Convênio de Taubaté: diferenças entre revisões

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==História==
===Antecedentes===
[[t]]
No início do século XX, quando se configurou a crise da superprodução do café, o seu preço no mercado internacional caía sensivelmente, mobilizando os cafeicultores, que se reuniram para a criação de uma estratégia que mantivesse o preço do produto valorizado em momentos de crise. Essa estratégia firmou-se no Convênio de Taubaté. Já a partir da [[Pânico de 1893|crise de 1893]], que atingiu particularmente os [[Estados Unidos]], principal comprador do café brasileiro, o preço do café caiu 1/3 do valor daquele ano: de 4,09 [[libras]] a saca para 1,48 libras em 1899. A intervenção brasileira no nível internacional de preços do café só foi possível graças ao seu domínio na produção internacional, onde o país, sozinho, controlava três quartos da oferta mundial.
 
 
* Visando solucionar a médio e longo prazo o problema do excesso de produção, os governadores dos estados produtores adotariam medidas visando desencorajar a expansão das lavouras pelos cafeicultores.
 
[[y]]
Com isso, os preços do produto eram mantidos artificialmente altos, garantindo-se os lucros dos cafeicultores. Estes, ao invés de diminuírem a produção de café, continuaram produzindo-o em larga escala, obrigando o governo a contrair mais empréstimos para continuar adquirindo esses excedentes. O Estado adquiriu o produto para revenda em momentos mais favoráveis até 1924, ano em que foi criado o [[Instituto do Café de São Paulo]], a partir de quando essa intervenção passou a se dar de forma indireta.
 
[[g]]
==Consequências==
Ainda de acordo com Celso Furtado, a maior falha dessa política de valorização artificial do café foi não ter incentivado a diversificação da pauta de exportações brasileiras, por meio de subsídios, para assim aliviar a pressão da oferta interna sobre a tendência da queda de preços verificada na época. Contudo, ele próprio concorda que tal ação governamental seria bastante dificultada por não corresponder aos interesses políticos predominantes na época, vinculados à exportação do café.[[o]]
 
Essa política adotada a partir do ''Convênio de Taubaté'' só ajudou a adiar o iminente fim do ciclo cafeeiro no Brasil, que aconteceu com a quebra da [[Crise de 1929|bolsa de valores]] de [[Nova York]], em 1929.
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