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[[Imagem:Hyperpyron of Alexius I, ca. 1092 or 1093-1118 AD.jpg|thumb|upright=1.05|[[Hipérpiro]] [[escifato]] de {{lknb|Aleixo|I Comneno}} {{nwrap|r.|1081|1118}}]]
 
Butumita aparece na ''[[A Alexíada]]'' de [[Ana Comnena]] em 1086, quando foi apontado como [[duque (Roma Antiga)|duque]] da frota bizantina por Aleixo, e enviado contra [[Abu'l Qasim]] {{nwrap|r.|1084|1092}}, o governador seljúcida semi-independente de Niceia.{{harvrefsfn|name=Kazh318|Kazhdan|1991|p=318}} Abu'l Qasim estava se preparando para lançar uma frota no [[mar de Mármara]] para enfrentar a [[marinha bizantina]]. Aleixo, determinado a evitar isso, enviou contra ele Butumita com a frota, enquanto [[Tatício]] se moveria contra sua base por terra. Os dois generais destruíram com sucesso a frota seljúcida e forçaram Abu'l Qasim a retirar-se para Niceia, onde concluiu uma trégua com o império.{{harvrefsfn|name=Skou181|Skoulatos|1980|p=181}}{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=202–203}}
 
Mais tarde, em 1092, após o [[mega-duque]] de Aleixo, [[João Ducas (mega-duque)|João Ducas]], derrotar o [[emir]] [[Tzacas]] de [[Esmirna]], Butumita, junto com Alexandre Euforbeno, foram dados como reféns para o emir para garantir sua evacuação pacífica da ilha de [[Lesbos]].{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=270-271}} Logo depois, Ducas e Butumita foram enviados contra as rebeliões de Cálices em [[Creta]] e [[Rapsomata]] no [[Chipre]]. Depois de dominar a revolta de Cálices, se dirigiram para o Chipre, onde [[Cirênia]] caiu rapidamente. Rapsomata saiu para encontrá-los e ocupou as elevações acima da cidade, mas Butumita atraiu muitos de seus homens para o deserto, e os rebeldes fugiram da batalha. Butumita o perseguiu e capturou na igreja de Vera Cruz, onde o rebelde procurou refúgio. Prometendo poupar sua vida, Butumita capturou Rapsomata e levou-o para Ducas.<ref name=Skou181 />{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=272-274}} De acordo com a tradição, enquanto no Chipre, ele fundou o [[mosteiro de Cico]].<ref name=Kykkos />{{harvrefsfn|Sinkević|2000|p=10}}
 
=== Primeira Cruzada e cerco de Niceia ===
[[Imagem:Siege of Nicaea.jpg|thumb|esquerda|upright=1|Cerco de Niceia]]
 
Butumita foi altamente considerado e confiado por Aleixo; Ana Comnena chama-o "único confidente de Aleixo". Por isso, ele desempenhou um importante papel nas relações delicadas com a Primeira Cruzada: em 1096, Butumita foi enviado para escoltar o navio naufragado de [[Hugo I de Vermandois]] de [[Dirráquio]] para [[Constantinopla]], e em 1097, foi despachado como chefe de um pequeno destacamento para acompanhar o exército cruzado em sua marcha contra os turcos na [[Anatólia]].{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=315; 331}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=144; 177}}
 
O primeiro grande obstáculo no caminho dos cruzados era Niceia, a capital seljúcida, que eles começaram a cercar. Butumita tinha sido instruído por Aleixo para assegurar a rendição da cidade pelas forças imperiais, e não para os cruzados. Já desde o início do cerco, Butumita, através de numerosas cartas, tentou seduzir os seljúcidas a renderem-se a ele, seja por meio de promessas de anistia ou ameaças de um massacre se os cruzados capturassem a cidade pela força. Os turcos entraram em negociações, permitindo Butumita entrar na cidade. Dois dias depois, com a notícia da aproximação de uma força de alívio sob o sultão [[Kilij Arslan{{lknb|Quilige|Arslam I]]}} {{nwrap|r.|1092|1107}}, eles o obrigaram a sair.{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=331–334}}{{harvrefsfn|Skoulatos|1980|p=182}}{{harvrefsfn|Setton|2006|p=289}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=179}} Depois da força de socorro ser derrotada pelos cruzados, contudo, e com um esquadrão imperial sob Butumita com o controle da rota de abastecimento através do [[lago Ascânio]] e 2000 bizantinos sob Tatício juntando-se aos cruzados no cerco, os habitantes da cidades estavam determinados a aceitar os termos do imperador: Butumita entrou em Niceia e mostrou-lhes então a [[bula dourada]] do imperador bizantino, oferecendo generosos termos e honra para a esposa e filha do sultão, que estavam na cidade. Ele, contudo, manteve o acordo em segredo, e organizou com Tatício um assalto renovado pelos cruzados e os homens de Tatício, em que a cidade ostensivamente seria capturada pelos bizantinos. O ardil funcionou: o dia do ataque final foi 19 de junho, mas quando o assalto começou na madrugada, os bizantinos entraram pelos portões virados para o lago, elevaram seus estandartes nas almeias, deixando os cruzados do lado de fora.{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=334–338}}{{harvrefsfn|Skoulatos|1980|p=182–183}}{{harvrefsfn|Setton|2006|p=290}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=180}}
 
Embora, no geral, os cruzados aceitaram o resultado, o evento amargou as relações. Os líderes cruzados sentiram-se enganados por terem sido deixados de fora após as baixas que sofreram para derrotar a força de alívio turca, mas o ressentimento foi maior entre as fileiras dos cruzados, que foram privados da possibilidade de saque e estavam indignados com o tratamento respeitoso dos bizantinos com os cativos muçulmanos.{{harvrefsfn|Setton|2006|p=290–291}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=180–181}} No rescaldo da queda da cidade, Butumita foi nomeado por Aleixo como duque de Niceia. Foi bem sucedido em manter o posto e fila dos cruzados, ainda ansiosos para pilhar, em cheque - eles não estavam autorizados a entrar na cidade, exceto em grupos de 10 - e acalmou seus líderes através de presentes e garantiu a promessa de fidelidade deles à Aleixo. Também persuadiu alguns dos cruzados para se inscreverem no exército bizantino. Eles foram então utilizados para guarnecer Niceia e reparar seus muros.{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=339–340}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=184}}{{harvrefsfn|name=Skoul183|Skoulatos|1980|p=183}}
 
=== Embaixador e general contra Boemundo e Tancredo ===
[[Imagem:Byzantium1st-crusade-pt.svg|thumb|upright=1|[[Império Bizantino]] e [[Mediterrâneo Oriental]] após a [[Primeira Cruzada]]]]
 
Em 1099, foi enviado pelos comandantes bizantinos no Chipre como [[diplomacia bizantina|emissário]] de paz para {{Lknb|Boemundo|I de Antioquia}}, mas foi detido por ele durante uma quinzena antes de ser liberado, e as negociações não foram iniciadas.<ref name=Skoul183 />{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=362–363}} Poucos anos depois (ca. 1103), Butumita foi colocado como chefe de um grande exército enviado para garantir a [[Cilícia]] contra Boemundo. Após tomar [[Ataleia (Anatólia)|Ataleia]], os bizantinos tomaram [[Germanícia]] e as regiões circundantes. Butumita deixou para trás uma grande força sob Monastras para guarnecer a província e retornou para Constantinopla.<ref name=Kazh318 />{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=358–360}}{{harvrefsfn|Skoulatos|1980|p=183–184}}{{harvrefsfn|Runciman|1987|p=300–301}}
 
Em 1111/1112, foi enviado como um embaixador para o [[Reino de Jerusalém]] para assegurar ajuda contra [[Tancredo da Galileia]], regente de Boemundo em [[Antioquia]], que se recusou a cumprir o [[tratado de Devol]] de 1108, que transformava o [[Principado de Antioquia]] num Estado vassalo bizantino.{{harvrefsfn|Kazhdan|1991|p=302, 318, 617, 2009}}{{harvrefsfn|Setton|2006|p=400}} Do Chipre, Butumita primeiro rumou para [[Condado de Trípoli|Trípoli]]. De acordo com ''A Alexíada'', o conde local, [[Bertrando de Toulouse]], prontamente concordou em ajudar as forças imperiais contra Tancredo, e até mesmo a prestar homenagem a Aleixo, quando chegasse para sitiar Antioquia.{{harvrefsfn|Skoulatos|1980|p=184}}{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=440–441}} Em seguida, os enviados bizantinos prepararam-se para encontrar o rei de Jerusalém, [[Balduíno I de Jerusalém|Balduíno I]] {{nwrap|r.|1100|1118}}, que estava sitiando [[Tiro]]. Butumita tentou persuadir Balduíno oferecendo uma recompensa substancial em [[ouro]], e fazendo várias afirmações exageradas, incluindo que Aleixo já estava supostamente a caminho e tinha alcançado Selêucia. Balduíno, contudo, ao saber da falsidade das alegações de Butumita, perdeu a confiança nele. Ele fingiu a vontade de atacar Tancredo desde que recebesse os subsídios prometidos anteriormente. Butumita, no entanto, percebeu as intenções do rei, e se recusou a fazê-lo. Assim, a missão terminou em fracasso, e Butumita deixou [[Jerusalém]], retornando para Constantinopla via [[Trípoli (Líbano)|Trípoli]].{{harvrefsfn|Sewter|2003|p=441–441}}{{harvrefsfn|Skoulatos|1980|p=184–185}}{{harvrefsfn|Setton|2006|p=400–401}}
 
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