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Alterações

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====A perseguição====
[[Ficheiro:Rheinuebung Karte2.png|thumb|left|300px320px|Mapa mostrando os movimentos do ''Bismarck'' e ''Prinz Eugen'' em vermelho, e os da Marinha Real em amarelo.]]
Após a batalha, Lütjens relatou, "Couraçado, provavelmente ''Hood'', afundado. Outro navio, ''King George V'' ou ''Renown'', fugiu danificado. Dois cruzadores pesados mantém contato".<ref>Bercuson & Herwig 2003, p. 167</ref> Às 8h01min, ele transmitiu um relatório de danos e suas intenções para a OKM, que eram separar o ''Prinz Eugen'' para ataques e seguir para [[Saint-Nazaire]] afim de realizar reparos.<ref>Bercuson & Herwig 2003, p. 168</ref> Pouco após às 10h00min, Lütjens ordenou que o ''Prinz Eugen'' fosse para trás do ''Bismarck'' para avaliar a severidade do vazamento de combustível. Após confirmar "fluxos grandes de combustível de ambos os lados da esteira",<ref name=bercuson173 >Bercuson & Herwig 2003, p. 173</ref> o ''Prinz Eugen'' voltou para a dianteira.<ref name=bercuson173 /> Por volta de uma hora depois, um [[Short Sunderland]] britânico relatou a mancha de combustível para o ''Suffolk'' e ''Norfolk'', que haviam juntado-se ao danificado ''Prince of Wales''. O Contra-Almirante Frederic Wake-Walker, comandante dos cruzadores, ordenou que o ''Prince of Wales'' ficasse atrás de seus navios.<ref>Bercuson & Herwig 2003, pp. 173–174</ref>
 
A Marinha Real ordenou que todos os navios de guerra na área fossem atrás do ''Bismarck'' e ''Prinz Eugen''. A Home Fleet de Tovey navegava para encontrar os alemães, mas na manhã de 24 de maio ainda estavam a mais de 350 milhas náuticas (650&nbsp;km) de distância. O Almirantado mandou que os [[Cruzador rápido|cruzadores rápidos]] HMS ''Manchester'', HMS ''Birmingham'' e HMS ''Arethusa'' patrulhassem o Estreito da Dinamarca caso Lütjens tentasse voltar por essa rota. O couraçado HMS ''Rodney'', que estava escoltando o MV ''Britannic'' e deveria passar por uma reforma no estaleiro de [[Boston]], juntou-se a Tovey. Dois antigos couraçados da classeClasse ''Revenge'' também entraram na caçada: o HMS ''Revenge'', vindo de [[Halifax]], e o HMS ''Ramillies'', que estava escoltando o Comboio HX 127.<ref>Bercuson & Herwig 2003, pp. 174–175</ref> No total, seis couraçados, seis cruzadores de batalha, dois porta-aviões, treze cruzadores e vinte e um21 contratorpedeiros entraram na perseguição.<ref>Williamson 2003, p. 33</ref> Por volta dàs 17h00min, a tripulação do ''Prince of Wales'' conseguiu consertar nove dos dez canhões, o que permitiu Wake-Walker colocá-lo na frente de sua formação para atacar o ''Bismarck'' caso tivesse a oportunidade.<ref>Bercuson & Herwig 2003, p. 175</ref>
 
[[Ficheiro:Bundesarchiv Bild 146-1984-055-14, Schlachtschiff Bismarck, nach Seegefecht.jpg|thumb|right|250px|O ''Bismarck'', visto do ''Prinz Eugen'', após a Batalha do Estreito da Dinamarca.]]
Com o clima piorando, Lütjens ordenou às 16h40min que o ''Prinz Eugen'' se separasse. A chuva não foi forte o bastante para esconder a retirada alemã dos cruzadores de Wake-Walker, que mantiveram contato por radar. O ''Prinz Eugen'' então foi chamado de volta temporariamente.<ref>Zatterling & Tamelander 2009, pp. 192–193</ref> O cruzador pesado separou-se com sucesso às 18h14min. O ''Bismarck'' virou para enfrentar a formação de Wake-Walker, forçando o ''Suffolk'' a fugir em alta velocidade. O ''Prince of Wales'' disparou doze vezes contra os alemães, que responderam com nove tiros, porém ninguém acertou seu alvo. A ação distraiu os britânicos e permitiu que o ''Prinz Eugen'' escapasse. Depois de retornar ao seu curso original, as três embarcações de Wake-Walker seguiram o ''Bismarck'' pelo lado bombordo.<ref>Garzke & Dulin 1985, p. 227</ref>
 
Apesar do ''Bismarck'' ter sido danificado na batalha e forçado a reduzir a velocidade, ele ainda era capaz de alcançar 28 nós (52&nbsp;km/h), a mesma velocidade máxima do [[HMS King George V|HMS ''King George V'']] de Tovey. A menos que o ''Bismarck'' fosse retardado, os britânicos não conseguiriam impedir sua chegada a Saint-Nazaire. Pouco depois dàs 22h00min do dia 25 de maio, Tovey enviou o porta-aviões HMS ''Victorious'' e quatro cruzadores rápidos para criarem um curso que permitiria ataques com [[Torpedeiro (avião)|aviões torpedeiros]]. Às 22h00min, o ''Victorious'' lançou um ataque composto por seis Fairey Fulmar e nove [[Fairey Swordfish]]. Os aviadores inexperientes quase atacaram o ''Norfolk'' na sua aproximação; a confusão alertou os atiradores antiaéreos do ''Bismarck''.<ref name=garzke229 >Garzke & Dulin 1985, p. 229</ref> O navio alemão disparou suas baterias principais e secundárias com depressão mínima afim de criar enormes colunas d'água no caminho das aeronaves.<ref>Bercuson & Herwig 2003, p. 189</ref> Mesmo assim, nenhum torpedeiro foi abatido. O ''Bismarck'' desviou de oito torpedos de um total de nove lançados.<ref name=garzke229 /> O nono acertou à meia-nau no cinturão principal de blindagem e causou danos pequenos. O impacto jogou um homem contra uma parede, matando-o; outros cinco foram feridos.<ref>Garzke & Dulin 1985, pp. 229–230</ref>
A única chance da Marinha Real era o ''Ark Royal'' com a Força H, sob o comando do almirante James Somerville.<ref>Zatterling & Tamelander 2009, p. 234</ref> O ''Victorious'', ''Prince of Wales'', ''Suffolk'' e o [[HMS Repulse (1916)|HMS ''Repulse'']] foram obrigados a sair da procura por causa do baixo combustível; os únicos navios pesados restantes eram os da Força H, o ''King George V'' e o ''Rodney'', porém eles estavam muito distantes.<ref>Zatterling & Tamelander 2009, p. 233</ref> Os Swordfish do ''Ark Royal'' também estavam na procura quando o Catalina o encontrou. Vários torpedeiros foram enviados para o ''Bismarck'', a cerca de 60 milhas náuticas (110&nbsp;km) do porta-aviões. Somerville ordenou um ataque assim que os Swordfish retornassem e fossem recarregados. Ele enviou o cruzador HMS ''Sheffield'' para seguir o ''Bismarck'', apesar dos aviadores não terem recebido essa informação.<ref>Zatterling & Tamelander 2009, p. 235</ref> Como resultado, os aviões, que estavam armados com torpedos equipados com detonadores magnéticos, atacaram acidentalmente o ''Sheffield''. Os detectores magnéticos falharam, e o navio britânico saiu intacto.<ref>Zatterling & Tamelander 2009, pp. 236–237</ref>
 
[[Ficheiro:HMS Ark Royal swordfish.jpg|thumb|right|260px|Um Swordfish retorna para o ''Ark Royal'' após realizar um ataque contra o ''Bismarck''.]]
Ao voltarem para o ''Ark Royal'', os Swordfish carregaram os torpedos com detonadores de contato. O segundo ataque era composto por quinze aeronaves e foi lançado às 19h10min. Às 20h47min, os torpedeiros iniciaram sua descida das nuvens para o ataque.<ref>Bercuson & Herwig 2003, pp. 258–259</ref> Enquanto os Swordfish aproximavam-se, o ''Bismarck'' disparou sua bateria principal contra o ''Sheffield'', escarranchando o cruzador em seu segundo tiro. Fragmentos das balas voaram para o convés do navio, matando três homens e ferindo muitos outros.<ref>Bercuson & Herwig 2003, p. 259</ref> O ''Sheffield'' rapidamente bateu em retirada atrás de uma cortina de fumaça. Os Swordfish então atacaram; o ''Bismarck'' começou a virar violentamente enquanto suas baterias antiaéreas tentavam destruir os aviões. Ele desviou da maioria dos torpedos, porém dois acertaram.<ref>Bercuson & Herwig 2003, pp. 259–261</ref> Um impacto a meia nau acertou o lado bombordo, abaixo da borda inferior do cinturão principal de blindagem. A maior parte da força da explosão foi contida pelo sistema de proteção e o cinturão de blindagem, porém houve alguns danos estruturais, causando pequenos alagamentos.<ref>Garzke & Dulin 1985, p. 234</ref>