Diferenças entre edições de "Quilombo dos Palmares"

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Pouco se sabe, também, acerca da organização política do quilombo. Alguns supõem que se constituiu ali um verdadeiro Estado, nos moldes dos reinos africanos, sendo os diversos mocambos governados por oligarcas sob a chefia suprema de um líder.
 
Outros apontam para a possibilidade de uma descentralização do poder entre os diferentes grupos, pertencentes às diversas [[etnia]]s que formavam os núcleos de quilombos, que delegavam esse poder a lideranças militares conforme o seu prestígio. As mais famosas lideranças foram [[Ganga Zumba]] e seu sobrinho, [[Zumbi dos Palmares|Zumbi]]. Apesar disso, existem historiadores que sugerem que existe a possibilidade de alguma forma de trabalho compulsório também foiter sido praticada dentro do quilombo.{{Nota de rodapé|Dentro de uma visão [[historiografia|historiográfica]] mais recente, o principal historiador a reinterpretar o que ocorreu nos quilombos brasileiros é o carioca [[Flávio dos Santos Gomes]] na obra ''Histórias de Quilombolas'', onde afirma: "''Ao contrário de muitos estudos dos anos 1960 e 1970, as investigações mais recentes procuraram se aproximar do diálogo com a literatura internacional sobre o tema, ressaltando reflexões sobre cultura, família e protesto escravo no Caribe e no sul dos Estados Unidos''". Essa corrente, recorrendo a [[fonte primária|fontes primárias]] e baseando-se no modo de pensar da época, busca desfazer diversos mitos criados sobre Palmares no {{séc|XX}}, concluindo que ali existiu uma hierarquia estratificada, com servos e reis tão poderosos quanto os dos reinos na [[África]]; que Zumbi e outros chefes tinham os seus próprios escravos; que as cartas nas quais um padre daria detalhes acerca da infância de Zumbi provavelmente foram forjadas; e que, ao romper o acordo de Ganga-Zumba com os portugueses, o próprio Zumbi pode ter decretado o fim do quilombo. Ver [http://veja.abril.com.br/191108/p_108.shtml Leandro Narloch. O Enigma de Zumbi. in: Revista Veja]. Consultado em 15 Nov. 2008.}}
 
=== A repressão ===
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