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A introdução do [[dromedário]], que precedeu os muçulmanos e o [[Islã]] em vários séculos, trouxe uma mudança gradual no [[comércio]] e, pela primeira vez, o [[ouro]], [[marfim]], [[sal]] e os recursos da região puderam ser enviados ao norte e ao leste, para o [[norte da África]], [[Oriente Médio]] e Europa, em troca de bens [[manufatura]]dos.<ref name="InfoEscola"/>
 
O império enriqueceu com o comércio trans-saarianotransaariano em ouro e sal. Este comércio produziu um ''[[superavit]]'' crescente, permitindo maiores centros urbanos. Também incentivou a expansão territorial para ganhar controle sobre as rotas de comércio.<ref name="Guia do Estudante"/>
 
A primeira menção escrita sobre o reino vem na [[língua árabe]], em fontes de algum tempo após a [[Conquista muçulmana do Magrebe|conquista do norte da África pelos muçulmanos]], quando geógrafos começaram a compilar notas do mundo conhecido pelo Islã em torno de 800. As fontes para os períodos anteriores são reticentes quanto ao seu governo, sociedade ou cultura, embora elas descrevam a sua localização e as suas relações comerciais. O estudioso de [[Córdova (Espanha)|Córdoba]] [[al-Bacri]] coletou histórias de viajantes da região e deu uma descrição detalhada do reino em 1067/1068.<ref name="História do Mundo"/> Ele alegou que o Gana poderia "colocar {{fmtn|200000}} homens para o campo, mais de {{fmtn|40000}} deles [[arqueiro]]s" e notou que também tinham forças de [[cavalaria]].
 
=== Ouro ===
O que está claro é que o poder imperial era devido principalmente à riqueza em [[ouro]]. E a introdução do [[dromedário]] no comércio trans-saarianotransaariano impulsionou a quantidade de mercadorias que podiam ser transportadas.<ref name="História do Mundo">{{citar web |url=http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/reino-de-gana.htm|título=Reino de Gana |acessodata=25 de julho de 2012|obra=R7 |publicado=História do Mundo|língua2=pt}}</ref>
 
A maior parte do nosso conhecimento do império do Gana vem de escritores árabes. [[Abu Maomé Haçane al-Hamdani|Al-Hamdani]], por exemplo, descreve o Gana como tendo as minas mais ricas de ouro na terra, que estavam situadas em [[Bambuque]], na porção superior do [[rio Senegal]]. Os soninquês também vendiam [[Escravidão em África|escravos]], sal e cobre, em troca de [[Indústria têxtil|tecidos]], [[missanga]]s e produtos acabados.<ref name="Guia do Estudante"/> A [[capital]], Cumbi-Salé, se tornou o foco de todo o comércio, com uma forma [[sistema|sistemática]] de tributação. Mais tarde, [[Audagoste]] se tornou outro centro comercial importante do império.<ref name="Mundo Educação"/>