and Ireland, 1''". De forma similar, os lugares de nomes iguais são organizados alfabeticamente pelos países, e depois pela condição das subdivisões políticas.
== Responsáveis e colaboradores ==
=== Colaboradores ===
A versão impressa de 2007 da ''Britannica'' ostenta 4.411 colaboradores, com figuras proeminentes, entre eles o [[Nobel de Economia]] [[Milton Friedman]], o [[Astronomia|astrônomo]] [[Carl Sagan]] e o [[Cirurgia|cirurgião]] [[Michael DeBakey]].<ref name="macropaedia_contributors">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = 531–674}}</ref> Um quarto dos colaboradores já faleceu, alguns há tempo tão distante como em 1947 (caso de [[Alfred North Whitehead]]), enquanto outro quarto é aposentado ou emérito. A maioria (98%, aproximadamente), contribui para um único artigo; entretanto, 64 contribuíram em três artigos, 23 ajudaram em quatro, dez contribuíram em cinco e oito contribuíram em mais de cinco verbetes. Uma exceção prolífica foi o Drª. [[Christine Sutton]], da [[Universidade de Oxford]], que contribuiu em 24 artigos sobre [[física de partículas]].
 
=== Administração ===
[[Imagem:Thomas Spencer Baynes painted 1888.gif|frame|direita|Retrato de [[Thomas Spencer Baynes]], editor da 9.ª edição. Pintado em 1888, está no Senado Acadêmico da [[Universidade de St Andrews]], na [[Escócia]].]]
 
[[Dale Hoiberg]], um [[sinologia|sinólogo]], é presentemente o vice-presidente sênior e editor-chefe da Britannica.<ref name="propedia_staff">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = p.745}}</ref> Seus predecessores como editores-chefes foram [[Hugh Chisholm]] (1902–1924), [[James Louis Garvin]] (1926–1932), [[Franklin Henry Hooper]] (1902–1938), [[Walter Yust]] (1938–1960), [[Harry Ashmore]] (1960–1963), [[Warren E. Preece]] (1964–1968, 1969–1975), Sir [[William Haley]] (1968–1969), [[Philip W. Goetz]] (1979–1991),<ref name="kister_1994" /> e [[Robert McHenry]] (1992–1997).<ref name="Britannica History">{{Citar web | url = http://corporate.britannica.com/company_info.html |título= History of Encyclopædia Britannica and Britannica Online |acessodata= 2006-10-17 | publicado = Encyclopædia Britannica, Inc}}</ref> [[Anita Wolff]] e [[Theodore Pappas]] são editora assistente e editor executivo, respectivamente.<ref name="propedia_staff" /> Editores executivos anteriores incluem [[John V. Dodge]] (1950–1964) e Philip W. Goetz.
 
A ''Britannica'' mantém um departamento editorial com cinco editores seniores, e nove editores associados, supervisado por [[Dale Hoiberg]] e outros quatro. O departamento editorial auxilia na autoria dos artigos da ''[[Micropædia]]'' e nalgumas seções da ''[[Macropædia]]''.<ref name="EB_biochemistry">{{citar enciclopédia |título= Biochemical Components of Organisms | enciclopédia = Encyclopædia Britannica, 15th ed. | publicado = [[Encyclopædia Britannica, Inc.|Encyclopædia Britannica, Inc]] |data= 2007 | volume = 14 | páginas = 1007–1030}}</ref>
 
=== Conselheiros editoriais ===
A ''Britannica'' possui um quadro de conselheiro editoriais, que correntemente inclui 14 acadêmicos distintos:<ref name="propedia_editorial advisors">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = p.5}}</ref><ref>{{Citar web |autor= |url=http://corporate.britannica.com/board/ |título=Encyclopædia Britannica Board of Editors |língua= |obra=Britannica.com |data= |acessodata=27-09-2006 }}</ref>
* Sobre presidentes [[Equador|equatorianos]] – [[Rosalía Arteaga]],
* [[Fisiologia]]/laureados com o [[Nobel de Fisiologia ou Medicina]] - [[David Baltimore]],
* Laureados com o [[Nobel de Economia]] - Amartya Sem e Barão Sutherland of Houndwood.
 
A ''[[Propædia]]'' e seu ''Outline of Knowledge'' são feitos por dúzias de conselheiros editoriais sob a direção de Mortimer J. Adler.<ref name="propedia_other_editorial_advisors">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = 524–530}}</ref> Metade destes conselheiros já é falecida, incluindo antigos chefes dos editores dessa seção: [[René Dubos]] (m. 1982), [[Loren Eiseley]] (m. 1977), [[Harold D. Lasswell]] (m. 1978), [[Mark Van Doren]] (m. 1972), [[Peter Ritchie Calder]] (m. 1982) e [[Mortimer J. Adler]] (m. 2001). A ''Propædia'' lista ainda quatro mil colaboradores que foram consultados, mas que não assinaram os artigos da ''[[Micropædia]]''.<ref name="micropaedia_consultants">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = 675–744}}</ref>
 
=== Estrutura corporativa ===
Em janeiro de [[1996]], a ''Britannica'' pertencente à [[Benton Foundation]] (Fundação Benton), foi comprada pelo milionário [[Suíça|suíço]] das finanças [[Jacqui Safra]],<ref>{{Citar web | url = http://chronicle.uchicago.edu/960104/britannica.shtml |título= Britannica sold by Benton Foundation | publicado = University of Chicago Chronicle |data= 4 de Janeiro de 1996}}</ref> e que atualmente é o presidente do quadro administrativo. Em [[1997]], [[Don Yannias]], sócio de longa data e conselheiro de negócios de Safra, tornou-se o executivo-chefe da [[Encyclopædia Britannica, Inc.]].<ref>{{citar web | url = http://corporate.britannica.com/press/releases/yannias.html |título= Encyclopædia Britannica Announces Appointment Of Don Yannias As Chief Executive Officer | publicado = Encyclopædia Britannica, Inc. |data= 4 de Março de 1997}}</ref> Uma nova companhia, a [[Britannica.com Inc.]], foi iniciada em [[Spin-off]] em [[1999]], para desenvolver uma versão digital da ''Britannica'', tendo Yannias a chefia desse empreendimento, enquanto o cargo equivalente da Encyclopædia Britannica, Inc. permaneceu acéfalo por dois anos. A gestão de Yannias deu prejuízos, grandes demissões e perdas financeiras.<ref>{{Citar periódico | ultimo=Abramson | primeiro=Ronna |data=9 de Abril de 2001 |título=Look Under "M" for Mess—Company Business and Marketing | jornal=The Industry Standard | url=http://findarticles.com/p/articles/mi_m0HWW/is_14_4/ai_73746980 |acessodata=2007-03-26}}</ref> Em [[2001]], ele foi finalmente substituído por [[Ilan Yeshua]], que reuniu a direção das duas companhias.<ref>{{citar livro |título= Ilan Yeshua Named Britannica CEO. Veteran Executive to Consolidate Operations of Encyclopaedia Britannica and Britannica.com | publicado = Encyclopædia Britannica, Inc. |data= 16 de Maio de 2001}}</ref> Yannias retornou mais tarde como administrador financeiro, mas não mais integrou o Conselho de Administração da ''Britannica''.
 
Em [[2003]], o então consultor administrativo [[Jorge Aguilar-Cauz]] foi nomeado presidente da Encyclopædia Britannica, Inc. Cauz é executivo sênior e reporta-se diretamente ao Conselho Administrativo da empresa. Apesar de seu estilo dominador e acadêmico, realizou alianças agressivas com outras empresas e estendeu a marca Britannica como um marco e como produto de referência educativa, continuando uma estratégia iniciada ainda em meados dos [[Década de 1930|anos 30]] por seu predecessor [[Elkan Harrison Powell]].<ref name="propedia_Chair_President">{{Referência a livro | ano = 2007 | título = The New Encyclopædia Britannica | edição = 15<sup>th</sup>15th edition, ''[[Propædia]]'' | páginas = p.2}}</ref>
 
Sob a propriedade de Safra a companhia sofreu dificuldades financeiras, o que foram enfrentadas com a redução dos preços de seus produtos e implementação de drásticos cortes de gastos. De acordo com um relatório de 2003 do ''[[New York Post]]'', a administração da ''Britannica'' demitiu os empregados do plano [[401(k)]] e encorajou o uso de imagens sem [[direito autoral]]. Estas mudanças, porém, tiveram impactos negativos, como por exemplo a demora de seis meses no pagamento dos colaboradores independentes, e seu pessoal passou vários anos sem melhoria de salários<ref>{{Citar web |título= Cash-shy Britannica | páginas = 6 | publicado = [[New York Post]] |data= 11 de Setembro de 2003 | url = http://entertainment.excite.com/celebgossip/pgsix/id/09_11_2003_11.html }}</ref>