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Os réus foram sentenciados pelo [[crime]] de "lesa-majestade", definida, pelas [[ordenações afonsinas]] e as [[Ordenações Filipinas]], como ''[[Traição|traição contra o rei]]''. Tiradentes foi o único conspirador punido com a morte por ser o inconfidente de posição social mais baixa, haja vista que todos os outros ou eram mais ricos, ou detinham patente militar superior.<ref name="Tiradentes"/><ref>[http://books.google.com.br/books?id=KH9ilwvHp9AC&pg=PA69&lpg=PA69&dq=lesa+majestade+ordena%C3%A7%C3%B5es+filipinas&source=bl&ots=scvE_HLCDa&sig=53-WLXaYzlz5TXGcX8rkL0vskeA&hl=pt-BR&ei=TtCLS5-yO4aHuAeOpInwCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CBcQ6AEwAw#v=onepage&q=&f=false Ordenações filipinas - Crime de Lesa-majestade]</ref>
 
====Lesa-Majestade====
 
-“''Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa''.”<ref>[http://books.google.com.br/books?id=KH9ilwvHp9AC&pg=PA69&lpg=PA69&dq=lesa+majestade+ordena%C3%A7%C3%B5es+filipinas&source=bl&ots=scvE_HLCDa&sig=53-WLXaYzlz5TXGcX8rkL0vskeA&hl=pt-BR&ei=TtCLS5-yO4aHuAeOpInwCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CBcQ6AEwAw#v=onepage&q=&f=false Ordenações filipinas - Crime de Lesa-majestade]</ref>
 
Por igual crime de lesa-majestade, em 1759, no reinado de [[D. José I]] de Portugal, a [[família Távora]], no [[processo dos Távora]], havia padecido de morte cruel: tiveram os membros quebrados e foram queimados vivos, mesmo sendo os nobres mais importantes de Portugal. A Rainha [[Dona Maria I]] sofria pesadelos devido à cruel execução dos Távoras ordenado por seu pai D. José I e terminou por enlouquecer.
 
Em parte por ter sido o único a assumir a responsabilidade{{Carece de fontes|biografia=sim|Brasil=sim|data=novembro de 2016}}, e em parte, provavelmente, por ser o inconfidente de posição social mais baixa, haja vista que todos os outros ou eram mais ricos, ou detinham patente militar superior. Por esse mesmo motivo é que se cogita que Tiradentes seria um dos poucos inconfidentes que não era tido como [[Maçonaria|maçom]].
 
====Execução====
 
E assim, numa manhã de [[sábado]], 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo. O governo geral tratou de transformar aquela numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local. [[Bóris Fausto]] aponta essa como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidar a população para que não houvesse novas revoltas.
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