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[[Imagem:Muralbelfast2.jpg|thumb|Mural nacionalista irlandês em [[Belfast]], mostrando solidariedade com o [[nacionalismo basco]]. Pode-se observar ali, também, um mapa de [[Euskal Herria]] e uma representação da foto de [[Che Guevara]] intitulada [[Guerrilheiro Heroico]].]]
 
Ainda que frequentemente assente sobre um ponto de vista [[Etnocentrismo|etnocêntrico]], o nacionalismo não implica necessariamente a crença na superioridade de uma [[etnia]] em detrimento de outras. Algumas correntes nacionalistas, entretanto, defendem o protecionismo étnico ou mesmo uma supremacia étnica.<ref>{{citar periódico|url=http://www3.interscience.wiley.com/journal/118597334/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0|título=Nature and Nurture in Own-Race Face Processing|coautor=Yair Bar-Haim, Talee Ziv, Dominique Lamy, Richard M. Hodes|periódico=Psychological Science|volume=17|número=2|páginas=159–163|ano=2008|doi=10.1111/j.1467-9280.2006.01679.x|autor =Bar-Haim, Yair|pmid=16466424}}{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}</ref>
 
Certos movimentos nacionalistas possuem caráter excludente e, ao definir a comunidade nacional em termos étnicos, linguísticos, culturais, históricos ou religiosos (ou uma combinação destes), podem considerar determinadas minorias como não sendo verdadeiramente uma parte da "[[nação]]".
 
=== Nacionalismo de esquerda ===
O nacionalismo de [[esquerda (política)|esquerda]] (às vezes conhecido como nacionalismo [[Socialismo|socialista]], para não ser confundido com o [[nacional-socialismo]])<ref>[http://www3.interscience.wiley.com/journal/119472227/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0 Political Science, Volume 35, Issue 2; ''Class and Nation: Problems of Socialist Nationalism'']{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}</ref> refere-se a qualquer movimento político que combine [[esquerda política|políticas de esquerda]] com o nacionalismo. Também na revolução francesa que surge o conceito de socialismo.<ref>Maass, Alan; Zinn, Howard (2010). The Case for Socialism (Revised ed.). Haymarket Books. p. 164. ISBN 978-1608460731.</ref> O [[marxismo]] identifica o nacionalismo como um subproduto do capitalismo após a queda do [[Antigo Regime]] o que ocasionou a padronização dos mercados<ref name="Nimni, Ephraim 1991. Pp. 18">Nimni 1991, 18.</ref><ref name="Nimni, Ephraim 1991. Pp. 14">Nimni 1991, 14.</ref> e o marxismo clássico se declara internacionalista<ref>Nimni 1991, 16.</ref> apesar de Stálin apoiar a ideia de nações revolucionárias e reacionárias.<ref name="Ree, Erik 2002. Pp. 49">van Ree 2002, 49.</ref> Apesar disso, ainda em vida, [[Marx]] defendeu o nacionalismo irlandês.<ref name="Schmitt, Richard 1987, Pp. 169">Schmitt 1997 [1987], 169.</ref><ref name="Ree, Erik 2002. Pp. 60">van Ree 2002, 60.</ref>
 
[[Stálin]] fez parte do movimento nacionalista [[Geórgia|georgiano]] antes de virar comunista<ref>van Ree 2002, 58-59.</ref>mas quando ele entrou no movimento bolchevique ele mudou de opinião.<ref name="Ree, Erik 2002. Pp. 64">van Ree 2002, 64.</ref>
Baseado na presunção de uma identidade comum partilhada por todos os membros de uma mesma [[etnia]], falantes de uma mesma [[Idioma|língua]], professantes de uma mesma [[Religião|fé]] ou participantes de uma mesma [[cultura]], o nacionalismo étnico costuma dar vazão a anseios coletivos irredentistas e, em casos extremos, a [[Revanchismo|revanchismos internacionais]].
 
Na história recente, o nacionalismo étnico flertou com ideias [[etnocentrismo|etnocêntrica]]s e conceitos de ''pureza nacional'', tendo alimentado [[Guerra|conflitos armados]], políticas de [[limpeza étnica]], [[Migração forçada|migrações forçadas]], [[deslocados internos|deslocamentos]] e [[Transferência populacional|transferências populacionais]]. O [[nazismo]], ideologia formulada por [[Adolf Hitler]] e adotada na [[Alemanha]], de 1933 a 1945, é uma forma de nacionalismo étnico. Contudo, de uma forma completamente diferente, o [[sionismo]] também tem sido referido como um nacionalismo étnico e religioso.<ref>[http://novosestudos.uol.com.br/v1/files/uploads/contents/96/20080627_nacionalismo_sionismo.pdf {{Wayback|url=http://novosestudos.uol.com.br/v1/files/uploads/contents/96/20080627_nacionalismo_sionismo.pdf |date=20140504090143 }} Nacionalismo, sionismo e anti-semitismo - a propósito de "Em disparada rumo a Belém", de [[Perry Anderson]]], por [[Paul Singer]]</ref><ref>[http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v25n73/v25n73a09.pdf A Sociologia israelense e a crise do consenso sionista], por José Maurício Domingues.</ref><ref>[http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-227.htm Sionismo y separación étnica en Palestina durante el Mandato Británico: la defensa del trabajo judío], por Ferran Izquierdo Brichs.</ref>
 
A maioria dos acadêmicos identificam o nazismo como uma política de direita.<ref name=Fritzsche_Eatwell_Griffin>{{citar livro|último =Fritzsche|primeiro =Peter|ano=1998|título=Germans into Nazis|local=Cambridge, Massachusetts|publicado=Harvard University Press|isbn=978-0674350922|ref=harv}}<br>{{citar livro|último =Eatwell|primeiro =Roger|ano=1997|título=Fascism, A History|publicado=Viking-Penguin|isbn=978-0140257007|pp=xvii-xxiv, 21, 26–31, 114–40, 352}}<br>{{citar livro|último =Griffin|primeiro =Roger|autorlink =Roger Griffin|ano=2000|capítulo=Revolution from the Right: Fascism|editor-sobrenome =Parker|editor-nome =David|título=Revolutions and the Revolutionary Tradition in the West 1560-1991|local=London|publicado=Routledge|isbn=978-0415172950|pp=185–201}}</ref> O nazismo também defende o direito de dominar "[[subraça]]s"<ref name="Oliver H. Woshinsky 2008. p. 156">Oliver H. Woshinsky. ''Explaining Politics: Culture, Institutions, and Political Behavior''. Oxon, England, UK; New York, New York, USA: Routledge, 2008. p. 156.</ref> e além disso o nazismo coloca a "raça" nacional acima da [[luta de classes]]<ref name="Adolf Hitler p. 170">Hitler, Adolf in Domarus, Max and Patrick Romane, eds. ''The Essential Hitler: Speeches and Commentary'', Waulconda, Illinois: Bolchazi-Carducci Publishers, Inc., 2007, p. 170.</ref><ref name="Adolf Hitler">"They must unite, [Hitler] said, to defeat the common enemy, Jewish Marxism." ''A New Beginning,'' Adolf Hitler, ''Völkischer Beobachter.'' February 1925. Cited in: {{citar livro|último =Toland |primeiro =John|ano=1992|título=Adolf Hitler|publicado=Anchor Books|página=207|isbn=0-385-03724-4}}</ref> o [[Hitler]] apontava também três vícios do judaísmo: [[democracia]], [[pacifismo]] e [[internacionalismo]].<ref>[https://journal-neo.org/2016/02/05/the-trojan-horse-of-refugees-in-europe/ The Trojan Horse of Refugees in Europe]</ref><ref name="Hitler, the Germans, and the Final Solution">{{citar livro|último =Kershaw|primeiro =Ian|ano=2008|título=Hitler, the Germans, and the Final Solution|publicado=Yale University Press|página=53|isbn=0-300-12427-9}}</ref> Os líderes nazistas [[Joseph Goebbels]] e Hitler diferenciavam ao máximo nazismo de marxismo.<ref>{{citar web|título=The Nazi-Sozi|url=http://research.calvin.edu/german-propaganda-archive/nazi-sozi.htm|títulotrad=Joseph Goebbels, Der Nazi-Sozi (Elberfeld: Verlag der Nationalsozialistischen Briefe, 1927).}}</ref><ref name="university29">Carsten, Francis Ludwig ''The Rise of Fascism'', 2nd ed. University of California Press, 1982. p. 137. Quoting: Hitler, A., ''Sunday Express'', September 28, 1930.</ref> [[Anticomunista]]s do [[Voluntários na Segunda Guerra Mundial|mundo todo]] deram suporte para o nazismo durante o período no poder.<ref name="carroll">Carroll Quigley, ''Tragedy and Hope'', 1966. p. 619.</ref> O Hitler também denunciava o [[materialismo histórico]] e [[materialismo dialético|dialético]] com [[Mamon]] e como opostos ao socialismo que ele defendia.<ref>Adolf Hitler, Public meeting in the Great Hall of the Hofbräuhaus, Why We Are Antisemites, 1920</ref>
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